sexta-feira, 13 de outubro de 2017

China em destaque



Bom dia investidor!

O gráfico diário do Ibovespa aponta 76.420 como divisor de águas no curto prazo.

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A região é protegida pela média móvel de 5 períodos.

Enquanto acima desse patamar, deverá pressionar 77.000, onde encontrará resistência na abertura dessa sexta-feira.

Deverá até mesmo romper essa barreira, sendo o desafio manter-se acima da mesma.

Abaixo de 76.420, caso os ursos saiam da toca, poderá pesar.

O cobre opera em alta na manhã desta sexta-feira, apoiado pelos números positivos de importação da China. O relatório sobre as compras do país deu novo impulso ao metal, antes do Congresso do Partido Comunista chinês na próxima semana.

Às 9h35 (de Brasília), o cobre para três meses subia 0,20%, a US$ 6.891 a tonelada, na London Metal Exchange (LME). O cobre para dezembro avançava 0,42%, a US$ 3,1330 a onça-troy, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

A China informou que suas importações de cobre e derivados tiveram alta de 26% em setembro na comparação com igual mês do ano passado. Como a China é o maior consumidor do metal, os dados da balança comercial beneficiam os negócios.

Entre outros metais básicos negociados na LME, o zinco caía 0,28%, a US$ 3.248,50 a tonelada, o alumínio subia 0,84%, a US$ 2.166 a tonelada, o estanho ganhava 0,29%, a US$ 20.780 a tonelada, o níquel tinha alta de 1,62%, a US$ 11.605 a tonelada, e o chumbo recuava 0,70%, a US$ 2.549 a tonelada. 

O petróleo opera com ganhos consideráveis na manhã desta sexta-feira, impulsionado por dados de importação da China. Além disso, influem riscos geopolíticos em regiões do Oriente Médio importantes para o setor.

Às 9h37 (de Brasília), o petróleo WTI para novembro subia 1,94%, a US$ 51,58 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para dezembro avançava 2,24%, a US$ 57,51 o barril, na ICE.

As importações de petróleo chinesas aumentaram cerca de 1 milhão de barris por dia em setembro ante o mês anterior, para 9 milhões de barris por dia, de acordo com dados do governo divulgados nesta sexta-feira. A notícia reduz a preocupação dos investidores de que a demanda no maior importador global da commodity possa perder força, diante da gradual desaceleração econômica local.

A China registrou uma alta acentuada em suas exportações e importações em setembro, em uma mostra da resistência da segunda maior economia do mundo antes do Congresso do Partido Comunista, que começa na próxima semana. As exportações do país cresceram 8,1% em setembro ante igual mês de 2016, segundo dados oficiais, no sétimo avanço consecutivo, mas abaixo da previsão de avanço de 10% dos economistas ouvidos pelo Wall Street Journal. As importações tiveram alta de 18,7% em setembro na mesma comparação, acima da projeção de avanço de 15,0% dos analistas.

O avanço nas exportações tem sido um fator importante no crescimento econômico acima do esperado da China no primeiro semestre. Em agosto, as exportações haviam crescido 5,5% no país na comparação anual. Já o aumento nas importações é resultado tanto da alta nos preços das commodities quanto da melhora na demanda doméstica.

A força das importações do país é uma boa notícia globalmente, já que muitos economistas, especialmente na Ásia, continuam a depositar muita confiança na demanda da China. O Fundo Monetário Internacional (FMI) elevou a projeção para o crescimento econômico de vários países da Ásia neste ano para refletir uma visão mais otimista sobre a demanda chinesa.

Com o resultado mais forte de importações, o superávit comercial da China diminuiu a US$ 28,47 bilhões em setembro, de quase US$ 42 bilhões no mês anterior. O superávit foi o menor em seis meses e veio abaixo da projeção de US$ 37,3 bilhões dos economistas.

Por outro lado, o superávit comercial da China com os EUA aumentou a US$ 28,08 bilhões em setembro, de US$ 26,23 bilhões em agosto, atingindo o maior patamar mensal já registrado na série histórica iniciada em 1995. Esse resultado pode levar o governo do presidente Donald Trump a adotar medidas de retaliação. Trump deve visitar a China no início de novembro.

As exportações receberam um impulso neste ano com o lançamento de novos smartphones da Apple e da Samsung.

A China divulga números do Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre na próxima semana. Economistas ouvidos pelo Wall Street Journal projetam crescimento de 6,8%, uma desaceleração ante o ritmo de 6,9% mantido no primeiro semestre. A meta de crescimento chinês para todo o ano atual é de 6,5%.

Além disso, o investimento estrangeiro direto (IED) da China aumentou 17,3% na comparação anual em setembro, para 70,63 bilhões de yuans (US$ 10,71 bilhões), informou o Ministério do Comércio nesta sexta-feira. 

Em meio às negociações de parlamentares governistas para aprovar ao menos uma versão mais “enxuta” da reforma da Previdência, a agência de classificação de risco Standard & Poor’s emitiu um alerta de que a nota soberana do Brasil pode ser rebaixada caso a mudança nas regras de aposentadoria e pensão não aconteçam em tempo hábil de “dar algum respiro” ao próximo governo. Na área econômica do governo, a advertência da S&P foi recebida como um reforço à mensagem de que a aprovação da proposta é essencial.

O mercado usa esse indicador como uma medida da capacidade de os países honrarem seus compromissos externos. A S&P foi a primeira a tirar o selo de bom pagador do Brasil em setembro de 2015 - o chamado “grau de investimento”, conquistado pela primeira vez em 2008. Em agosto, a agência reafirmou a nota de crédito do País em BB, dois patamares abaixo do grau de investimento e manteve a perspectiva negativa.

A Petrobras anunciou um novo reajuste para os combustíveis, com aumento de 0,80% no preço da gasolina nas refinarias e queda de 0,20% no preço do diesel. Os novos valores valem a partir desta sábado, dia 14.


Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@TopTraders.Com.BR

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