quinta-feira, 19 de outubro de 2017

China e Espanha no radar


Bom dia investidor!

Ibovespa teve uma sessão equilibrada (clique no gráfico para ampliar e leia mais ao final).

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Os futuros de metais da China voltaram a cair com força nesta quinta-feira, novamente em meio a preocupações com a eventual queda na demanda.

Em Dalian, os futuros de minério de ferro encerraram os negócios de hoje com queda de 3,5%, a 444 yuans por tonelada, enquanto em Xangai, o contrato do vergalhão de aço caiu 3,5%, a 3.604 yuans por tonelada.

Em setembro, a produção de aço da China diminuiu 3,7% ante o mês anterior. Investidores temem que a demanda se enfraquecerá com a campanha de Pequim de fechar instalações de fundição numa tentativa de conter a poluição do ar durante o inverno local. 

O Produto Interno Bruto (PIB) da China avançou 6,8% no 3º trimestre deste ano ante o mesmo período do ano passado, de acordo com dados divulgados pelo Escritório Nacional de Estatísticas do país.

A leitura veio em linha com a estimativa de economistas consultados pelo Wall Street Journal, mas representa uma desaceleração ante o avanço de 6,9% da economia chinesa na primeira metade do ano. 

A produção industrial da China avançou 6,6% em setembro ante o mesmo período do ano passado, de acordo com dados divulgados pelo Escritório Nacional de Estatísticas do país.

A leitura superou as estimativas de economistas consultados pelo Wall Street Journal, que esperavam avanço de 6,5%. O dado também representa uma aceleração das atividades industriais após dois meses de desaceleração acentuada.

Na comparação mensal, o dado avançou 0,56% em setembro ante agosto, quando se registrou um ganho de 0,46%. 

As vendas no varejo da China avançaram 10,3% em setembro, na comparação com o mesmo mês do ano passado, de acordo com dados divulgados hoje pelo Escritório Nacional de Estatísticas do país.

O dado superou as estimativas de economistas consultados pelo Wall Street Journal, que esperavam ganho de 10,2%. O número também representa uma aceleração ante a leitura de agosto, quando as vendas no varejo subiram 10,1%.

Na comparação mensal, as vendas no varejo da China subiram 0,9% em setembro ante agosto, quando o indicador havia subido 0,76%. 

Os investimentos em ativos fixos urbanos da China subiram 7,5% no período de janeiro a setembro ante o mesmo período do ano passado, de acordo com dados divulgados há pouco pelo Escritório Nacional de Estatísticas do país.

O dado, que mede a atividade de construção, desacelerou na comparação com um ganho de 7,8% observado no período de janeiro a agosto.

A leitura também veio abaixo da estimativa média de economistas do mercado, que esperavam avanço de 7,8%. 

Os futuros de cobre operam em baixa em Londres e Nova York, após dados mostrarem crescimento um pouco mais brando da China e em meio ao impasse entre a Catalunha e o governo central da Espanha.

Por volta das 10h (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) caía 0,66%, a US$ 6.946,00 por tonelada.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em dezembro tinha queda de 0,63%, a US$ 3,1580 por libra-peso.

Investidores dos mercados de metais continuam atentos também ao 19º Congresso do Partido Comunista da China, que começou ontem e deverá se estender até terça-feira (24).

Outros metais na LME operavam sem direção única: o zinco recuava 0,61% no horário indicado acima, a US$ 3.098,00 por tonelada; o alumínio subia 0,24%, a US$ 2.124,00 por tonelada; o estanho diminuía 0,17%, a US$ 20.020,00 por tonelada; o níquel avançava 0,09%, a US$ 11.650,00 por tonelada; e o chumbo perdia 1,13%, a US$ 2.485,00 por tonelada. 

Os contratos futuros de petróleo operam em queda nesta quinta-feira, devolvendo ganhos da última sessão, em um movimento de realização de lucros em meio a uma série de turbulências geopolíticas.

Às 10h (de Brasília), o contrato WTI para dezembro recuava 1,36%, a US$ 51,55 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), em Nova York. Em Londres, o contrato Brent para o mesmo mês tinha queda de 1,43%, a US$ 57,32 o barril, na ICE.

O presidente da Catalunha, Carles Puigdemont, ameaçou hoje declarar explicitamente a independência da região se o governo central da Espanha não oferecer uma oportunidade de diálogo e seguir adiante com a promessa de retirar os poderes do território semiautônomo.

A ameaça de Puigdemont veio numa carta enviada ao primeiro-ministro da Espanha, Mariano Rajoy, minutos antes de vencer um ultimato de Madri para a Catalunha desistir de sua tentativa de se tornar independente, às 10h pelo horário local (6h de Brasília).

Na carta, Puigdemont disse que o Parlamento catalão irá votar sobre sua possível declaração de independência se Madri "impedir o diálogo e continuar com sua repressão".

Na semana passada, Puigdemont declarou a independência da Catalunha, mas a suspendeu em seguida, pedindo à Espanha que desse início a negociações. Em plebiscito realizado no último dia 1º, os eleitores da Catalunha votaram a favor da secessão da região.

Rajoy poderá invocar agora um artigo nunca utilizado da Constituição espanhola para retirar alguns dos poderes da Catalunha, que é a região mais rica da Espanha. Segundo uma autoridade em Madri, o governo espanhol fará uma reunião de emergência no sábado (21) para discutir o assunto. 

O plenário da Câmara aprovou ontem, por 197 a 60 pontos, com 6 abstenções, o texto-base do projeto de lei nº 8.843, o PL da Leniência. A proposta trata do novo marco punitivo para instituições financeiras e do mercado de capitais, reguladas pelo Banco Central e pela CVM. Agora, será votado o único destaque à proposta, do PSOL. Depois, o texto seguirá para o Senado.

O projeto substitui a medida provisória 784, que ficou conhecida como "MP da Leniência" e cujo prazo de validade expira amanhã. A aprovação do PL representa uma vitória para o Banco Central, que desde o início de junho, quando foi editada a MP 784, vem articulando com os vários setores do Congresso a aceitação da matéria.

Polêmica, a proposta foi duramente criticada pelo Ministério Público Federal (MPF) assim que a MP saiu, em junho. O receio era de que ela prejudicasse os trabalhos da Operação Lava Jato, cujas investigações se aproximavam de instituições financeiras. O acordo de leniência com o BC, proposto na MP, era visto como um empecilho ao trabalho do MPF.

O Ibovespa teve uma sessão equilibrada na véspera, com ursos e touros brigando sobre o decisivo 76.420.

Hoje temos uma abertura negativa, com perda de 76.420 e provável teste da LTA entre hoje e amanhã.

Nota-se que essa linha de tendência de alta guia o mercado há meses.

A média móvel de 21 períodos está logo abaixo e poderá ser testada se o mercado pesar nos próximos dias.

Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan

Diretor da TopTraders
contato@TopTraders.Com.BR

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