quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Mercado deve contrariar o consenso e marcar topo


Bom dia investidor!

Os futuros de cobre operam em leve baixa nesta manhã, influenciados por um movimento de realização de lucros após ganhos recentes.

Às 9h30 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) caía 0,14%, a US$ 6.578,50 por tonelada, após atingir ontem o maior nível desde novembro de 2014.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em setembro tinha baixa marginal de 0,05%, a US$ 2,9855 por libra-peso.

Entre outros metais básicos na LME, não havia uma tendência única. No horário indicado acima, o zinco subia 0,78%, a US$ 3.145,50 por tonelada; o alumínio recuava 0,10%, a US$ 2.073,50 por tonelada; o estanho avançava 0,49%, a US$ 20.430,00 por tonelada; o níquel aumentava 0,92%, a US$ 11.550,00 por tonelada; e o chumbo diminuía 0,27%, a US$ 2.415,50 por tonelada. 

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) registrou alta de 0,35% em agosto, após recuar 0,18% em julho.

Com o resultado anunciado hoje, o IPCA-15 acumula aumento de 1,79% no ano. A taxa acumulada em 12 meses até agosto foi de 2,68%. 

A S&P Global Ratings informou hoje que os ratings da Eletrobras não foram imediatamente afetados pelo anúncio da proposta de um plano de privatização. Ontem a estatal anunciou que o Ministério de Minas e Energia recomendaria ao governo federal a privatização da empresa. Entretanto, a data ainda é incerta, visto que essa é ainda uma proposta e depende de aprovações por parte do governo e de autorizações legais e regulatórias.

Depois da confusão gerada pelo encerramento da sessão da comissão mista que votaria a Medida Provisória (MP) 777, que cria a Taxa de Longo Prazo (TLP), a base aliada do governo selou um acordo para retomar os trabalhos do colegiado nesta quarta-feira (23), às 9h. A expectativa, segundo o líder do governo no Congresso, André Moura (PSC-SE), é aprovar a matéria na comissão especial e já levá-la para o plenário da Câmara dos Deputados para votação também amanhã.

O governo corre contra o tempo para aprovar a TLP, que balizará os empréstimos do BNDES e reduzirá os subsídios bancados pelo Tesouro Nacional. A MP precisa ser votada até 6 de setembro para que não caduque, e o ocorrido hoje apenas adicionou tensão à tramitação da proposta.

Com a queda de quase 4% do minério de ferro em Dalian, na China e a baixa moderada do petróleo nessa sessão, o Ibovespa deverá ter pressão vendedora ao longo da sessão.

Os bancos também estão muito esticados e uma correção seria bem-vinda e saudável.

Como a continuidade da alta é consenso e "bastante clara", segundo os especialistas, analistas e entendidos, é muito provável que o mercado contrarie essa leitura do efeito manada e monte topo nesse pregão, naturalmente acompanhado de baixa.

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Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@TopTraders.Com.BR

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