sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Vendedores no comando


Bom dia investidor!

Autoridades militares afirmaram nesta sexta-feira que planejam levar adiante a realização de exercícios militares entre Estados Unidos e Coreia do Sul ainda neste mês. A notícia vem a público enquanto a Coreia do Norte diz planejar o lançamento de uma série de mísseis na região do território americano de Guam, no Pacífico.

Os exercícios são realizados anualmente, mas agora devem ocorrer no momento em que o regime de Pyongyang diz estar pronto para disparar mísseis na direção da pequena ilha, um território americano que abriga uma base militar dos EUA. O plano seria levado ao líder norte-coreano, Kim Jong Un, para aprovação dele antes dos exercícios militares ou no início da realização deles.

Autoridades da China fizeram um alerta sobre "negócios irracionais" com contratos futuros de metais, gerando uma forte retração nos preços hoje e sinalizando que Pequim quer evitar oscilações abruptas nos mercados de commodities do país.

Em comunicado, a Associação de Ferro e Aço da China (Cisa, pela sigla em inglês) disse que, recentemente, os preços de futuros de aço não foram influenciados por fatores de oferta e demanda, mas por "interpretações exageradas ou incorretas" referentes a cortes de capacidade, remoção de produção ilegal de aço e políticas de proteção ambiental.

Segundo a Cisa, alguns operadores impulsionaram os futuros em benefício próprio, ao concluírem exageradamente que os preços do aço irão disparar no segundo semestre deste ano.

Alguns investidores ficaram assustados com o alerta da Cisa. Em Xangai, o futuro do vergalhão de aço fechou em baixa de 2,7% nesta sexta-feira, a 3.862 yuans (US$ 581) por tonelada, depois de chegar a cair 4% durante os negócios. Já em Dalian, o futuro de minério de ferro sofreu um tombo de 4,7%, a 536 yuans por tonelada, em sua maior perda diária em mais de dois meses.

A forte queda também veio em meio a rumores de que a Bolsa de Futuros de Xangai poderia elevar as exigências de margem para contratos de vergalhão de aço se os volumes de negócios continuassem altos. Após o encerramento da sessão, a bolsa anunciou um aumento das tarifas para transações com contratos para outubro e janeiro, a partir do próximo dia 15, e também estabeleceu limites para o total de negócios com esses dois contratos. 

Os futuros de cobre operam em baixa em Londres e Nova York, em meio a preocupações geradas pela troca de ameaças entre EUA e Coreia do Norte dos últimos dias.

Por volta das 9h25 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) caía 0,61%, a US$ 6.363,50 por tonelada.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em setembro tinha baixa de 0,38%, a US$ 2,8920 por libra-peso.

Entre outros metais básicos na LME, as perdas eram generalizadas: o zinco recuava 0,27% no horário indicado acima, a US$ 2.920,00 por tonelada; o alumínio diminuía 0,07%, a US$ 2.033,00 por tonelada; o estanho caía 0,22%, a US$ 20.270,00 por tonelada; o níquel tinha queda de 1,93%, a US$ 10.655,00 por tonelada; e o chumbo mostrava baixa de 0,57%, a US$ 2.350,00 por tonelada. 

Os contratos futuros de petróleo operam em baixa, após a Agência Internacional de Energia (AIE) divulgar relatório sobre o mercado da commodity. A AIE informou que a oferta global aumentou pelo terceiro mês seguido em julho, com a maior produção da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). Por outro lado, a agência também elevou sua projeção para o aumento da demanda global.

Às 9h30 (de Brasília), o petróleo WTI para setembro caía 0,68%, a US$ 48,26 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para outubro recuava 0,54%, a US$ 51,62 o barril, na ICE.

A pressão de integrantes do governo e de lideranças políticas por uma meta fiscal que permita um rombo neste ano maior do que os R$ 159 bilhões registrados em 2016 deflagrou um verdadeiro embate em reunião ontem no Palácio do Planalto. A equipe econômica é contra ampliação nessa magnitude, que sinalizaria falta de compromisso com o ajuste fiscal. Isso porque, se a meta permitir terminar o ano no vermelho em mais de R$ 159 bilhões, o governo mostraria descontrole na trajetória de rombos nas contas públicas.

A expectativa era de que os novos objetivos da política fiscal fossem anunciados ontem, mas a decisão foi adiada para a semana que vem. A mudança na meta - que considera receitas e despesas e não leva em conta os gastos do governo federal com o pagamento de juros da divida pública - é considerada inevitável diante da frustração de arrecadação devido ao lento crescimento econômico e a medidas adotadas pelo Congresso. 

Para 2018, há chances reais de a meta ficar no mesmo patamar, embora a equipe econômica trabalhe para acenar com uma redução do rombo, para R$ 149 bilhões. Os números finais ainda serão fechados: o presidente Michel Temer deve se reunir com os ministros no domingo e na segunda-feira.

Ontem tivemos uma sessão de queda generalizada, no Brasil e exterior.

O candle deixado no Dow Jones é relevante, talvez uma barra de ignição que leve a novos movimentos de venda, apesar do repique de 0,10% nessa manhã, no mercado futuro.

O mercado doméstico está mais alinhado com o exterior nesse momento.

Temos baixa na Europa e o minério de ferro fechou com perdas de 1,92% na China, cotado a US$ 75,19 por tonelada.


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O Ibovespa ainda tem espaço para cair, até a média móvel exponencial de 21 períodos ou mesmo uma das linhas de tendência apontadas no gráfico, sendo uma de curtíssimo e outra de curto prazo.

A região de topo anterior entre 65.624 e 65.873 é suporte natural se a correção continuar.


Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@TopTraders.Com.BR

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