sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Bye bye setembro


Bom dia investidor!


A Bolsa de Tóquio fechou em baixa marginal nesta sexta-feira, após o avanço do iene em relação ao dólar nos negócios de ontem e na esteira de uma série de indicadores do Japão, mas encerrou a semana e o mês de setembro com ganhos.

O Nikkei terminou o pregão de hoje com ligeira baixa de 0,03%, a 20.356,28 pontos. Ao longo da semana, contudo, o índice japonês acumulou ganho de 0,29%, o que trouxe a valorização neste mês a 3,61%, a maior em 2017.

O presidente do Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês), Mark Carney, disse nesta sexta-feira que a instituição provavelmente elevará sua taxa básica de juros se a economia do Reino Unido se mantiver na trajetória atual.

Nas últimas semanas, o BoE deu várias sinalizações de que está se preparando para aumentar juros pela primeira vez em uma década, à medida que a futura retirada do Reino Unido da União Europeia (o chamado Brexit) influencia a economia britânica de maneira complexa.

O cobre opera com sinal negativo na manhã desta sexta-feira. A expectativa é de que os mercados de metais tenham dias calmos, já que em todo a próxima semana a China tem um feriado prolongado.

O cobre para três meses caía 0,26%, a US$ 6.534,00 a tonelada, na London Metal Exchange (LME), às 8h (de Brasília). O cobre para dezembro recuava 0,47%, a US$ 2,9670, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

Neste trimestre, o cobre avança mais de 9% em Londres.

Investidores estarão atentos mais adiante ao Congresso Nacional do Partido Comunista da China, em meados de outubro. A China consome cerca da metade de toda a produção de metais básicos no mundo e alguns analistas temem que autoridades possam reduzir a meta de crescimento econômico do país.

Entre outros metais básicos negociados na LME, o alumínio caía 0,21%, a US$ 2.133 a tonelada, e o níquel tinha baixa de 0,10%, a US$ 10.440 a tonelada. 

Os futuros de petróleo mostram volatilidade desde a madrugada, com investidores considerando os possíveis efeitos do recente plebiscito sobre a independência realizado na região iraquiana do Curdistão - que é rica em petróleo - no começo da semana.

Às 9h54 (de Brasília), o viés da commodity era negativo. Na IntercontinentalExchange (ICE), o petróleo tipo Brent para dezembro caía 0,39%, a US$ 56,88 por barril, enquanto o contrato para novembro, que vence no fim da sessão, tinha baixa de 0,28%, a US$ 57,23 por barril. Já na New York Mercantile Exchange (Nymex), o WTI para novembro recuava 0,29%, a US$ 51,41 por barril.

As contas do governo central (que reúne Tesouro Nacional, INSS e Banco Central) em agosto fecharam no negativo em R$ 9,6 bilhões. O resgate de R$ 6 bilhões em precatórios, pagamentos devidos pela União após sentença definitiva na Justiça, contribuiu para que o déficit entre receitas e despesas fosse menor do que em agosto de 2016.

Também contribuíram as receitas com a melhora da economia (R$ 5,4 bilhões a mais), concessões e o aumento do PIS/Cofins sobre combustíveis. No ano, o rombo chegou a R$ 85,8 bilhões. Com a melhora na arrecadação, economistas avaliam que o risco de descumprimento da meta fiscal, que autoriza déficit de até R$ 159 bilhões este ano, diminuiu.


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O Ibovespa encontrou uma região que concentra suportes importantes: linha de tendência de alta (LTA), que guia os negócios desde julho, retração de 50% de Fibonacci e média móvel de 21 períodos.

Assim sendo os vendidos devem realizar lucro e poderemos ter um repique no curto prazo.

A retração de Fibo em 74.165 seria o ponto a ser rompido para liberar uma reação, mesmo que curta, para o benchmark.

Como a média de 5 está colada nesse ponto, os touros não terão vida fácil.

Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan

Diretor da TopTraders
contato@TopTraders.Com.BR

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Ibovespa em ponto decisivo


Bom dia investidor!

A Bolsa de Tóquio fechou em alta nesta quinta-feira, impulsionada por ações dos setores financeiro e de eletrônicos, depois que os juros dos Treasuries subiram e o iene se enfraqueceu em relação ao dólar ontem.

O índice Nikkei terminou os negócios de hoje na capital do Japão com valorização de 0,47%, a 20.363,11 pontos, após acumular perdas nos dois pregões anteriores.

Além da perspectiva de que os EUA cortem impostos mais adiante, segundo plano de reforma tributária anunciado ontem pelo presidente Donald Trump, há especulação de que o governo japonês poderá relaxar um pouco sua política fiscal, num momento em que o país se prepara para eleições no mês que vem.

O índice de confiança do consumidor da Alemanha caiu para 10,8 na pesquisa de outubro do instituto GfK, mostrando leve diminuição ante a leitura de 10,9 de setembro, que havia sido a maior em quase 16 anos. O dado frustrou as expectativas de analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que previam avanço do índice, a 11, e sugere que a confiança vai se enfraquecer um pouco no próximo mês.

O GfK avalia que a solidez do mercado de trabalho continua sendo o motor por trás do consumo doméstico, que é um dos alicerces da economia alemã. No entanto, riscos globais, como o programa nuclear da Coreia do Norte, as negociações para a saída do Reino Unido da União Europeia (o chamado "Brexit") e o futuro da política comercial dos EUA, estão no radar dos consumidores, diz o instituto.

Os futuros de cobre operam em alta em Londres e Nova York, recuperando-se de perdas recentes, em meio a sinais de aumento da demanda na Ásia.

Às 9h45 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) subia 0,47%, a US$ 6.476,00 por tonelada.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em dezembro tinha alta de 0,36%, a US$ 2,9400 por libra-peso.

Entre outros metais na LME, não havia tendência única: o zinco avançava 0,35% no horário indicado acima, a US$ 3.134,00 por tonelada; o alumínio caía 0,09%, a US$ 2.127,50 por tonelada; o estanho tinha alta marginal de 0,02%, a US$ 20.690,00 por tonelada; o níquel aumentava 0,24%, a US$ 10.325,00 por tonelada; e o chumbo recuava 0,06%, a US$ 2.482,50 por tonelada.

Os futuros de petróleo operam em alta nesta manhã, revertendo perdas da madrugada, com os investidores novamente focando os aspectos positivos do último relatório semanal do Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) sobre estoques dos EUA.

Ontem, o DoE estimou uma inesperada queda de cerca de 1,8 milhão de barris nos estoques de petróleo bruto dos EUA na semana passada, o que favorece as cotações internacionais da commodity. Por outro lado, o DoE também apontou um avanço nos estoques de gasolina, de 1,1 milhão de barris.

Às 9h49 (de Brasília), o barril do petróleo tipo Brent para dezembro subia 0,56% na IntercontinentalExchange (ICE), a US$ 57,89, enquanto o do WTI para novembro avançava 0,96% na New York Mercantile Exchange (Nymex), a US$ 52,64.

O petróleo, no entanto, está sujeito a eventual realização de lucros. Nas últimas semanas, a commodity acumulou ganhos significativos, na esteira da passagem do furacão Harvey pelos EUA, que prejudicou temporariamente a capacidade de refino do país, e em meio a sinais de que grandes produtores poderão manter esforços de reduzir a oferta por mais tempo do que o previsto. 

O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) continuou a acelerar o ritmo de alta em setembro ao subir 0,47%, após 0,10% em agosto, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta quinta-feira. 

Em 12 meses, o indicador seguiu em queda, acumulando retração de 1,45%, assim como no ano, em que a deflação é de 2,10%.

Entre os três indicadores que compõem o IGP-M, o IPA-M voltou a subir (0,74%) após sete meses de queda. Em agosto, o recuo foi de 0,05%. Já o IPC-M voltou a cair (0,09%) depois de ter elevação de 0,33% no mês passado. Na mesma base de comparação, o INCC-M desacelerou para 0,14% em setembro, ante 0,40% no oitavo mês do ano. 

Os novos pedidos de auxílio-desemprego aumentaram 12 mil na semana encerrada no dia 23 nos Estados Unidos, para 272 mil, após ajustes sazonais. Analistas ouvidos pelo Wall Street Journal previam alta um pouco maior, para 275 mil. O resultado reflete ao menos em parte a perda de vagas por causa dos furacões Harvey e Irma.

As tempestades afetaram o número de pedidos de auxílio-desemprego na Flórida, na Geórgia, em Porto Rico, no Texas e nas Ilhas Virgens, informou o Departamento do Trabalho. Os pedidos em Porto Rico foram estimados por funcionários em Washington, já que os escritórios do governo na ilha estavam fechados.

O Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos cresceu à taxa anualizada de 3,1% no segundo trimestre deste ano, em um ritmo um pouco mais forte do que a estimativa anterior, marcando o melhor crescimento em dois anos. A estimativa final ficou levemente acima da previsão de economistas consultados pelo Wall Street Journal, que esperavam que o PIB permanecesse em 3%, como constatado na segunda leitura, divulgada no fim de agosto.


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O gráfico diário do Ibovespa mostra que foi alcançada, no pregão de ontem, a LTA (linha de tendência de alta) pontilhada em azul na imagem.

Tracei no gráfico possíveis pontos de suporte através das retrações de Fibonacci.

Caso a região de 73.468 seja violada, teremos um provável teste de 73.125 novamente, sendo essa a mínima de ontem.

Ainda haverá suporte na retração de 38,2% de Fibonacci em 72.770.

No momento percebe-se relativo domínio dos ursos no mercado doméstico.

A perda de 72.770 jogaria o mercado no topo anterior, região de 71.505.

Bons negócios!



Wagner Caetano, para o Cartezyan

Diretor da TopTraders
contato@TopTraders.Com.BR

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Lucro industrial chinês e política interna no radar


Bom dia investidor!

Os contratos futuros de petróleo operam com viés negativo nesta quarta-feira, embora oscilando em Nova York, com investidores ainda aparentemente realizando ganhos após altas recentes da commodity. Além disso, o dólar mais forte pressiona o preço do barril.

O petróleo WTI para novembro operava estável, a US$ 51,88 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para dezembro caía 0,35%, a US$ 57,72 o barril, na ICE, às 9h02 (de Brasília).

No câmbio, o dólar mais forte reduz o apetite pelo petróleo, já que nesse caso a commodity se torna mais cara para os detentores de outras moedas.

Às 11h30 (de Brasília), o Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) divulga relatório semanal sobre estoques de petróleo nos EUA.

Os futuros de cobre operam em alta em Londres e Nova York, recuperando parte das perdas que acumularam na última semana, com os preços baixos atraindo demanda e em meio a questões trabalhistas numa grande mina da Indonésia.

Por volta das 9h04 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) subia 0,72%, a US$ 6.479,00 por tonelada.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em dezembro tinha alta de 0,98%, a US$ 2,9475 por libra-peso.

O cobre tem oscilado dentro de uma margem estreita desde a primeira quinzena de setembro. Recentemente, o metal tem subido nos negócios da manhã na Europa, antes de ser arrastado para baixo à tarde por realização de lucros em Nova York.

Entre outros metais na LME, os ganhos eram quase generalizados: o zinco aumentava 0,79% no horário indicado acima, a US$ 3.138,00 por tonelada; o alumínio subia 0,35%, a US$ 2.131,50 por tonelada; o estanho avançava 0,17%, a US$ 20.710,00 por tonelada; e o níquel exibia ganho de 1,1%, a US$ 10.560,00 por tonelada. Única exceção no mercado inglês, o chumbo mostrava baixa marginal de 0,06%, a US$ 2.482,50 por tonelada.

O lucro industrial da China avançou 24% em agosto ante o mesmo mês do ano passado, impulsionado pelos preços maiores dos bens industrializados e menores custos de produção, de acordo com números divulgados hoje pelo Escritório Nacional de Estatísticas do país. Em julho, o lucro tinha avançado 16,5%.

O crescimento do lucro nos setores de petróleo, aço e eletrônicos melhoraram significativamente em agosto, o que ajudou a impulsionar o lucro industrial como um todo, disse He Ping, economista do escritório de estatísticas.

Nos primeiros oito meses de 2014, o lucro industrial da China cresceu 21,6% ante o mesmo período do ano anterior, comparado com um aumento de 21,2% no período de janeiro a julho. 

O ex-ministro Antonio Palocci (Fazenda e Casa Civil - Governos Lula e Dilma), quadro histórico do PT, enviou uma carta à direção do partido em que faz uma emblemática indagação. “Somos um partido ou uma seita?”

Palocci pediu desfiliação do PT. “Somos um partido político sob a liderança de pessoas de carne e osso ou somos uma seita guiada por uma pretensa divindade? Chegou a hora da verdade para nós. De minha parte, já virei essa página.”

A decisão da primeira turma do Supremo Tribunal Federal (STF) de afastar o senador Aécio Neves (PSDB-MG) do mandato e determinar seu "recolhimento domiciliar noturno" surpreendeu e deu um banho de água fria na bancada do PSDB na Câmara. Antes animados por causa da carta de desfiliação do PT divulgada pelo ex-ministro Antonio Palocci pouco antes, os tucanos ficaram cabisbaixos após a derrota de Aécio no Supremo, na noite desta terça-feira, 26. Em conversas entre eles, os parlamentares do PSDB tentavam entender os motivos da decisão.


O gráfico diário do Ibovespa mostra um candle com sombra superior e fechamento na mínima (na figura, clique para ampliar).

Um repique na etapa inicial dos negócios não está descartado, mas a força vendedora tende a pressionar ao longo do dia.

A média móvel de 21 períodos seria um alvo natural nas próximas sessões.



Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan

Diretor da TopTraders
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terça-feira, 26 de setembro de 2017

Mercado segue de olho na Coreia do Norte


Bom dia investidor!

O cobre opera em alta nesta terça-feira. O avanço de mais de 3% do petróleo ontem beneficia o metal, mesmo que hoje o preço do barril mostre certa fraqueza. Além disso, investidores aguardam um dado da China que sai mais tarde.

O cobre para três meses subia 0,46%, a US$ 6.492 a tonelada, na London Metal Exchange (LME), às 9h30 (de Brasília). Já o cobre para dezembro tinha alta de 0,39%, a US$ 2,9490 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

Estão no radar os vários discursos desta terça-feira de dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central americano). O destaque é o pronunciamento da presidente do BC dos EUA, Janet Yellen, às 12h50. Qualquer novo sinal sobre a trajetória dos juros no país pode influir no dólar e, consequentemente, nos mercados das commodities. O dólar mais forte tende a pressionar o cobre, já que com isso ele fica mais caro para os detentores de outras moedas, o que reduz o apetite dos investidores.

Entre outros metais básicos negociados na LME, o zinco subia 0,48%, a US$ 3.131 a tonelada, o alumínio recuava 0,72%, a US$ 2.135 a tonelada, o estanho tinha alta de 0,02%, a US$ 20.710 a tonelada, o níquel caía 0,24%, a US$ 10.595 a tonelada, e o chumbo subia 0,20%, a US$ 2.489 a tonelada. 

Os futuros de petróleo mantêm a tendência da madrugada e operam em baixa nesta manhã, depois de saltarem mais de 3% na sessão anterior, incentivando operadores a embolsar lucros.

Às 9h35 (de Brasília), o barril do petróleo tipo Brent para dezembro caía 0,60% na IntercontinentalExchange (ICE), a US$ 58,08, enquanto o do WTI para novembro recuava 0,38% na New York Mercantile Exchange (Nymex), a US$ 52,02.

Os temores sobre um eventual conflito armado na Península Coreana seguem limitando o fôlego dos mercados internacionais nesta terça-feira.

Assim como fez ontem para estudantes da London School of Economics and Political Science (LSE), o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, enfatizou há pouco a investidores a importância da mudança na taxa de referência das operações de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Ele faz neste momento palestra durante o 1ª seminário internacional Macro Vision 2017, realizado pelo Itaú Unibanco na capital britânica.

A partir de janeiro, os juros dos contratos serão definidos pela Taxa de Longo Prazo (TLP), que terá como referência as taxas de juros de títulos públicos de cinco anos. A Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), que é subsidiada e determinada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) deixará de existir e, segundo ministro, dará mais força para as ações do Banco Central.

A J&F, companhia dos irmãos Joesley e Wesley Batista, recebeu ontem, 25, a primeira parcela do acordo de venda da Eldorado. A Paper Excellence pagou R$ 1 bilhão ao grupo por 13% da companhia de celulose. Havia grande expectativa no mercado, especialmente entre credores dos Batistas, sobre a conclusão da operação. O negócio fora acertado no início do mês, mas os irmãos acabaram presos dias depois, lançando incerteza sobre a venda.


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O Ibovespa pesou na sessão de ontem, na esteira dos metais e bolsas norte-americanas.

Fechou abaixo do decisivo 75.330.

Um repique no início dos negócios seria o caminho mais natural para os preços.

O desafio será manter a força compradora do começo do pregão.

A média móvel de 21 períodos e a LTA traçada em azul são alvos possíveis para a correção.

Bons negócios!



Wagner Caetano, para o Cartezyan

Diretor da TopTraders
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segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Alemanha e Focus em pauta


Bom dia investidor!

O índice de atividade econômica nacional dos Estados Unidos elaborado pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano) de Chicago recuou de +0,03 em julho (dado revisado, de -0,01 anteriormente informado) para -0,31 em agosto, informou a instituição nesta segunda-feira.

A média móvel dos últimos três meses do dado, que reduz a volatilidade da leitura, também recuou e passou de zero em julho para -0,04 em agosto, segundo o Fed de Chicago.

De acordo com comunicado do Fed de Chicago, o índice aponta para um crescimento mais modesto em agosto nos EUA. 


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Caso o resultado da eleição federal da Alemanha leve a uma perda de fôlego na pressão de alta do euro, isso poderia dar mais espaço para o anúncio em outubro do programa de retirada gradual de estímulos do Banco Central Europeu (BCE), afirmaram estrategistas do Deutsche Bank.

Analistas em geral esperam que o BCE anuncie essa retirada gradual ainda neste ano e que implemente essa estratégia em 2018. Por ora, o banco central compra 60 bilhões de euros em ativos por mês até dezembro. 

Os economistas do mercado financeiro projetam um corte de 0,75 ponto porcentual da Selic (a taxa básica de juros) em outubro, de 8,25% para 7,50% ao ano, indicou hoje a abertura dos dados do Relatório de Mercado Focus. Nas últimas semanas, eles já projetavam um corte nesta magnitude.

No dia 6, o Comitê de Política Monetária (Copom) anunciou o corte de 1 ponto porcentual da Selic, de 9,25% para 8,25% ao ano. Além disso, sinalizou a intenção de reduzir o ritmo de corte da taxa básica no encontro de outubro. Essa intenção foi reforçada pelas comunicações mais recentes do BC.

A abertura dos dados mostra ainda que a projeção para dezembro é de corte de 0,50 ponto. Assim, a Selic encerraria o ano em 7,00% ao ano. A Selic permaneceria neste patamar até janeiro de 2019, quando subiria 0,25 ponto porcentual, para 7,25% ao ano. Depois, a taxa básica subiria mais 0,25 ponto em fevereiro de 2019, para 7,50%. 

Os futuros de petróleo operam em alta nesta manhã, recuperando-se de perdas na madrugada, em meio à crescente avaliação de que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) provavelmente estenderá o atual acordo para conter a produção da commodity.

Às 9h58 (de Brasília), o barril do petróleo tipo Brent para dezembro subia 1,15% na IntercontinentalExchange (ICE), a US$ 57,06, enquanto o do WTI para novembro avançava 0,53% na New York Mercantile Exchange (Nymex), a US$ 50,93.

Os futuros de cobre operam em baixa em Londres e Nova York, com a forte queda recente nos preços do minério de ferro prejudicando a demanda por metais básicos.

Nas últimas semanas, o principal contrato de minério de ferro negociado na bolsa de commodities de Dalian, na China, acumula perdas de mais de 20% em relação ao pico que atingiu em agosto, o que significa que entrou em "território baixista".

Por volta das 10h05 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) caía 0,29%, a US$ 6.458,00 por tonelada.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em dezembro recuava 0,22%, a US$ 2,9380 por libra-peso.

Já o índice DXY do dólar ganha força nos negócios da manhã, desencorajando investidores que utilizam outras moedas a comprar futuros de cobre e de outros metais.

Entre outros metais na LME, as perdas eram quase generalizadas: o alumínio caía 0,95% no horário indicado acima, a US$ 2.193,00 por tonelada; o estanho cedia 0,12%, a US$ 20.570,00 por tonelada; o níquel tinha perda de 1,27%, a US$ 10.500,00 por tonelada; e o chumbo diminuía 0,10%, a US$ 2.486,00 por tonelada. Única exceção no mercado inglês, o zinco subia 0,77%, a US$ 3.084,50 por tonelada. 

O Ibovespa está trabalhando na trincheira colada em 75.330, máxima da estrela cadente desenhada dia 12 de setembro e topo anterior.

A região é decisiva para o curto prazo, sendo um divisor de águas entre a compra e a venda.

Chama a atenção as máximas mais baixas sucessivas nos últimos pregões, sinal de que o fôlego dos touros pode estar enfraquecendo.


Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan

Diretor da TopTraders
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sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Metais e Funaro em destaque


Bom dia investidor!

O corretor Lúcio Funaro afirmou em depoimento à Procuradoria-Geral da República que o presidente Michel Temer foi um dos destinatários de propina paga pela Odebrecht e Andrade Gutierrez em uma obra da estatal Furnas no Rio Madeira, em Porto Velho, Rondônia. As duas empreiteiras são sócias de Furnas na Santo Antônio Energia, responsável pela instalação e operação da Hidrelétrica Santo Antônio, obra do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Segundo Funaro, além de Temer, receberam propina o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), o deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e o ex-ministro Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) - Cunha e Alves foram presidentes da Câmara e estão presos por causa de desdobramentos da Lava Jato. 

A Câmara dos Deputados recebeu ontem à noite a segunda denúncia oferecida na semana passada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o presidente Michel Temer, pelos crimes de obstrução da Justiça e organização criminosa. A acusação formal agora terá tramitação igual à primeira, sendo analisada primeiro pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e depois em plenário. Para que a Casa autorize o prosseguimento do processo no STF são necessários 342 votos dos 513 deputados.

A denúncia foi encaminhada à Câmara pela presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, horas depois de a Corte ter finalizado o julgamento sobre o pedido da defesa de Temer para que o encaminhamento fosse suspenso até que fossem esclarecidos pontos obscuros da delação dos empresários do Grupo J&F, que fundamenta o pedido.

As bolsas asiáticas fecharam com perdas generalizadas nesta sexta-feira, mais uma vez pressionadas por temores relacionados à Coreia do Norte. Na China, também pesou nos mercados acionários o rebaixamento do rating soberano do país pela S&P. Já o mercado australiano, na Oceania, voltou para o azul com a recuperação de ações do setor bancário.

A Península Coreana voltou ao radar após o ministro de Relações Exteriores da Coreia do Norte, Ri Yong Ho, afirmar ontem em Nova York que Pyongyang poderá realizar um teste nuclear de "escala inédita" no Oceano Pacífico.

Antes disso, o líder norte-coreano, Kim Jong Un, afirmou estar estudando uma "dura contramedida do mais alto nível" em resposta ao recente alerta do presidente Donald Trump de que os EUA irão aniquilar a Coreia do Norte caso sejam obrigados a defender a si próprios ou a seus aliados da ameaça nuclear representada por Pyongyang.

O rebaixamento da China pela S&P foi o primeiro desde 1999 e veio num contexto de preocupações com o forte avanço no crédito e no endividamento do país. O gigante asiático é o maior consumidor mundial de cobre e de outros metais básicos.

Os futuros de cobre operam em baixa em Londres e Nova York nesta manhã, em meio a preocupações com a China, que ontem teve seu rating soberano rebaixado pela S&P, de AA- para A+.

Por volta das 9h45 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) caía 0,34%, a US$ 6.434,00 por tonelada.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em dezembro recuava 0,48%, a US$ 2,9205 por libra-peso.

Entre outros metais na LME, as perdas eram generalizadas: o zinco recuava 0,23% no horário indicado acima, a US$ 3.036,00 por tonelada; o alumínio caía 0,51%, a US$ 2.146,00 por tonelada; o estanho cedia 0,78%, a US$ 20.560,00 por tonelada; o níquel tinha perda de 1,03%, a US$ 10.610,00 por tonelada; e o chumbo diminuía 0,47%, a US$ 2.451,50 por tonelada.

Os contratos também eram pressionados por uma onda de vendas nos metais usados na indústria.

O petróleo oscilava com viés levemente negativo na manhã desta sexta-feira, enquanto uma reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) ocorria em meio a incertezas sobre se o cartel e outras nações estenderão um acordo para limitar a oferta.

Às 9h47 (de Brasília), o petróleo WTI para novembro recuava 0,32%, a US$ 50,39 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para novembro tinha baixa de 0,12%, a US$ 56,36 o barril, na ICE.

A Opep e vários outros países fizeram anteriormente um acordo para reduzir 2% da oferta global da commodity até março de 2018. Agora, investidores esperam para saber se o cartel recomendará uma extensão maior na iniciativa.

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O gráfico diário do IBOV mostra uma batalha entre ursos e touros no topo anterior (75.330).

Nas últimas três sessões o mercado marcou mínima na região.

Se a mesma for violada, houver consolidação e fechamento abaixo da mesma, as chances de uma correção mais aguda ganham corpo.

Bons negócios!



Wagner Caetano, para o Cartezyan

Diretor da TopTraders
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quarta-feira, 20 de setembro de 2017

FED será o driver no curto prazo


Bom dia investidor!

Os futuros de cobre operam em alta, favorecidos por um enfraquecimento do dólar e com investidores aguardando o resultado da reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA).

Por volta das 9h30 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) subia 0,18%, a US$ 6.545,00 por tonelada.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em dezembro avançava 0,39%, a US$ 2,9810 por libra-peso.

O índice WSJ do dólar, que acompanha a moeda dos EUA em relação a uma cesta de 16 outras divisas, perde força nos negócios da manhã, favorecendo a compra de contratos de cobre e de outros metais básicos.

Mas tarde, às 15h (de Brasília), o Fed anuncia sua decisão de política monetária. O BC americano não deve elevar juros hoje, mas pode sinalizar quando virá um futuro aumento. Além disso, espera-se que o Fed dê início à redução de seu balanço patrimonial, estimado em US$ 4,5 trilhões.

Entre outros metais na LME, os ganhos eram generalizados: o zinco subia 0,42% no horário indicado acima, a US$ 3.123,50 por tonelada; o estanho avançava 0,44%, a US$ 20.720,00 por tonelada; o níquel aumentava 1,87%, a US$ 11.345,00 por tonelada; o chumbo ganhava 1,01%, a US$ 2.450,00 por tonelada; e o alumínio exibia alta ainda mais expressiva, de 2,04%, a US$ 2.172,00 por tonelada. 

Os futuros de petróleo operam em alta, mantendo a tendência da madrugada, na esteira dos últimos dados sobre os estoques dos EUA.

No fim da tarde de ontem, a associação de refinarias conhecida como American Petroleum Institute (API) estimou um aumento relativamente modesto no volume de petróleo bruto estocado nos EUA na última semana, de 1,4 milhão de barris, mas também apontou quedas significativas nos estoques de gasolina, de 5,1 milhões de barris, e de destilados, de 6,1 milhões de barris, fator que ajuda a impulsionar as cotações do petróleo.

Às 9h41 (de Brasília), o barril do petróleo tipo Brent para novembro subia 1,09% na IntercontinentalExchange (ICE), a US$ 55,74, enquanto o do WTI para o mesmo mês avançava 1,18% na New York Mercantile Exchange (Nymex), a US$ 50,49. O WTI de outubro, que vence no fim da sessão de hoje, tinha alta de 1,13%, a US$ 50,04 por barril.

O plenário da Câmara adiou, na madrugada desta quarta-feira, 20, a análise da proposta que trata do fim das coligações nas eleições proporcionais e da criação de uma cláusula de desempenho aos partidos.

Após o presidente em exercício da Câmara, deputado Fábio Ramalho (PMDB-MG), anunciar que a votação seria retomada às 13h desta quarta-feira, parlamentares começaram a protestar e afirmar que a reforma política seria feita pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quarta-feira, 20, a Operação Inimigo Oculto, com o objetivo de desarticular um grupo de criminosos que causou quase R$ 1 milhão de prejuízos aos cofres da Caixa Econômica Federal.

Em nota, a PF informou que estão sendo cumpridos 3 mandados de prisão temporária e 30 de condução coercitiva, além de buscas em 3 endereços residenciais. A Justiça Federal também determinou o bloqueio da quantia aproximada de R$950 mil nas contas dos investigados.

As ordens judiciais estão sendo cumpridas principalmente em Brasília e Entorno, mas também ocorrem ações no Pará e na Bahia.
IBOVESPA = gráficos semanal = clique para ampliar

Conforme projetado no informe de ontem, o teste da região de 75.330 ocorreu, com vantagem para os touros na primeira batida.

A região é importante porque concentra a média móvel de 5 períodos e o topo anterior no movimento, sendo a máxima da estrela cadente marcada no dia 12 de setembro e abortada logo em seguida.

Não seria difícil de imaginar uma nova briga nesse ponto no curtíssimo prazo.

Entretanto, se houver rompimento de 76.400 a compra vai pressionar e a alta terá continuidade.




Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan

Diretor da TopTraders
contato@TopTraders.Com.BR

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Expectativa pelo FED


Bom dia investidor!

Os preços do petróleo avançam na manhã desta terça-feira, impulsionados por sinais do ministro do Iraque de que seu país poderia concordar com a extensão por todo o próximo ano do acordo liderado pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) para reduzir a oferta.

O petróleo Brent para novembro operava em alta de 0,65%, a US$ 55,84 o barril, na ICE, em Londres, e o WTI para novembro avançava 0,85%, a US$ 50,78 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), às 9h49 (de Brasília).

O ministro do Petróleo iraquiano, Jabar al-Luaibi, afirmou nesta terça-feira que o Iraque e outros membros da Opep avaliam opções que incluem a proposta para que o acordo para corte na produção vigore ao longo de 2018, em vez de acabar em março como hoje previsto. "No fim das contas, a perspectiva parece ser positiva e os preços têm subido", afirmou al-Luaibi durante evento do setor nos Emirados Árabes.

Os futuros de cobre operam sem direção única, com investidores à espera da reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), que começa mais tarde e será concluída amanhã.

Por volta das 9h50 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) caía 0,1%, a US$ 6.525,50 por tonelada.

Já na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em dezembro avançava 0,19%, a US$ 2,9745 por libra-peso.

Entre outros metais na LME, as perdas eram quase generalizadas: o zinco recuava 0,77% no horário indicado acima, a US$ 3.088,00 por tonelada; o estanho cedia 0,12%, a US$ 20.700,00 por tonelada; o níquel caía 1,7%, a US$ 10.980,00 por tonelada; e o chumbo diminuía 0,06%, a US$ 2.393,50 por tonelada. Única exceção no mercado inglês, o alumínio subia 0,98%, a US$ 2.112,50 por tonelada. 

O índice de expectativas econômicas da Alemanha subiu para 17 em setembro, de 10 em agosto, segundo o instituto alemão ZEW. 

Já o chamado índice para as condições atuais medido pelo ZEW também surpreendeu e avançou para 87,9 em setembro, de 86,7 no mês anterior. Neste caso, a projeção era de recuo do índice a 86,5. 

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em baixa nesta terça-feira, em clima de cautela antes do resultado da reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco dos EUA), que começará mais tarde e será concluída amanhã. Uma notável exceção foi o mercado japonês, que exibiu forte desempenho em meio à desvalorização recente do iene ante o dólar e expectativas de que o Japão realize eleições no próximo mês.

Não há previsão de que o Fed eleve juros na quarta-feira, mas investidores ficarão atentos a sinais sobre possíveis aumentos mais adiante. Além disso, o BC americano poderá revelar amanhã uma estratégia para começar a reduzir seu gigantesco balanço patrimonial, composto por trilhões de dólares em Treasuries e títulos hipotecários.

O presidente da JBS, José Batista Sobrinho, tomou hoje as suas primeiras medidas no cargo, informou a empresa. Houve a criação da função de COO (Chief Operating Officer) Global e a designação de Gilberto Tomazoni para a posição. Tomazoni está na empresa desde 2013, e foi presidente da divisão de aves, presidente da Seara e presidente global de operações. Ele tem mais de 30 anos em posições de liderança no setor de alimentos e também é presidente do Conselho de Administração da Pilgrim’s Pride Corporation.


IBOVESPA agora às 10h50 com -0.38%. Clique para ampliar.

O Ibovespa teve mais uma sessão positiva na véspera, porém sem muita força.

Enquanto acima de 75.330 a compra é dominante.

Um teste dessa região é provável, sendo uma prova de fogo no curto prazo, divisor de águas entre ursos e touros.

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan

Diretor da TopTraders
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segunda-feira, 18 de setembro de 2017

JBS e Temer no radar


Bom dia investidor!

Os preços de moradias na China subiram em ritmo mais fraco em agosto do que no mês anterior, sinalizando uma desaceleração no setor imobiliário da segunda maior economia do mundo.

O valor médio de novas moradias em 70 cidades chinesas aumentou 0,2% em agosto ante julho, excluindo-se projetos de habitação subsidiados pelo governo, segundo cálculos do The Wall Street Journal baseados em dados do Escritório Nacional de Estatísticas do país. Em julho, o preço médio havia avançado 0,5% em relação a junho.

Na comparação anual, o preço médio das moradias também cresceu com menos força em agosto, ao registrar alta de 8,2%, ante ganho de 9,3% em julho. 

Os futuros de cobre operam em alta em Londres e Nova York, recuperando-se de um movimento de realização de lucros da semana passada e sustentados pelo desempenho positivo dos mercados acionários da Ásia nesta segunda-feira.

Por volta das 9h30 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) subia 0,88%, a US$ 6.545,00 por tonelada.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em dezembro avançava 0,76%, a US$ 2,9715 por libra-peso.

Na última semana, o cobre da LME chegou a ser negociado por menos de US$ 6.500,00 por tonelada, pressionado por realização de lucros após meses de forte valorização e em reação a indicadores econômicos fracos da China e dos EUA.

Investidores dos mercados de metais básicos também ficarão atentos à decisão do Fed. Embora não haja expectativa de que ajuste juros nesta semana, o Fed poderá dar início à redução de seu gigantesco balanço patrimonial.

Entre outros metais na LME, os ganhos eram quase generalizados: o zinco subia 1,47% no horário indicado acima, a US$ 3.078,00 por tonelada; o alumínio tinha ligeira alta de 0,07%, a US$ 2.091,00 por tonelada; o estanho aumentava 0,63%, a US$ 20.685,00 por tonelada; o níquel se mantinha estável, a US$ 11.125,00 por tonelada; e o chumbo apresentava valorização de 0,87%, a US$ 2.387,00 por tonelada. 

Os contratos futuros de petróleo operam perto da estabilidade, em leve baixa na manhã desta segunda-feira, mas ainda próximos da máxima em cinco meses obtida na semana passada, quando dados recentes que indicaram um aperto na oferta deram impulso à commodity.

O petróleo WTI para novembro, contrato mais líquido, recuava 0,20%, a US$ 50,34 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para novembro tinha queda de 0,27%, a US$ 55,47 o barril, na ICE, às 9h30.

Com os filhos Wesley e Joesley Batista presos, o fundador do grupo JBS, José Batista Sobrinho, de 84 anos, vai voltar à presidência da companhia. O nome foi aprovado por unanimidade em reunião do conselho de administração na noite de sábado.

O argumento da família para esse movimento é que Batista Sobrinho, conhecido como Zé Mineiro, dará “estabilidade” à empresa, cumprindo o mandato de Wesley, que se encerra em 2019, no comando da JBS.

Os Batista estavam decididos a indicar para o cargo Wesley Filho, filho de Wesley. Com isso, entrariam em rota de colisão com o BNDES, dono de 21,3% das ações do grupo, que queria Gilberto Tomazoni, presidente de marcas globais da JBS, como presidente interino.

Donald Trump recebe hoje para um jantar em Nova York o presidente brasileiro, Michel Temer, e outros líderes latino-americanos. Um alto funcionário do governo americano disse ontem ao ‘Estado’ que a Casa Branca espera que eles saiam do encontro com um “dever de casa” de medidas específicas que possam adotar para pressionar a Venezuela a restaurar instituições democráticas.

Trump receberá os presidentes do Brasil, Michel Temer, da Colômbia, Juan Manuel Santos, do Panamá, Juan Carlos Varela, na véspera da abertura da Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). A Argentina será representada pela vice-presidente, Gabriela Michetti. Convidado, o presidente do Peru, Pedro Pablo Kuczynski, cancelou sua participação em razão da crise política que enfrenta em seu país.

O general do Exército da ativa Antonio Hamilton Martins Mourão falou por três vezes na possibilidade de intervenção militar diante da crise enfrentada pelo País, caso a situação não seja resolvida pelas próprias instituições. A afirmação foi feita em palestra realizada na noite de sexta-feira, 15, na Loja Maçônica Grande Oriente, em Brasília, após o então procurador-geral da República, Rodrigo Janot, denunciar pela segunda vez o presidente Michel Temer por participação em organização criminosa e obstrução de justiça. Janot deixou o cargo nesta segunda-feira.



O mercado mostrou força no pregão de sexta-feira, com um candle de força e volume acima da média.

O ponto chave portanto, será 75.330.

Caso consiga se manter acima desse patamar continuará a sua escalada, porém a perda do mesmo sinalizaria rompimento falso.

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan

Diretor da TopTraders
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sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Terrorismo em Londres e denúncia contra Temer em pauta


Bom dia investidor!

O índice Empire State de atividade industrial na região de Nova York caiu de 25,2 em agosto para 24,4 em setembro nos Estados Unidos, acima da previsão de 15,9 dos analistas ouvidos pelo Wall Street Journal.

O subíndice de emprego subiu de 6,2 em agosto para 10,6 em setembro, enquanto o de novas encomendas passou de 20,6 para 24,9. O subíndice de preços recebidos passou de 6,2 em agosto para 13,8 em setembro. 

As vendas no varejo dos Estados Unidos caíram 0,2% na passagem de julho para agosto, no cálculo com ajustes sazonais, de acordo com dados do Departamento do Comércio do país. Economistas consultados pelo Wall Street Journal esperavam leve alta, de 0,2%.

As vendas no início do verão também foram menos robustas do que o estimado anteriormente. De acordo com o Departamento do Comércio, as vendas no varejo subiram 0,3%, enquanto a estimativa anterior apontava para um aumento de 0,6%.

O departamento afirmou que não poderia isolar o efeito do furacão Harvey nos varejistas no mês passado. A agência recebeu indícios mistos de empresas sobre os efeitos da tormenta nas vendas. Algumas empresas registraram queda nas vendas, observou a instituição.

Ministério das Relações Exteriores da China condenou o último lançamento de míssil pela Coreia do Norte e pediu que todos os lados busquem o diálogo para reduzir as tensões.

A porta-voz do Ministério, Hua Chunying, disse a repórteres nesta sexta-feira que a situação na Península Coreana continua "complexa, sensível e severa". Ela pediu que todas as partes evitem ações que possam inflamar as tensões.

Os contratos futuros de petróleo operam perto da estabilidade na manhã desta sexta-feira, oscilando entre ganhos e perdas. No radar, está o último teste de míssil realizado pela Coreia do Norte e as recentes altas registradas pela commodity.

Na Intercontinental Exchange (ICE), o petróleo Brent para novembro subia 0,22%, a US$ 55,59 por barril. Já na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para outubro avançava 0,16%, a US$ 49,97 por barril.

Nos últimos dias, o petróleo registrou fortes ganhos, impulsionado por um equilíbrio entre oferta e demanda, após a divulgação do relatório mensal da Agência Internacional de Energia (AIE) sobre a commodity, na última quarta-feira. No início do dia, os preços do petróleo operavam em queda, em uma aparente realização de lucros, após o WTI atingir o valor mais alto em mais de seis semanas e o Brent, o maior nível desde abril.

Os contratos futuros de cobre operam em leve alta na manhã desta sexta-feira, em um movimento de recuperação após fortes perdas registradas nesta semana.

Na London Metal Exchange (LME), o cobre para três meses operava em alta de 0,19%, a US$ 6.517 por tonelada por volta das 9h45 (de Brasília). O contrato de cobre para entrega em dezembro, negociado na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), subia 0,12%, a US$ 2,9610 por libra-peso.

Na madrugada de quinta-feira, a China informou que a produção industrial avançou 6,0% na comparação anual de agosto. Em julho, o indicador havia registrado um aumento de 6,4%. A leitura do mês passado é a segunda desaceleração seguida do dado, que veio abaixo da estimativa de economistas consultados pelo Wall Street Journal, de alta de 6,6%.

Entre outros metais negociados na LME, o zinco ganhava 0,72%, a US% 3.027,00 por tonelada; o alumínio operava estável, a US$ 2.104,00 por tonelada; o estanho subia 0,10%, a US$ 20.600,00 por tonelada; o chumbo avançava 1,14%, a US$ 2.352,00 por tonelada; e o níquel destoava, ao cair 0,80%, a US$ 11.125,00 por tonelada. 

A polícia metropolitana de Londres, conhecida como Scotland Yard, oficializou há pouco que a explosão no metrô da cidade, mais cedo, está sendo tratada como um atentado terrorista. A informação havia sido adiantada mais cedo, por meio de fontes, pela rede de TV estatal BBC. As causas do incidente ainda não são conhecidas, mas a polícia fala em número "significativo" de feridos. 

Líder do PT na Câmara, o deputado Carlos Zarattini (SP) afirmou que a segunda denúncia apresentada contra o presidente Michel Temer ontem, 14, mostra que o "Brasil está sob comando de uma verdadeira organização criminosa".

Em nota, o líder petista diz que a bancada do partido na Câmara "vai se empenhar na luta pelo afastamento de Temer" e que vai procurar mobilizar "o povo brasileiro" a manifestar-se nas ruas. Durante a tramitação da primeira denúncia, o PT foi acusado de não trabalhar para derrubar o peemedebista.

O raciocínio era de que o partido se beneficiaria com o desgaste de Temer nas eleições de 2018. Segundo o líder petista, o governo Temer está "manchado por escândalos" e não tem "legitimidade" para colocar em prática as "propaladas reformas", como a da Previdência e o programa de privatizações anunciado no mês passado.


IBOV agora às 10h50 - já encarando a primeira resistência

O Ibovespa está fazendo uma correção no tempo, como o fez desde o início da alta em junho.

A tendência é de uma correção de curto prazo, porém a mesma ocorrerá somente de houver perda convicta de 74.294, mínima da estrela cadente desenhada dia 12 de setembro.

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan

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quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Política e commodities em pauta


Bom dia investidor!

Os pedidos de auxílio-desemprego recuaram 14 mil na semana até 9 de setembro nos Estados Unidos, a 284 mil, após ajustes sazonais, informou nesta quinta-feira o Departamento do Trabalho. Analistas ouvidos pelo Wall Street Journal previam alta, para 305 mil solicitações.

Os pedidos de auxílio-desemprego seguem em níveis historicamente baixos há anos no país, um sinal da saúde do mercado de trabalho. As inundações e a destruição no Texas, na Louisiana e na Flórida, como resultado dos furacões Harvey e Irma, podem causar significativas perdas de postos de trabalho, ao menos temporariamente.

O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos subiu 0,4% em agosto ante julho, no cálculo com ajustes sazonais, segundo dados publicados hoje pelo Departamento do Trabalho. 

O núcleo do CPI, que exclui itens voláteis, como alimentos e energia, avançou 0,2% em agosto ante o mês anterior, vindo em linha com a projeção do mercado.

Na comparação anual, o CPI subiu 1,9% em agosto, ganhando força em relação ao aumento de 1,7% de julho, enquanto o núcleo mostrou ganho de 1,7%, repetindo a variação do mês anterior. 

Três agentes da Polícia Federal deixaram há pouco o apartamento do ministro da Agricultura, Blairo Maggi, em Brasília carregando um malote e uma matriz de computador (CPU). Não há informação se durante a ação o ministro estava na residência, localizada na Asa Sul, área central da capital federal.

A busca e apreensão de documentos e objetos no local ocorreu nesta manhã no âmbito da Operação Malebolge, 12ª fase da Ararath, que investiga esquema de corrupção em Mato Grosso. Maggi é citado na delação premiada do ex-governador do Estado Silval Barbosa (PMDB).

Após avançar 0,15% em junho, a média móvel trimestral do Índice de Atividade do Banco Central (IBC-Br) teve alta de 0,23% em julho, na série com ajuste sazonal. Os dados do índice foram divulgados na manhã de hoje pelo Banco Central.

A média móvel do IBC-Br costuma ser usada como indicativo de tendências para o índice. Neste caso, o porcentual reflete a comparação entre o trimestre encerrado em julho e o trimestre encerrado em junho.

Na série com ajuste sazonal, a média móvel trimestral do IBC-Br vinha registrando avanços no início do ano: 0,14% em janeiro, 0,60% em fevereiro, 0,51% em março e 0,40% em abril. Em maio, porém, houve recuo de 0,17%, interrompendo a sequência positiva. Depois, em junho, a média móvel voltou para o terreno positivo, com alta de 0,15%. Agora, em julho, marcou +0,23%.

O petróleo opera com ganhos na manhã desta quinta-feira, ampliando os ganhos sólidos da sessão anterior. A redução dos estoques globais e uma projeção otimista para a demanda amparam o movimento.

O petróleo WTI para outubro avançava 2,14%, a US$ 49,61 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para novembro tinha alta de 1,36%, a US$ 55,50 o barril, na ICE, às 11h40 (de Brasília). Ontem, o WTI fechou no maior nível em cinco semanas e o Brent no maior patamar desde abril.

Na quarta-feira, a Agência Internacional de Energia (AIE) afirmou que os estoques globais da commodity recuaram pela primeira vez em quatro meses em agosto, com uma queda de 720 mil barris por dia. Ao mesmo tempo, a AIE elevou a projeção para o crescimento na demanda para 1,6 milhão de barris por dia para todo o ano.

Os futuros de cobre operam em baixa em Londres e Nova York nesta manhã, ampliando perdas de ontem, na esteira de indicadores mais fracos do que o esperado da China, o maior consumidor mundial de metais básicos.

Por volta das 11h30 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) caía 1,33%, a US$ 6.468,00 por tonelada.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em dezembro recuava 1,41%, a US$ 2,9390 por libra-peso.

Entre outros metais básicos na LME, as perdas eram quase generalizadas: o zinco caía 1,12% no horário indicado acima, a US$ 2.996,00 por tonelada; o alumínio recuava 1,07%, a US$ 2.086,00 por tonelada; o níquel cedia 1,84%, a US$ 11.230,00 por tonelada; e o chumbo perdia 0,8%, a US$ 2.280,00 por tonelada. Única exceção, o pouco negociado estanho subia 0,34%, a US$ 20.545,00 por tonelada. 

produção industrial e as vendas no varejo da China cresceram menos do que se previa na comparação anual de agosto e os últimos números sobre investimentos em ativos fixos também decepcionaram.

O gráfico diário do Ibovespa mantém a inclinação altista, sem correção mais forte no curto prazo.

Hoje opera de forma lateral, com leve alta nos bancos e na Petrobras e baixa nas ações ligadas a metais.

Somente a perda de 74.300, em fechamento, seria um sinal concreto de baixa para o curto prazo, uma vez que esse ponto marcou a mínima da estrela cadente.

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