quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Ibovespa em ponto decisivo


Bom dia investidor!

A Bolsa de Tóquio fechou em alta nesta quinta-feira, impulsionada por ações dos setores financeiro e de eletrônicos, depois que os juros dos Treasuries subiram e o iene se enfraqueceu em relação ao dólar ontem.

O índice Nikkei terminou os negócios de hoje na capital do Japão com valorização de 0,47%, a 20.363,11 pontos, após acumular perdas nos dois pregões anteriores.

Além da perspectiva de que os EUA cortem impostos mais adiante, segundo plano de reforma tributária anunciado ontem pelo presidente Donald Trump, há especulação de que o governo japonês poderá relaxar um pouco sua política fiscal, num momento em que o país se prepara para eleições no mês que vem.

O índice de confiança do consumidor da Alemanha caiu para 10,8 na pesquisa de outubro do instituto GfK, mostrando leve diminuição ante a leitura de 10,9 de setembro, que havia sido a maior em quase 16 anos. O dado frustrou as expectativas de analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que previam avanço do índice, a 11, e sugere que a confiança vai se enfraquecer um pouco no próximo mês.

O GfK avalia que a solidez do mercado de trabalho continua sendo o motor por trás do consumo doméstico, que é um dos alicerces da economia alemã. No entanto, riscos globais, como o programa nuclear da Coreia do Norte, as negociações para a saída do Reino Unido da União Europeia (o chamado "Brexit") e o futuro da política comercial dos EUA, estão no radar dos consumidores, diz o instituto.

Os futuros de cobre operam em alta em Londres e Nova York, recuperando-se de perdas recentes, em meio a sinais de aumento da demanda na Ásia.

Às 9h45 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) subia 0,47%, a US$ 6.476,00 por tonelada.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em dezembro tinha alta de 0,36%, a US$ 2,9400 por libra-peso.

Entre outros metais na LME, não havia tendência única: o zinco avançava 0,35% no horário indicado acima, a US$ 3.134,00 por tonelada; o alumínio caía 0,09%, a US$ 2.127,50 por tonelada; o estanho tinha alta marginal de 0,02%, a US$ 20.690,00 por tonelada; o níquel aumentava 0,24%, a US$ 10.325,00 por tonelada; e o chumbo recuava 0,06%, a US$ 2.482,50 por tonelada.

Os futuros de petróleo operam em alta nesta manhã, revertendo perdas da madrugada, com os investidores novamente focando os aspectos positivos do último relatório semanal do Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) sobre estoques dos EUA.

Ontem, o DoE estimou uma inesperada queda de cerca de 1,8 milhão de barris nos estoques de petróleo bruto dos EUA na semana passada, o que favorece as cotações internacionais da commodity. Por outro lado, o DoE também apontou um avanço nos estoques de gasolina, de 1,1 milhão de barris.

Às 9h49 (de Brasília), o barril do petróleo tipo Brent para dezembro subia 0,56% na IntercontinentalExchange (ICE), a US$ 57,89, enquanto o do WTI para novembro avançava 0,96% na New York Mercantile Exchange (Nymex), a US$ 52,64.

O petróleo, no entanto, está sujeito a eventual realização de lucros. Nas últimas semanas, a commodity acumulou ganhos significativos, na esteira da passagem do furacão Harvey pelos EUA, que prejudicou temporariamente a capacidade de refino do país, e em meio a sinais de que grandes produtores poderão manter esforços de reduzir a oferta por mais tempo do que o previsto. 

O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) continuou a acelerar o ritmo de alta em setembro ao subir 0,47%, após 0,10% em agosto, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta quinta-feira. 

Em 12 meses, o indicador seguiu em queda, acumulando retração de 1,45%, assim como no ano, em que a deflação é de 2,10%.

Entre os três indicadores que compõem o IGP-M, o IPA-M voltou a subir (0,74%) após sete meses de queda. Em agosto, o recuo foi de 0,05%. Já o IPC-M voltou a cair (0,09%) depois de ter elevação de 0,33% no mês passado. Na mesma base de comparação, o INCC-M desacelerou para 0,14% em setembro, ante 0,40% no oitavo mês do ano. 

Os novos pedidos de auxílio-desemprego aumentaram 12 mil na semana encerrada no dia 23 nos Estados Unidos, para 272 mil, após ajustes sazonais. Analistas ouvidos pelo Wall Street Journal previam alta um pouco maior, para 275 mil. O resultado reflete ao menos em parte a perda de vagas por causa dos furacões Harvey e Irma.

As tempestades afetaram o número de pedidos de auxílio-desemprego na Flórida, na Geórgia, em Porto Rico, no Texas e nas Ilhas Virgens, informou o Departamento do Trabalho. Os pedidos em Porto Rico foram estimados por funcionários em Washington, já que os escritórios do governo na ilha estavam fechados.

O Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos cresceu à taxa anualizada de 3,1% no segundo trimestre deste ano, em um ritmo um pouco mais forte do que a estimativa anterior, marcando o melhor crescimento em dois anos. A estimativa final ficou levemente acima da previsão de economistas consultados pelo Wall Street Journal, que esperavam que o PIB permanecesse em 3%, como constatado na segunda leitura, divulgada no fim de agosto.


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O gráfico diário do Ibovespa mostra que foi alcançada, no pregão de ontem, a LTA (linha de tendência de alta) pontilhada em azul na imagem.

Tracei no gráfico possíveis pontos de suporte através das retrações de Fibonacci.

Caso a região de 73.468 seja violada, teremos um provável teste de 73.125 novamente, sendo essa a mínima de ontem.

Ainda haverá suporte na retração de 38,2% de Fibonacci em 72.770.

No momento percebe-se relativo domínio dos ursos no mercado doméstico.

A perda de 72.770 jogaria o mercado no topo anterior, região de 71.505.

Bons negócios!



Wagner Caetano, para o Cartezyan

Diretor da TopTraders
contato@TopTraders.Com.BR

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