segunda-feira, 11 de setembro de 2017

China, EUA e prisões em destaque


Bom dia investidor!

O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) da China subiu 1,8% em agosto na comparação com o mesmo mês do ano anterior, acima do ganho de 1,4% registrado em julho, de acordo com o Escritório Nacional de Estatísticas do país. Pequim espera manter a inflação em torno de 3% neste ano.

Os preços de alimentos recuaram 0,2% na comparação anual de agosto, depois de terem caído 1,1% em julho. Excluindo alimentos, o índice de preços registrou avanço de 2,3% no mês passado, enquanto havia subido 2,0% em julho.

Em agosto, o CPI chinês registrou avanço de 0,4% na comparação com o mês anterior. Entre janeiro e agosto, o índice de preços ao consumidor acumulou alta de 1,5% em relação ao mesmo período do ano anterior.

O Escritório Nacional de Estatísticas da China também divulgou o índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês). Na comparação anual de agosto, o PPI subiu 6,3% e, na comparação mensal, houve alta de 0,9%. 

Após uma semana de expectativa, o Irma chegou neste domingo à Flórida como um furacão de categoria 4. As primeiras vítimas da tempestade nos EUA foram confirmadas logo nas primeiras horas do dia pelo governador Rick Scott: foram três mortos em acidentes de carro. Na madrugada desta segunda-feira, à medida que avançava para o interior do Estado, o fenômeno foi rebaixado para categoria 2.

Cerca de 2,3 milhões de pessoas ficaram sem luz em razão da passagem do furacão. Ao todo, 6,3 milhões de pessoas - aproximadamente um terço da população da Flórida - recebeu ordens de se retirar para áreas seguras, criando engarrafamentos em estradas e superlotação em abrigos.

Os futuros de petróleo operam sem direção única nesta manhã, mantendo o mesmo padrão dos negócios da madrugada.

Às 9h30 (de Brasília), o barril do petróleo tipo Brent para novembro caía 0,30% na IntercontinentalExchange (ICE), a US$ 53,62, enquanto o do WTI para outubro subia 0,76% na New York Mercantile Exchange (Nymex), a US$ 47,84.

O WTI busca se recuperar, após ter sofrido tombo de 3,3% na sexta-feira, mas o Brent se mantém pressionado, mesmo depois de registrar queda de 1,3% na sessão anterior.

O cobre opera com ganhos nesta segunda-feira, após registrar recuos consideráveis na sexta-feira, quando um relatório da balança comercial da China gerou cautela, o que abriu espaço para a realização de lucros após semanas de fortes ganhos especulativos. Como os contratos em Nova York e Londres caíram ambos cerca de 3% na sexta-feira, agora há uma recuperação.

Às 9h35 (de Brasília), o cobre para três meses subia 1,12%, a US$ 6.755,50 a tonelada, na London Metal Exchange (LME), em jornada positiva também para outros metais usados na indústria. O cobre para dezembro avançava 1,10%, a US$ 3,0750 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

Na sexta-feira, a China informou que houve estabilidade na comparação mensal em suas importações de metais em agosto ante julho. Mesmo com alta de 11% na comparação anual em agosto, os números geraram certa cautela, o que abriu espaço para o recuo acentuado após altas recentes. Estrategista de commodities da ETF Securities, Nitesh Shah afirmou que o recuo levou os preços a níveis vistos pela última vez no fim de agosto, o que abriu espaço para a busca por barganhas entre investidores.

Mais adiante, operadores aguardam dados de crédito e oferta monetária na China, na terça-feira, e de produção industrial, na quinta-feira. Os sinais da economia chinesa são acompanhados de perto, mas o otimismo especulativo sobre o quadro na potência asiática recente pode acabar em uma correção ante qualquer sinal de fraqueza percebido.

Entre outros metais básicos negociados na LME, o zinco subia 2,01%, a US$ 3.094,50 a tonelada, o alumínio avançava 1,77%, a US$ 2.128,50 a tonelada, o estanho tinha alta de 0,73%, a US$ 20.700 a tonelada, o níquel subia 0,74%, a US$ 11.590 a tonelada, e o chumbo tinha alta de 1,35%, a US$ 2.296 a tonelada. 

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou sábado que os indicativos da economia estão em "viés de alta" e que hoje a situação fiscal demanda preocupações mas existe bom grau de confiança no mercado. "As previsões de crescimento estão aumentando. Ele deve ser para esse ano superior a 0,5%, que é a estimativa oficial e ano que vem deve ser superior a 2%. São estimativas oficiais com viés de alta", afirmou, após encontro com o presidente Michel Temer e outros ministros no Jaburu.

Segundo o ministro, há uma série de estímulos - queda do desemprego, aumento do consumo e queda de juros - para justificar a retomada da confiança. "É impressionante o número da produção de veículos por exemplo, um crescimento de 16% em um mês, e isso é bem durável", destacou.

Os economistas do mercado financeiro elevaram as projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2017. A expectativa de alta para o PIB deste ano foi de 0,50% para 0,60% no Relatório de Mercado Focus, divulgado há pouco. Há um mês, a perspectiva estava em 0,34%.

Para 2018, o mercado elevou a previsão de alta do PIB de 2,00% para 2,10%. Quatro semanas atrás, a expectativa estava em 2,00%.

No dia 1º de setembro, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o PIB cresceu 0,2% no segundo trimestre do ano, ante o primeiro trimestre. Na comparação com o segundo trimestre de 2016, houve alta de 0,3%. No primeiro semestre de 2017, ante os primeiros seis meses do ano passado, o PIB apresentou estabilidade.

No Focus de hoje, a projeção para a produção industrial deste ano foi de avanço de 1,00% para alta de 1,10%. Há um mês, estava em 1,03%. No caso de 2018, a estimativa de crescimento da produção industrial passou de 2,16% para 2,30%, ante 2,01% de quatro semanas antes.

Já a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2017 foi de 52,00% para 52,05%. Há um mês, estava em 51,70%. Para 2018, a expectativa no boletim Focus foi de 55,65% para 55,40%, ante 55,13% de um mês atrás. 

O empresário Joesley Batista, dono do grupo J&F, e o executivo Ricardo Saud devem ser transferidos para Brasília hoje, 11. Os dois se apresentaram ontem na sede da Superintendência Regional da Polícia Federal em São Paulo, após ter se tornado público o decreto de prisão autorizado pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF). 

O pedido de prisão dos empresários foi feito pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, na sexta-feira, 8, em razão da violação do acordo de delação premiada e omissão de informações aos investigadores. Fachin despachou na própria sexta-feira a decisão que determinou a prisão dos dois. 

Pinça de topo e início do dia de hoje (15 minutos)
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O padrão de candlestick deixado no Ibovespa é denominado pinça de topo, quando as máximas de dois candles consecutivos são iguais ou muito próximas.

Pelas distância da média móvel de 21 períodos o caminho mais provável seria de baixa para o curto prazo.

O topo anterior em 71.505 seria um alvo primário e natural para a correção, se essa for comedida.


Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan

Diretor da TopTraders
contato@TopTraders.Com.BR

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