sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Ursos mostram as garras


Bom dia investidor!

Os futuros de petróleo operam em baixa nesta manhã, devolvendo parte dos ganhos de 0,9% a 1,5% da sessão anterior, com a onda compradora perdendo força à medida que o petróleo tipo Brent se aproxima da marca de US$ 60 por barril.

Às 9h57 (de Brasília), o Brent para janeiro, que já é o contrato mais líquido negociado na InterncontinentalExchange (ICE), caía 0,19%, a US$ 58,93 por barril, enquanto o WTI para dezembro recuava 0,13% na New York Mercantile Exchange (Nymex), a US$ 52,57 por barril.

O cobre opera em queda nesta sexta-feira, com os metais básicos em sua grande maioria encerrando a semana com perdas, diante da valorização do dólar. Desse modo, o cobre mantém o mesmo movimento da sessão anterior, influenciado de novo pelo câmbio.

Às 9h59 (de Brasília), o cobre para três meses tinha baixa de 1,34%, a US$ 6.904,50 a tonelada, na London Metal Exchange (LME). Às 8h26, o cobre para dezembro tinha queda de 1,62%, a US$ 3,1260 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

O dólar mais valorizado deixa os metais cotados nessa moeda mais caros para os detentores de outras divisas, o que reduz o apetite dos investidores.

O dólar ficou mais forte na quinta-feira diante da valorização do euro, após o Banco Central Europeu (BCE) manter os juros e anunciar a redução do nível de seu programa de compra de bônus, que seguirá até ao menos setembro de 2018. Isso confirmou a expectativa dos investidores de que a retirada dos estímulos será gradual. O euro respondeu à decisão com o maior recuo ante o dólar desde o plebiscito em junho de 2016 pela saída do Reino Unido da União Europeia, o chamado Brexit.

O ING aponta em nota que fatores políticos dos EUA também apoiam o dólar, como a aprovação do orçamento pela Câmara dos Representantes, na quinta-feira, o que abre caminho para o governo do presidente Donald Trump tentar aprovar uma reforma tributária. Na próxima semana, há expectativa pela decisão de juros do Federal Reserve (Fed, o banco central americano). Quase todos os investidores apostam em manutenção dos juros agora e em elevação no encontro de dezembro.

Entre os metais básicos, o zinco subia 1,57%, a US$ 3.168,50 a tonelada, o alumínio recuava 1,69%, a US$ 2.154 a tonelada, o estanho tinha baixa de 0,48%, a US$ 19.830 a tonelada, o níquel tinha queda de 2,21%, a US$ 11.505 a tonelada, e o chumbo caía 1,43%, a US$ 2.445 a tonelada. 

O lucro industrial da China avançou 27,7% em setembro ante o mesmo período do ano passado, acelerando na comparação com uma alta de 24% em agosto, de acordo com o Escritório Nacional de Estatísticas.

Maiores retornos de companhias de energia, álcool e eletrônicos contribuíram com 3,8 pontos porcentuais, de acordo com He Ping, economista do governo.

Nos primeiros nove meses de 2017, o lucro industrial da China avançou 22,8% ante o mesmo período do ano passado, ante um aumento de 21,6% no período de janeiro a agosto. 

O dólar forte lá fora influencia em meio a incertezas sobre quem será o escolhido para presidir o Federal Reserve a partir de fevereiro de 2018. 

Aqui, a maior incerteza é sobre o andamento e aprovação de uma reforma da Previdência reduzida ainda neste ano. A movimentação da AGU para derrubar liminar que suspendeu o leilão de áreas do pré-sal está no radar.

Ontem o Ibovespa sentiu a pressão vendedora na LTA de médio prazo pontilhada em azul no gráfico diário.

Perdeu em seguida o topo anterior em 76.420, LTB pontilhada em vermelho, média móvel de 5 períodos e LTA de curto prazo reforçada em azul.

Hoje tem pressão vendedora logo na abertura (clique no gráfico deste momento = 10h50 = para ampliar) e está operando sobre a média móvel de 21 períodos, cuja perda poderá acelerar a queda rumo a região de fundo marcada nos últimos pregões entre 75.180 e 75.425.

Veja o gráfico em mais longo prazo = clique para ampliar.




Bons negócios!



Wagner Caetano, para o Cartezyan

Diretor da TopTraders
contato@TopTraders.Com.BR

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