terça-feira, 1 de agosto de 2017

Que venha agosto...


Bom dia investidor!

Os contratos futuros de petróleo operam em baixa nesta terça-feira, depois de uma sequência positiva. Em Londres, a commodity registrou em julho o maior ganho mensal neste ano.

Às 9h09 (de Brasília), o petróleo WTI para setembro caía 0,24%, a US$ 50,05 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para outubro tinha queda de 0,40%, a US$ 52,51 o barril, na ICE.

No geral, os preços têm sido ainda apoiados por números segundo os quais o setor de xisto dos EUA pode estar desacelerando.

Durante cerca de três anos, produtores americanos têm travado uma batalha por fatia de mercado com os membros da Opep. Antes de limitar sua produção, os membros do cartel produziam em nível recorde, em uma tentativa de retirar produtores menores americanos do mercado. O resultado, porém, foi um salto nos estoques globais e preços nas mínimas em 13 anos.

Na segunda-feira, o Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) dos Estados Unidos informou que a produção de petróleo do país cresceu 0,6% em abril, atingindo sua média diária mensal mais alta neste ano. Os dados também revelaram, porém, que o crescimento pode perder fôlego, já que o avanço registrado em maio foi o segundo menor de 2017.

O cobre recua na manhã desta terça-feira, depois de bater na sessão anterior o maior patamar em dois anos. Em julho, o contrato do metal registrou o melhor mês desde janeiro, o que abriu espaço para a realização de lucros.

Às 9h15 (de Brasília), o cobre para três meses caía 0,44%, a US$ 6.345 a tonelada, na London Metal Exchange (LME). O cobre para setembro recuava 0,54%, a US$ 2,8760 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

A pausa ocorre também após um gerente da Jiangxi Copper, segunda maior fundição da China em capacidade, dizer a investidores que os movimentos nos preços não são ligados aos fundamentos nem são sustentáveis, segundo a Investec. Em nota na segunda-feira, o Commerzbank afirmou que dados mostravam que os ganhos na semana passada eram fruto sobretudo da especulação, não dos fundamentos do mercado.

Mesmo o índice dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) da indústria da China, que subiu de 50,4 em junho para 51,1 em julho, no maior nível em quatro meses segundo a IHS Markit, não impulsiona os preços. 

Entre outros metais básicos negociados na LME, o zinco caía 0,84%, a US$ 2.776,50 a tonelada, o alumínio recuava 0,52%, a US$ 1.908 a tonelada, o estanho tinha baixa de 0,77%, a US$ 20.565 tonelada, o níquel tinha queda de 0,64%, a US$ 10.155 a tonelada, e o chumbo caía 0,82%, a US$ 2.312 a tonelada. 

A produção industrial ficou estável em junho ante maio, na série com ajuste sazonal, divulgou há pouco o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

Em relação a junho de 2016, a produção subiu 0,5%, melhor do que a mediana negativa de 0,20% projetada, mas dentro do intervalo das estimativas, de um recuo de 2,33% a aumento de 1,30%.

No ano, a indústria contabiliza avanço de 0,5%. Já no acumulado em 12 meses, a produção industrial acumula queda de 1,9%. 

Banco Central (BC) vê impacto limitado "até o momento" na trajetória da inflação decorrente do aumento das incertezas em relação ao ritmo de aprovação das reformas e os ajustes na economia.

Na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) que reduziu para 9,25% a taxa Selic, divulgada nesta manhã, o BC muda de tom ao retirar a avaliação anterior de que o aumento recente da incerteza associada à evolução do processo de reformas e ajustes necessários na economia brasileira dificulta a queda mais célere das estimativas da taxa de juros estrutural da economia.

O Ibovespa rompeu 65.624 e 65.873 na sessão de ontem.

Se permanecer acima desse patamar, a compra continuará dominante.

Hoje temos virada de mês e muitos drivers internos e externos relevantes.

O risco de uma cunha de alta, delimitada no gráfico a seguir deve ser considerado, lembrando que é um padrão baixista.

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Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan

Diretor da TopTraders
contato@TopTraders.Com.BR

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