terça-feira, 26 de setembro de 2017

Mercado segue de olho na Coreia do Norte


Bom dia investidor!

O cobre opera em alta nesta terça-feira. O avanço de mais de 3% do petróleo ontem beneficia o metal, mesmo que hoje o preço do barril mostre certa fraqueza. Além disso, investidores aguardam um dado da China que sai mais tarde.

O cobre para três meses subia 0,46%, a US$ 6.492 a tonelada, na London Metal Exchange (LME), às 9h30 (de Brasília). Já o cobre para dezembro tinha alta de 0,39%, a US$ 2,9490 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

Estão no radar os vários discursos desta terça-feira de dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central americano). O destaque é o pronunciamento da presidente do BC dos EUA, Janet Yellen, às 12h50. Qualquer novo sinal sobre a trajetória dos juros no país pode influir no dólar e, consequentemente, nos mercados das commodities. O dólar mais forte tende a pressionar o cobre, já que com isso ele fica mais caro para os detentores de outras moedas, o que reduz o apetite dos investidores.

Entre outros metais básicos negociados na LME, o zinco subia 0,48%, a US$ 3.131 a tonelada, o alumínio recuava 0,72%, a US$ 2.135 a tonelada, o estanho tinha alta de 0,02%, a US$ 20.710 a tonelada, o níquel caía 0,24%, a US$ 10.595 a tonelada, e o chumbo subia 0,20%, a US$ 2.489 a tonelada. 

Os futuros de petróleo mantêm a tendência da madrugada e operam em baixa nesta manhã, depois de saltarem mais de 3% na sessão anterior, incentivando operadores a embolsar lucros.

Às 9h35 (de Brasília), o barril do petróleo tipo Brent para dezembro caía 0,60% na IntercontinentalExchange (ICE), a US$ 58,08, enquanto o do WTI para novembro recuava 0,38% na New York Mercantile Exchange (Nymex), a US$ 52,02.

Os temores sobre um eventual conflito armado na Península Coreana seguem limitando o fôlego dos mercados internacionais nesta terça-feira.

Assim como fez ontem para estudantes da London School of Economics and Political Science (LSE), o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, enfatizou há pouco a investidores a importância da mudança na taxa de referência das operações de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Ele faz neste momento palestra durante o 1ª seminário internacional Macro Vision 2017, realizado pelo Itaú Unibanco na capital britânica.

A partir de janeiro, os juros dos contratos serão definidos pela Taxa de Longo Prazo (TLP), que terá como referência as taxas de juros de títulos públicos de cinco anos. A Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), que é subsidiada e determinada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) deixará de existir e, segundo ministro, dará mais força para as ações do Banco Central.

A J&F, companhia dos irmãos Joesley e Wesley Batista, recebeu ontem, 25, a primeira parcela do acordo de venda da Eldorado. A Paper Excellence pagou R$ 1 bilhão ao grupo por 13% da companhia de celulose. Havia grande expectativa no mercado, especialmente entre credores dos Batistas, sobre a conclusão da operação. O negócio fora acertado no início do mês, mas os irmãos acabaram presos dias depois, lançando incerteza sobre a venda.


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O Ibovespa pesou na sessão de ontem, na esteira dos metais e bolsas norte-americanas.

Fechou abaixo do decisivo 75.330.

Um repique no início dos negócios seria o caminho mais natural para os preços.

O desafio será manter a força compradora do começo do pregão.

A média móvel de 21 períodos e a LTA traçada em azul são alvos possíveis para a correção.

Bons negócios!



Wagner Caetano, para o Cartezyan

Diretor da TopTraders
contato@TopTraders.Com.BR

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