quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Mercado à espera do FED


Bom dia investidor!

As bolsas asiáticas fecharam em alta nesta quarta-feira, lideradas por Japão e Coreia do Sul, em meio a balanços corporativos positivos e à espera de decisões de política monetária nos EUA e Reino Unido.

Em Tóquio, o índice Nikkei subiu 1,86% hoje, seu maior ganho desde 19 de setembro, à nova máxima em 21 anos de 22.420,08 pontos. Destacaram-se na capital japonesa empresas que divulgaram resultados trimestrais acima das expectativas, como Sony (+11%) e Tokyo Electron (+13%).

Na China continental, as bolsas exibiram ganhos marginais, estendendo a recuperação de ontem, após registrarem fortes perdas no começo da semana na esteira de uma nova onda de liquidação no mercado de bônus. O Xangai Composto, principal índice acionário do país, teve alta de 0,08%, a 3.395,91 pontos, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto subiu 0,06%, a 2.003,44 pontos.

Pesquisa da IHS Markit e da Caixin Media mostrou que o índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) do setor de industrial da China ficou estável em outubro ante o mês anterior, em 51. O indicador contrastou com o PMI oficial da indústria chinesa, que recuou no mês passado, embora tenha permanecido acima da marca de 50 que indica expansão de atividade.

Investidores aguardam anúncios de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) e do Banco da Inglaterra (BoE). Espera-se que o Fed mantenha sua política inalterada na tarde de hoje, mas prepare o terreno para uma nova elevação de juros em dezembro. O BC inglês, por sua vez, poderá aumentar sua taxa básica pela primeira vez em mais de uma década amanhã.

O petróleo opera com ganhos nesta quarta-feira, beneficiado pelos números do relatório de estoques divulgado na noite de ontem pelo American Petroleum Institute (API, uma associação de refinarias). Agora, os investidores esperam o dado oficial do Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês), que sai às 12h30 (de Brasília).

Às 9h47, o petróleo WTI para dezembro subia 1,29%, a US$ 55,08 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para dezembro tinha alta de 1,21%, a US$ 61,68 o barril, na ICE.

O API estimou que os estoques de petróleo dos EUA tenham recuado 5,1 milhões de barris na última semana, os de gasolina tenham caído 7,7 milhões de barris e os de destilados, 3,1 milhões de barris. Caso se confirmem, os números devem oferecer um impulso ainda maior para os contratos, segundo operadores.

O debate no Congresso dos Estados Unidos sobre uma reforma tributária começa com grande parcela dos americanos sem saber muito sobre o plano do Partido Republicano do presidente Donald Trump ou mesmo céticos sobre seu mérito, de acordo com uma nova pesquisa do Wall Street Journal e da NBC News.

Na pesquisa, 25% dos americanos qualificaram o plano defendido por Trump como "uma boa ideia, enquanto 35% consideram a iniciativa ruim. Cerca de 40% dos consultados não tinham opinião sobre o assunto.

Trump diz que haverá menos impostos para as empresas e a classe média e que isso estimulará a economia. Já críticos democratas argumentam que os mais beneficiados serão os mais ricos.

No Brasil, a produção industrial subiu 0,20% em setembro ante agosto, na série com ajuste sazonal, divulgou há pouco o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

Em relação a setembro de 2016, a produção subiu 2,6%. Nessa comparação, sem ajuste, as estimativas variavam de um aumento de 1,70% a 4,50%, com mediana positiva de 3,00%.

No ano, a indústria teve alta de 1,6%. No acumulado em 12 meses, a produção da indústria acumulou avanço de 0,4%. 

O Bradesco fecha hoje a temporada de balanços dos grandes bancos privados ao anunciar lucro líquido ajustado de R$ 4,810 bilhões no terceiro trimestre, expansão de 7,8% em relação ao mesmo período do ano passado, de R$ 4,462 bilhões. Na comparação com os três meses imediatamente anteriores, de R$ 4,704 bilhões, foi identificada alta de 2,3%.

Os resultados do Bradesco no terceiro trimestre ante um ano refletiram, conforme explica o banco, em relatório que acompanha as suas demonstrações financeiras, a queda dos gastos com calotes, de 33,4% em um ano, em meio à melhora da inadimplência, maiores receitas de serviços e ainda menores despesas administrativas e de pessoal.

O gráfico diário do Ibovespa mostra as médias inclinadas para baixo, porém quase 2.000 pontos de correção desde o último topo, quando a LTA de médio prazo foi tocada. Gráfico de agora às 10h15 = clique para ampliar.

Ontem eu dizia que um teste da região de 75.180 era certo, o mercado chegou a bater 75.141 e desceu.

Afirmei tal movimento porque trata-se de um pull back, movimentação reflexa e natural em busca de confirmar a inversão de polaridade entre suportes e resistências.

Pois bem, para hoje uma abertura em alta seria o caminho mais natural, mesmo porque o índice futuro sobe 1,04% enquanto escrevo.

O desafio será permanecer em alta.

Vamos ver quem vence o cabo de guerra nessa sessão, ursos ou touros.

Acima de 75.180 é arena dos touros, abaixo disso os negócios continuam na toca dos ursos.


Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan

Diretor da TopTraders
contato@TopTraders.Com.BR

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