terça-feira, 17 de outubro de 2017

Commodities e política em pauta


Bom dia investidor!

As bolsas da Ásia e do Pacífico fecharam majoritariamente em alta modesta nesta terça-feira, à espera do início do 19º Congresso do Partido Comunista da China.

No Japão, o índice Nikkei ampliou a trajetória positiva recente para o 11° pregão consecutivo e subiu 0,38%, a 21.336,12 pontos, nova máxima em 21 anos. Nas últimas semanas, o mercado japonês tem sido beneficiado pela expectativa de que o governo do primeiro-ministro Shinzo Abe garantirá uma fácil vitória na eleição parlamentar do próximo domingo (22).

Na China, a cautela prevaleceu antes da reunião do Partido Comunista, que terá início amanhã e deverá durar cerca de uma semana. No evento, que é realizado a cada cinco anos, é amplamente esperado que o presidente Xi Jinping garanta um segundo mandato como secretário-geral da agremiação e consolide seu poder. Xi é considerado o líder chinês mais forte desde a década de 1970.

O índice de expectativas econômicas da Alemanha subiu para 17,6 em outubro, de 17 em setembro, segundo o instituto alemão ZEW. 

Já o chamado índice para as condições atuais medido pelo ZEW surpreendeu negativamente e caiu para 87 em outubro, de 87,9 no mês anterior. Neste caso, a projeção era de avanço do índice a 89. 

O petróleo opera em alta nesta terça-feira, em meio a crescentes tensões políticas no Iraque. Com o quadro geopolítico, os contratos mostram algum apoio, embora sem muito fôlego após fecharem ontem no maior patamar em quase três semanas.

Às 9h17 (de Brasília), o petróleo WTI para novembro subia 0,44%, a US$ 52,10 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para dezembro avançava 0,45%, a US$ 58,08 o barril, na ICE.

As forças de Bagdá entraram em confronto na segunda-feira com combatentes da região curda semiautônoma do Iraque na província de Kirkuk, rica em petróleo, em meio ao impasse sobre a independência curda. A violência se segue a um plebiscito no fim de setembro no qual os curdos votaram em sua maioria a favor da independência, em desafio ao governo central e a outros países da região, como a Turquia.

Os futuros de cobre operam em baixa em Londres e Nova York, influenciados por um movimento de realização de lucros, após os robustos ganhos da sessão anterior, e também pelo fortalecimento do dólar em relação a outras moedas.

Por volta das 9h45 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) caía 0,79%, a US$ 7.074,00 por tonelada.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em dezembro tinha queda de 0,90%, a US$ 3,2100 por libra-peso.

Ontem, o cobre saltou mais de 3% em ambas as praças, em reação a dados chineses de inflação ao produtor mais alta do que se previa. A China é o maior consumidor mundial de metais básicos.

Além de ceder a realização de lucros, o cobre é pressionado pelo dólar, que se valoriza nos negócios da manhã, tornando o metal mais caro para operadores que utilizam outras moedas.

Mais adiante, investidores ficarão atentos a dados de produção industrial dos EUA, que serão divulgados no fim da manhã, e do Produto Interno Bruto (PIB) da China, que saem amanhã à noite.

Entre outros metais na LME, o viés era majoritariamente negativo: o zinco recuava 1,99% no horário indicado acima, a US$ 3.128,50 por tonelada; o níquel diminuía 1,26%, a US$ 11.730,00 por tonelada; o chumbo perdia 0,67%, a US$ 2.529,00 por tonelada; e o estanho tinha baixa marginal de 0,12%, a US$ 20.670,00 por tonelada. Exceção no mercado inglês, o alumínio subia 0,16%, a US$ 2.139,50 por tonelada. 

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu uma liminar determinando que o Senado realize com voto aberto a sessão sobre o afastamento do senador Aécio Neves (PSDB-MG), estabelecido pela Primeira Turma do STF em setembro. O Senado, de acordo com decisão do Supremo na semana passada, deverá dar a palavra final sobre se o senador alvo da medida cautelar deve ser afastado ou não.

Na decisão, Moraes destacou que a Emenda Parlamentar 35, de 2001, retirou do texto da Constituição a previsão que existia para que houvesse votação secreta em casos de determinação de prisão de parlamentares, hipótese igualmente aplicável, conforme salientou, no caso atual.

Ontem o Ibovespa operou com volume menor e não mostrou força acima do decisivo 76.420. Clique no gráfico para ampliar.

Chegou a se aproximar desse patamar e segurou na média móvel de 5 períodos.



Aos poucos o mercado parece desenhar um topo duplo.

Um novo teste de 76.420 é o caminho mais provável para os preços, possivelmente na sessão de hoje.

A perda da região poderá acelerar a venda, rumo à LTA ou mesmo média móvel de 21 períodos.


Bons negócios!



Wagner Caetano, para o Cartezyan

Diretor da TopTraders
contato@TopTraders.Com.BR

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