terça-feira, 15 de agosto de 2017

Ibovespa insiste na compra, até quando?


Bom dia investidor!

Os futuros de minério de ferro e vergalhão de aço continuam a cair na China após uma série de advertências de altos funcionários do governo contra a especulação e a subida recentes de preços dos contratos.

Na Bolsa de Xangai, os contratos do vergalhão mais líquido caíram 2,9%, enquanto os futuros de ferro em Dalian cederam 2,2%.

A Bolsa de Futuros de Xangai está aumentando as taxas de transação para os dois principais contratos de vergalhão principais a partir de hoje, na tentativa de reduzir a negociação especulativa.

Na quinta-feira, a associação de aço e ferro do país alertou contra a "má interpretação" sobre políticas de cortes de capacidade e redução de poluição, o que desencadeou um aumento recente nos mercados de vergalhão e do minério de ferro.

Enquanto isso, os dados econômicos chineses recentes estão aumentando a pressão para liquidação, de acordo com a CIFCO Futures. 

A Bolsa de Tóquio fechou em alta nesta terça-feira, em meio à crescente avaliação de que diminuíram as chances de um conflito militar iminente entre EUA e Coreia do Norte e o consequente enfraquecimento do iene frente ao dólar, fator que tende a beneficiar ações de exportadoras negociadas no mercado japonês.

O Nikkei terminou o pregão de hoje com valorização de 1,11%, a 19.753,31 pontos. Com isso, o índice acionário reverteu a perda de 0,98% da sessão anterior.

Os futuros de petróleo operam em baixa nesta manhã, após exibirem certa volatilidade durante a madrugada, ainda repercutindo uma previsão de avanço na produção dos EUA e uma queda na demanda de refinarias da China, que fizeram os preços sofrer um tombo de mais de 2,5% na sessão anterior e atingir os menores níveis em três semanas.

Às 9h07 (de Brasília), o barril do petróleo tipo Brent para outubro tinha queda de 0,65% na IntercontinentalExchange (ICE), a US$ 50,40, enquanto o do WTI para setembro recuava 0,48% na New York Mercantile Exchange (Nymex), a US$ 47,36.

Os contratos futuros de cobre operam de lado, um dia após uma sessão negativa, quando indicadores da China frustraram as expectativas. Hoje, o dólar em geral mais forte pressiona os contratos, que oscilam perto da estabilidade.

Às 9h10 (de Brasília), o cobre para três meses subia 0,17%, a US$ 6.415 a tonelada, na London Metal Exchange (LME). O cobre para setembro avançava 0,05%, a US$ 2,9060 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

O dólar mais forte em geral pressiona o cobre, cotado nesta moeda, já que com isso ele fica mais caro para os detentores de outras divisas. Isso reduz o apetite dos investidores. Por outro lado, pode haver uma discreta recuperação nesta sessão, após o recuo de ontem.

Na quarta-feira, há expectativa pela divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve (Fed, o banco central americano). Investidores buscam sinais sobre quando os Estados Unidos podem ter nova alta de juros, o que provavelmente mexerá com o câmbio e, consequentemente, influirá nos mercados de commodities.

Entre outros metais básicos negociados na LME, o zinco subia 1,16%, a US$ 2.955 a tonelada, o alumínio avançava 0,59%, a US$ 2.039 a tonelada, o estanho ganhava 0,42%, a US$ 20.370 a tonelada, o níquel tinha alta de 0,10%, a US$ 10.435 a tonelada, e o chumbo subia 1,41%, a US$ 2.375 a tonelada. 

O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, reservou a parte final de seu discurso em São Paulo na noite de ontem, 14, para defender a nova Taxa de Longo Prazo (TLP), que servirá de base para os empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e vem recebendo críticas do setor privado.

O dirigente ressaltou que "supostos efeitos adversos de curto prazo" da TLP têm sido muito enfatizados, enquanto os ganhos para a sociedade têm sido minimizados. "Essa mudança proporciona maior potência à política monetária, reforça a queda da taxa de juros estrutural da economia, incentiva o financiamento privado de longo prazo e o desenvolvimento do mercado de capitais, e dá maior agilidade na administração do empréstimos pelo BNDES", afirmou Ilan, de acordo com discurso divulgado pelo BC.

O Ibovespa anulou o OCO indicado na leitura de ontem e marcou a máxima intradiária desde a quinta-feira negra.

Fechou sobre a LTB de médio prazo e com leve sombra superior.

A tendência é de alta mas temos chance de topo duplo.

Se fraquejar, trabalhar e fechar abaixo da LTB será um sinal de alerta.


Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@TopTraders.Com.BR

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