sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Metais e Funaro em destaque


Bom dia investidor!

O corretor Lúcio Funaro afirmou em depoimento à Procuradoria-Geral da República que o presidente Michel Temer foi um dos destinatários de propina paga pela Odebrecht e Andrade Gutierrez em uma obra da estatal Furnas no Rio Madeira, em Porto Velho, Rondônia. As duas empreiteiras são sócias de Furnas na Santo Antônio Energia, responsável pela instalação e operação da Hidrelétrica Santo Antônio, obra do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Segundo Funaro, além de Temer, receberam propina o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), o deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e o ex-ministro Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) - Cunha e Alves foram presidentes da Câmara e estão presos por causa de desdobramentos da Lava Jato. 

A Câmara dos Deputados recebeu ontem à noite a segunda denúncia oferecida na semana passada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o presidente Michel Temer, pelos crimes de obstrução da Justiça e organização criminosa. A acusação formal agora terá tramitação igual à primeira, sendo analisada primeiro pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e depois em plenário. Para que a Casa autorize o prosseguimento do processo no STF são necessários 342 votos dos 513 deputados.

A denúncia foi encaminhada à Câmara pela presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, horas depois de a Corte ter finalizado o julgamento sobre o pedido da defesa de Temer para que o encaminhamento fosse suspenso até que fossem esclarecidos pontos obscuros da delação dos empresários do Grupo J&F, que fundamenta o pedido.

As bolsas asiáticas fecharam com perdas generalizadas nesta sexta-feira, mais uma vez pressionadas por temores relacionados à Coreia do Norte. Na China, também pesou nos mercados acionários o rebaixamento do rating soberano do país pela S&P. Já o mercado australiano, na Oceania, voltou para o azul com a recuperação de ações do setor bancário.

A Península Coreana voltou ao radar após o ministro de Relações Exteriores da Coreia do Norte, Ri Yong Ho, afirmar ontem em Nova York que Pyongyang poderá realizar um teste nuclear de "escala inédita" no Oceano Pacífico.

Antes disso, o líder norte-coreano, Kim Jong Un, afirmou estar estudando uma "dura contramedida do mais alto nível" em resposta ao recente alerta do presidente Donald Trump de que os EUA irão aniquilar a Coreia do Norte caso sejam obrigados a defender a si próprios ou a seus aliados da ameaça nuclear representada por Pyongyang.

O rebaixamento da China pela S&P foi o primeiro desde 1999 e veio num contexto de preocupações com o forte avanço no crédito e no endividamento do país. O gigante asiático é o maior consumidor mundial de cobre e de outros metais básicos.

Os futuros de cobre operam em baixa em Londres e Nova York nesta manhã, em meio a preocupações com a China, que ontem teve seu rating soberano rebaixado pela S&P, de AA- para A+.

Por volta das 9h45 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) caía 0,34%, a US$ 6.434,00 por tonelada.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em dezembro recuava 0,48%, a US$ 2,9205 por libra-peso.

Entre outros metais na LME, as perdas eram generalizadas: o zinco recuava 0,23% no horário indicado acima, a US$ 3.036,00 por tonelada; o alumínio caía 0,51%, a US$ 2.146,00 por tonelada; o estanho cedia 0,78%, a US$ 20.560,00 por tonelada; o níquel tinha perda de 1,03%, a US$ 10.610,00 por tonelada; e o chumbo diminuía 0,47%, a US$ 2.451,50 por tonelada.

Os contratos também eram pressionados por uma onda de vendas nos metais usados na indústria.

O petróleo oscilava com viés levemente negativo na manhã desta sexta-feira, enquanto uma reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) ocorria em meio a incertezas sobre se o cartel e outras nações estenderão um acordo para limitar a oferta.

Às 9h47 (de Brasília), o petróleo WTI para novembro recuava 0,32%, a US$ 50,39 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para novembro tinha baixa de 0,12%, a US$ 56,36 o barril, na ICE.

A Opep e vários outros países fizeram anteriormente um acordo para reduzir 2% da oferta global da commodity até março de 2018. Agora, investidores esperam para saber se o cartel recomendará uma extensão maior na iniciativa.

Clique para ampliar

O gráfico diário do IBOV mostra uma batalha entre ursos e touros no topo anterior (75.330).

Nas últimas três sessões o mercado marcou mínima na região.

Se a mesma for violada, houver consolidação e fechamento abaixo da mesma, as chances de uma correção mais aguda ganham corpo.

Bons negócios!



Wagner Caetano, para o Cartezyan

Diretor da TopTraders
contato@TopTraders.Com.BR

Nenhum comentário:

Postar um comentário