segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Relatório Focus no radar


Bom dia investidor!

Os economistas do mercado financeiro mantiveram a projeção para a atividade em 2017 e 2018. A expectativa de alta para o Produto Interno Bruto (PIB) deste ano seguiu em 0,34% no Relatório de Mercado Focus, divulgado há pouco. Há um mês, a perspectiva estava no mesmo patamar.

Para 2018, o mercado manteve a previsão de alta do PIB, de 2,00%. Quatro semanas atrás, a expectativa estava no mesmo nível.

Em 22 de junho, o BC informou em seu Relatório Trimestral de Inflação (RTI) a manutenção em 0,5% da estimativa para o PIB em 2017. Já em 21 de julho foi a vez de o Ministério do Planejamento manter em 0,5% sua projeção para o PIB este ano, conforme o Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas do 3º Bimestre.

No Focus de hoje, a projeção para a produção industrial deste ano passou de avanço de 0,83% para alta de 0,81%. Há um mês, estava em 0,84%. No caso de 2018, a estimativa de crescimento da produção industrial foi de 2,22% para 2,06%, ante 2,30% de quatro semanas antes.

Já a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2017 passou de 51,50% para 51,70%. Há um mês, estava em 51,60%. Para 2018, as expectativas no boletim Focus foram de 55,15% para 55,24%, ante 55,10% de um mês atrás. 

Os futuros de petróleo operam em baixa nesta manhã, apagando ganhos da sessão anterior, com investidores à espera de novidades de uma reunião que grandes produtores farão hoje e amanhã, em Abu Dabi, para monitorar o acordo de redução da oferta da commodity.

Segundo pacto fechado no fim do ano passado e renovado em maio, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e dez grandes produtores que não pertencem ao cartel têm o compromisso de cortar sua produção combinada em cerca de 1,8 milhão de barris por dia até pelo menos março de 2018. Por enquanto, o acordo ainda não teve impacto significativo na produção e estoques globais de petróleo.

Às 9h05 (de Brasília), o barril do petróleo tipo Brent para outubro caía 1,14% na IntercontinentalExchange (ICE), a US$ 51,82, enquanto o do WTI para setembro recuava 1,09% na New York Mercantile Exchange (Nymex), a US$ 49,04.

Os futuros de cobre operam em leve alta nesta manhã, favorecidos por uma desvalorização do índice do dólar.

Por volta das 9h10 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) subia 0,05%, a US$ 6.365,00 por tonelada.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em setembro avançava 0,03%, a US$ 2,8860 por libra-peso.

O índice DXY do dólar se enfraquece nos negócios da manhã, devolvendo ganhos que acumulou em reação a dados melhores do que o esperado do mercado de trabalho dos EUA, divulgados na última sexta-feira.

Na semana, a atenção vai se voltar para números da balança comercial e de inflação da China, que estão previstos para esta terça-feira. O gigante asiático é o maior consumidor mundial de metais.

Entre outros metais na LME, o zinco avançava 0,16% no horário indicado acima, a US$ 2.818,50 por tonelada, o alumínio subia 1,13%, a US$ 1.929,50 por tonelada, o estanho tinha alta de 0,17%, a US$ 20.645,00 por tonelada, o níquel ganhava 0,19%, a US$ 10.350,00 por tonelada, e o chumbo aumentava 0,42%, a US$ 2.367 por tonelada. 

O presidente Michel Temer discutiu no domingo com ministros e com os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), a pauta econômica de votações urgentes do governo no Congresso. O encontro ocorreu no Palácio do Planalto e durou cerca de quatro horas.

Temer quis sondar com quantos votos pode contar para aprovar a reforma da Previdência, depois de enterrar a denúncia contra ele por corrupção passiva na Câmara. Ele também debateu pontos da reforma tributária, especificamente uma simplificação do PIS/Cofins, e as próximas votações de medidas provisórias enviadas ao Congresso, como o Refis.

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O Ibovespa sinalizou topo na quinta-feira.

Está longe da média móvel de 21 períodos e esse fato abre espaço para corrigir, ainda dentro da tendência de alta de curto prazo.

O caminho mais natural para hoje seria um abertura positiva, seguida de pressão vendedora ao longo do dia.

A mínima de sexta-feira (66.500), será um suporte importante no caso da correção realmente ocorrer, podendo estancar a baixa ou abrir espaço para um mergulho rumo ao topo anterior, região de 65.873.

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders


contato@TopTraders.Com.BR

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