quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Mercado vermelho no exterior


Bom dia investidor!

Europa e EUA em baixa e Ibovespa sinalizando topo >>> LEIA MAIS >>>> 

A Bolsa de Tóquio fechou em leve baixa pelo segundo dia consecutivo nesta quinta-feira, influenciada pelo fraco desempenho de ações de seguradoras e de petrolíferas.

O índice Nikkei terminou o pregão na capital do Japão com perda de 0,14%, a 19.702,63 pontos.

Na China, o índice Xangai Composto subiu 0,68% hoje, a 3.268,43 pontos, graças em parte a ações ligadas a recursos minerais, depois que os preços do zinco atingiram o maior valor em uma década ontem na London Metal Exchange (LME). No mercado de futuros chinês, o principal contrato de zinco atingiu hoje o limite diário de valorização, de 6%. Já o Shenzhen Composto, formado por empresas de menor valor de mercado, avançou 0,58%, a 1.909,38 pontos.

Em comunicado divulgado esta semana, a Comissão Reguladora de Valores da China anunciou que decidiu suspender medidas de emergência adotadas após os fortes períodos de turbulência que atingiram as bolsas domésticas em 2015 e 2016, uma vez que os mercados "estão operando de forma suave".

Os futuros de cobre operam em baixa em Londres e Nova York nesta manhã, à medida que operadores realizam lucros após o rali de ontem, que foi alimentado por "fortes compras especulativas", segundo analistas.

Por volta das 9h20 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) recuava 0,37%, a US$ 6.503,00 por tonelada.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em setembro tinha queda de 0,17%, a US$ 2,9485.

Ontem, o cobre saltou mais de 2% em reação a sinais de cortes na capacidade de refino na China, o maior consumidor mundial de metais básicos.

Entre outros metais na LME, as cotações tomaram direções opostas: o zinco caía 0,71% no horário indicado acima, a US$ 3.098,00 por tonelada, após atingir ontem os maiores níveis em uma década; o alumínio caía 0,62%, a US$ 2.078,00 por tonelada; o estanho avançava 0,75%, a US$ 20.225,00 por tonelada; o níquel tinha alta de 0,42%, a US$ 10.760,00 por tonelada; e o chumbo recuava 0,66%, a US$ 2.496,50 por tonelada.

Os contratos futuros de petróleo operam em queda nesta quinta-feira, após dados de ontem dos Estados Unidos mostrarem mais um aumento na produção de xisto. Além disso, o dólar mais forte contribui para pressionar a commodity.

Às 9h30 (de Brasília), o petróleo WTI para setembro caía 0,24%, a US$ 46,67 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para outubro recuava 0,10%, a US$ 50,22 o barril, na ICE.

A produção de petróleo dos EUA aumentou em 79 mil barris por dia, para 9,502 milhões de barris por dia na semana encerrada no dia 11, segundo o relatório do Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês). Ao mesmo tempo, os estoques de petróleo recuaram mais no país, uma queda de quase 9 milhões de barris na semana passada, a nona redução em dez semanas

A falta de acordo sobre a mudança do sistema eleitoral para o distritão e sobre a criação de um fundo público para financiamento de campanhas adiou a votação da reforma política prevista para ontem,16.

O debate vai ser retomado na terça-feira, 22, mas já há deputados que afirmam que o impasse é tamanho que há o risco de nenhuma proposta ser aprovada a tempo de valer para as eleições de 2018. O prazo limite é até final de setembro.

Após recuar 0,37% em maio (dado já revisado), a economia brasileira registrou alta em junho de 2017. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) do mês avançou 0,50% em junho ante maio, com ajuste sazonal, informou há pouco a instituição.

O índice de atividade calculado pelo BC passou de 134,10 pontos para 134,77 pontos na série dessazonalizada de maio para junho. Este é o maior patamar para o IBC-Br com ajuste desde fevereiro deste ano (135,00 pontos).

Europa e EUA operam em baixa nessa quinta-feira.

No mercado interno o Ibovespa tentou novamente superar a região de 68.800 na sessão de ontem, porém recuou e deixou nova sombra superior, sinalizando topo.

Se o mercado interpretar o movimento como rompimento falso, poderemos ter alguns dias de correção. Na figura (clique para ampliar) IBOV ao meio-dia.

A perda da máxima do dia 08 de agosto em 68.500 não deixa de ser um gatilho de vendas e ponto de referência.

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@TopTraders.Com.BR

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