segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Mercado terá semana agitada


Bom dia investidor!

Os contratos futuros de petróleo operam em queda nesta segunda-feira, pressionados pelo dólar mais forte e por preocupações de que o reduzido apetite pela commodity possa frustrar os esforços de grandes produtores de reduzir a oferta.

Às 9h15 (de Brasília), o petróleo WTI para setembro caía 0,57%, a US$ 48,54 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para outubro recuava 0,69%, a US$ 51,74 o barril, na ICE.

A valorização do dólar pressiona o petróleo. Como a commodity é cotada nesta moeda, nesse caso ela fica mais cara para os detentores de outras divisas, o que reduz o apetite dos investidores.

Investidores mostram-se preocupados com a produção de membros do cartel como Argélia, Iraque e Emirados Árabes, todos descumprindo seu compromisso para conter a produção. A Líbia, excluída do acordo para conter a oferta, busca impulsionar a produção.

Outro fator importante é a produção dos EUA, que tem desacelerado, mas continua a aumentar. No relatório da semana passada, a Baker Hughes informou que o número de poços e plataformas em atividade subiu 3, para 768. A JBC Energy diz que o fluxo extra lança dúvidas sobre os esforços para reequilibrar o mercado. 

A produção industrial da China cresceu 6,4% em julho na comparação com o mesmo mês do mês passado, de acordo com o Escritório Nacional de Estatísticas do País.

Na comparação mensal, a produção industrial subiu 0,41% em julho. 

As vendas no varejo da China avançaram 10,4% em julho ante o mesmo mês do ano passado, de acordo com informações do Escritório Nacional de Estatísticas do país.

Na comparação mensal, as vendas no varejo cresceram 0,73% em julho ante junho. 

Os futuros de cobre operam em baixa em Londres e Nova York, influenciados por indicadores mais fracos do que o esperado da China, o maior consumidor mundial de metais básicos.

Por volta das 9h25 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) recuava 0,8%, a US$ 6.378,50 por tonelada.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre com entrega para setembro tinha baixa de 0,70%, a US$ 2,8915 por libra-peso.

A valorização do índice DXY do dólar nos negócios da manhã também pressiona o cobre, ao torná-lo mais caro para investidores que utilizam outras moedas.

Ao longo da semana, a atenção vai se voltar para desdobramentos das tensões entre EUA e Coreia do Norte, embora tenham diminuído temores de um iminente conflito militar, e também para a publicação da ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), na quarta-feira (16), uma vez que o documento pode trazer indícios de quando o Fed planeja voltar a elevar juros.

Outros metais básicos na LME não tinham direção única: o zinco subia 0,4% no horário indicado acima, a US$ 2.915,50 por tonelada; o alumínio diminuía 0,4%, a US$ 2.035,50 por tonelada; o estanho avançava 0,2%, a US$ 20.380,00 por tonelada; o níquel tinha queda de 0,6%, a US$ 10.585,00 por tonelada; e o chumbo mostrava alta de 0,4%, a US$ 2.344,00 por tonelada. 

Em meio à discussão de mudança das metas fiscais deste ano e de 2018, o presidente Michel Temer abriu na tarde deste sábado o gabinete no Palácio do Planalto para encontro com a equipe econômica. Ele se reuniu com os ministros da Fazenda, Henrique Meirelles, e do Planejamento, Dyogo Oliveira. O ministro Antonio Imbassahy (Secretaria de Governo) também participou. A reunião durou uma hora e trinta minutos.

Antes da discussão econômica, Temer conversou com Sérgio Etchengoyen (Segurança Institucional) e Raul Jungmann (Defesa). No final do dia, o presidente ainda recebeu o ministro da Justiça, Torquato Jardim.

Com dificuldade cada vez maior para obter receitas, a discussão sobre a mudança nas metas fiscais se intensificou nos últimos dias. O tema despertou embates dentro do próprio governo, entre quem defende a austeridade e quem quer afrouxar os gastos para atender a demandas do Congresso Nacional. Articuladores políticos admitem nos bastidores que o que está na mesa agora já é a fatura de votação da segunda denúncia contra o presidente Michel Temer - que sequer foi apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

A equipe econômica já estabeleceu como teto para a revisão de 2017 o déficit obtido no ano passado, de R$ 159,5 bilhões. Hoje, o objetivo é negativo em R$ 139 bilhões.

Para 2018, o governo trabalha para que o rombo passe de déficit de R$ 129 bilhões para R$ 149 bilhões, mantendo a perspectiva de redução do déficit de um ano para o outro. Mas ainda há risco de que o déficit fique em patamar igual em ambos os anos, ou seja, em R$ 159 bilhões.

O Ibovespa tem um sinal de OCO no diário.

O sinal serve de alerta em uma semana marcado pela política interna e fatores de risco no exterior.

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders


contato@TopTraders.Com.BR

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