segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Semana curta deve ser agitada


Bom dia investidor!

Os mercados financeiros da China sofreram um amplo movimento de liquidação nesta segunda-feira, perdendo parte do vigor que exibiram durante o 19º Congresso do Partido Comunista chinês, que durou uma semana e foi encerrado no último dia 24.

Avaliado em US$ 9 trilhões, o mercado de bônus chinês liderou as perdas hoje. Os preços de bônus do governo chinês atingiram novas mínimas em três anos, em meio à avaliação de que Pequim intensificará esforços para reduzir os altos níveis de endividamento na economia chinesa durante o segundo mandato de cinco anos do presidente Xi Jinping como líder do partido.

Como resultado, o juro do bônus chinês de 10 anos subiu para 3,93% nesta segunda-feira, o maior nível em três anos.

As preocupações com os bônus acabaram afetando os mercados acionários. Em Xangai, a bolsa caiu 0,77%, interrompendo uma sequência de seis pregões de valorização, enquanto em Shenzhen, a queda foi ainda mais expressiva, de 1,73%.

Nos mercados de futuros chineses, os contratos de commodities como minério de ferro e cobre também recuaram.

Durante a reunião do Partido Comunista, Pequim manteve a calma nos mercados acionários por meio de compras realizadas por fundos de investimentos com apoio estatal e restrições não oficiais a vendas excessivas de ações por grandes investidores.

Já a turbulência no mercado de bônus começou na última quarta-feira, depois que o banco central chinês (PBoC, pela sigla em inglês) encerrou um período de seis dias consecutivos de injeções de capital no sistema financeiro. 

O índice de sentimento econômico da zona do euro, que mede a confiança de setores corporativos e dos consumidores, subiu para 114 em outubro, de 113,1 em setembro, atingindo o maior nível desde janeiro de 2001, segundo dados publicados hoje pela Comissão Europeia, braço executivo da União Europeia. 

Apenas a confiança do consumidor avançou para -1 em outubro, de -1,2 em setembro, vindo em linha com a projeção do mercado, enquanto a da indústria melhorou para +7,9, de +6,7, superando o consenso de +7,1, e a do segmento de serviços aumentou para +16,2, de +15,4.

Já o índice de clima das empresas do bloco europeu subiu para +1,44 neste mês, de +1,34 em setembro. 

O cobre opera em alta na manhã desta segunda-feira, com os metais básicos se beneficiando do dólar mais fraco.

O cobre para três meses subia 0,2%, a US$ 6.859,50 a onça-troy, na London Metal Exchange (LME), às 10h15 (de Brasília). O cobre para dezembro, por sua vez, avançava 0,19%, a US$ 3,1095 a onça-troy, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), às 8h35.

Ainda nesta semana, operadores aguardam pela decisão de juros do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), na quarta-feira. Investidores preveem em sua grande maioria a manutenção dos juros agora, mas uma alta em dezembro, segundo os dados monitorados pelo CME Group.

Entre outros metais básicos negociados na LME, o zinco subia 1,1%, a US$ 3.207,50 a tonelada, o alumínio recuava 0,30%, a US$ 2.177,50 a tonelada, o estanho tinha alta de 0,7%, a US$ 19.885 a tonelada, o níquel avançava 0,1%, a US$ 11.600 a tonelada, e o chumbo caía 0,5%, a US$ 2.420 a tonelada. 

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse há pouco que, se a PEC da Previdência não for votada em 2017, o governo insistirá em defender a apreciação do projeto em 2018. Meirelles disse, entretanto, que o governo acredita ser possível a aprovação da Reforma da Previdência ainda este ano.

"Se a Reforma da Previdência não for votada este ano, tentaremos no próximo. E se a reforma não for aprovada em 2018, devido ao período eleitoral, ela será o primeiro desafio do governo eleito para 2019. Por isso seria importante fazermos a reforma logo porque ela é necessária para o País", afirmou, após entrevista de rádio na Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

Questionado sobre a possibilidade de aprovação de uma reforma constitucional após o resultado da votação da segunda denúncia contra o presidente Michel Temer, Meirelles desvinculou as votações. "A denúncia contra o presidente era uma coisa e a Previdência é outra completamente diferente. O parlamentar que votou de um jeito agora pode votar de outro", afirmou.


O mercado financeiro manteve sua projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2017. A expectativa de alta para o PIB deste ano seguiu em 0,73% no Relatório de Mercado Focus, divulgado há pouco. Há um mês, a perspectiva estava em 0,70%. Para 2018, o mercado manteve a previsão de alta do PIB, de 2,50%. Quatro semanas atrás, a expectativa estava em 2,38%.

Em 18 de outubro, o BC informou que o IBC-Br cedeu 0,38% em agosto ante julho, na série com ajuste sazonal. Em relação a agosto do ano passado, o índice sem ajuste sazonal subiu 1,64%. No acumulado de 2017 até agosto, o IBC-Br acumula leve alta de 0,31%. Para boa parte dos economistas, apesar do recuo na margem do IBC-Br em agosto, a atividade no País segue em processo de recuperação.

Em 21 de setembro, o Relatório Trimestral de Inflação (RTI) trouxe as projeções atualizadas do BC para o crescimento do PIB: 0,7% em 2017 e 2,2% em 2018.

No Focus de hoje, a projeção para a produção industrial deste ano seguiu com avanço de 2,00%. Há um mês, estava em 1,05%. No caso de 2018, a estimativa de crescimento da produção industrial passou de 2,73% para 2,98%, ante 2,40% de quatro semanas antes.

Já a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2017 foi de 52,23% para 52,28%. Há um mês, estava em 52,20%. Para 2018, a expectativa no boletim Focus foi de 55,90% para 55,81%, ante 55,70% de um mês atrás. 

O Ibovespa abriu pressionado e está operando em uma região de forte suporte nesse momento, logo acima de 75K.

O ponto mais baixo é 75.180, região decisiva para a formação de um fundo ou acelerar a queda.

Uma recuo até esse ponto era manjado, de fácil leitura, o desafio agora é identificar o desdobramento futuro.

Cinco fatores favorecem os ursos nesse momento: médias inclinadas para baixo, topos e fundos ascendentes no curtíssimo prazo, sentiu a LTA de médio prazo como resistência, perdeu a LTA de curto prazo, não sustentou acima da LTB, mas vale lembrar que tivemos inflexões intradiárias várias vezes nessa região recentemente.



Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan

Diretor da TopTraders
contato@TopTraders.Com.BR

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