sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Furacões na política e no exterior


Bom dia investidor!

Os preços do petróleo operam em direções opostas nesta sexta-feira, com o Brent estendendo ganhos e o WTI acumulando perdas ligadas ao furacão Harvey.

Às 9h56, o barril do Brent para novembro, negociado na Intercontinental Exchange (ICE), subia 0,35%, para US$ 54,68. Já o WTI para outubro, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex) recuava 0,16%, para US$ 49,01.

O WTI fechou em queda ontem porque a demanda das refinarias está demorando para voltar aos níveis considerados normais depois do furacão Harvey forçar o fechamento de várias delas.

Os futuros de cobre operam em baixa significativa nesta manhã, após dados mostrarem que as importações chinesas do metal ficaram estáveis em agosto ante o mês anterior.

Por volta das 9h59 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) caía 1,66%, a US$ 6.800,00 por tonelada, devolvendo ganhos acumulados ao longo de uma semana.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em dezembro recuava 1,67%, a US$ 3,0910 por libra-peso.

O tombo do cobre nesta sexta-feira vem na esteira de três meses de forte valorização. Nesta semana, apostas de que o preço do metal subiria atingiram o maior nível desde 2004.

Embora as importações de cobre da China tenham subido na comparação anual de agosto, elas ficaram inalteradas em relação a julho, destacou o Commerzbank em nota enviada a clientes.

Os últimos números da balança comercial da China, maior consumidor mundial de metais básicos, mostraram ainda que as exportações totais avançaram menos que o esperado em agosto ante igual mês do ano passado, mas também apontaram um ganho maior do que o previsto nas importações gerais.

Entre outros metais na LME, as perdas eram generalizadas: o zinco cedia 1,53% no horário indicado acima, a US$ 3.086,00 por tonelada; enquanto o alumínio recuava 0,95%, a US$ 2.094,00 por tonelada; o estanho tinha baixa marginal de 0,02%, a US$ 20.750,00 por tonelada; o níquel diminuía 1,93%, a US$ 11.950,00 por tonelada; e o chumbo perdia 1,73%, a US$ 2.307,00 por tonelada. 

As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta sexta-feira, após a publicação de dados mistos da balança comercial chinesa e com investidores monitorando riscos geopolíticos e climáticos.

Em agosto, a China exportou 5,5% mais do que em igual mês do ano passado, resultado que mostrou desaceleração em relação ao ganho anual de 7,2% observado em julho e que veio abaixo da previsão de analistas, de alta de 6%. Já as importações chinesas tiveram expansão anual de 13,3% no mês passado, maior do que o acréscimo de 11% de julho e também superior à projeção do mercado, de 10%.

Na esteira da balança comercial, o Xangai Composto - principal índice acionário da China - fechou praticamente estável hoje, com queda marginal de 0,01%, a 3.365,24 pontos. O menos abrangente Shenzhen Composto, por sua vez, subiu 0,16%, a 1.975,87 pontos.

O sentimento de cautela, porém, acabou prejudicando os negócios em outras partes da Ásia, uma vez que o furacão Irma poderá atingir a Flórida neste fim de semana, depois de deixar um rastro de destruição e mortes em ilhas caribenhas e em Porto Rico, e a Coreia do Norte se prepara para o feriado do Dia da Fundação neste sábado, ocasião em que o país realizou um teste nuclear no ano passado.

Em Tóquio, o japonês Nikkei caiu 0,63%, a 19.274,82 pontos, seu menor nível em mais de quatro meses, à medida que o iene atingiu máxima em 10 meses ante o dólar e os juros de bônus do governo japonês (JGBs) recuaram durante a madrugada. Na capital sul-coreana, Seul, o Kospi teve baixa de 0,11%, a 2.343,72 pontos.

Os negócios na Ásia também vieram após o Banco Central Europeu (BCE) reiterar ontem que só irá decidir sobre a possível reversão de seu agressivo programa de relaxamento quantitativo (QE, na sigla em inglês) em outubro. O BCE deixou claro, no entanto, que poderá ampliar o QE, seja em tamanho ou duração, caso a perspectiva da zona do euro venha a piorar.

A Polícia Federal prendeu nesta manhã, 8, em Salvador (BA), o ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB). A medida é mais uma fase da Operação Cui Bono, um desdobramento da Lava Jato conduzido pelo Ministério Público Federal no Distrito Federal. Geddel deverá ficar preso em Brasília. Ele foi encontrado pelos policiais em sua casa, onde cumpre prisão domiciliar, por volta das 5h40 da manhã.

Na última terça-feira, a PF encontrou em um imóvel na capital baiana que seria usado por Geddel um "bunker", com armazenagem de dinheiro em espécie. O valor chegou a o equivalente a R$ 51 milhões, distribuídos em oito caixas e seis malas. A Polícia achou as digitais do ex-ministro no apartamento.

A prisão de hoje foi autorizada pelo juiz federal Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara em Brasília. A decisão deve ficar em sigilo até que se cumpram todas as etapas da operação.


IBOV às 10h35. Clique para ampliar.

O gráfico diário do Ibovespa cumpriu o objetivo de um mastro-bandeira iniciado dia 22 de agosto, com a pausa entre os pregões de 25 a 31 de agosto e alvo atingido hoje.

Pela distância da média móvel de 21 períodos, furacões no exterior e na política interna, um cenário de correção de preços seria o caminho mais provável no curto prazo.

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan

Diretor da TopTraders
contato@TopTraders.Com.BR



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