terça-feira, 8 de agosto de 2017

Ibovespa em ponto decisivo


Bom dia investidor!

Os futuros de petróleo operam com tendência de alta nesta manhã, em meio a notícias de que a Arábia Saudita planeja reduzir exportações para a Ásia no próximo mês e após dados sinalizarem que a demanda da China pela commodity permanece forte.

Às 7h59 (de Brasília), o barril do petróleo tipo Brent para outubro subia 0,10% na IntercontinentalExchange (ICE), a US$ 52,42, enquanto o do WTI para setembro avançava 0,28% na New York Mercantile Exchange (Nymex), a US$ 49,53.

A Arábia Saudita, maior produtor mundial de petróleo, deverá cortar seu fornecimento para a Ásia em até 10% em setembro, como parte de esforços para lidar com o excesso de oferta global, segundo múltiplas fontes.

O cobre recua na manhã desta terça-feira, com investidor realizando lucros após o metal básico atingir a máxima em dois anos em Londres na segunda-feira. Além disso, investidores reagiam a indicadores do comércio da China.

Às 9h45 (de Brasília), o cobre para três meses caía 0,51%, a US$ 6.386 a tonelada, na London Metal Exchange (LME), e o cobre para setembro tinha baixa de 0,22%, a US$ 2,9005 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

Contribuiu para diminuir o otimismo dos investidores o relatório da balança comercial chinesa de julho, divulgado nesta madrugada. O Commerzbank apontou que os números vieram "um pouco abaixo do esperado", com importações de cobre firmes pelo terceiro mês consecutivo, mas em baixa na comparação anual.

O impacto desses números, porém, devem ser temporários, segundo Fu. "A produção de cobre de julho da China poderia ser mais baixa", comentou a estrategista, acrescentando que a China tem reforçado as reformas do lado da oferta, o que pode apoiar os preços no mais longo prazo.

Investidores esperam ainda os dados de inflação ao consumidor dos Estados Unidos, que saem na sexta-feira. Os números "poderiam determinar a trajetória da política monetária" no país, segundo Simona Gambarini, economista que acompanha commodities da Capital Economics.

Entre outros metais básicos negociados na LME, o zinco subia 0,24%, a US$ 2.880,50 a tonelada, o alumínio recuava 0,89%, a US$ 1.991 a tonelada, o estanho cedia 0,34%, a US$ 20.480 a tonelada, o níquel caía 0,58%, a US$ 10.320 a tonelada, e o chumbo tinha baixa de 0,06%, a US$ 2.367 a tonelada. 

A balança comercial da China registrou um superávit de US$ 46,74 bilhões em julho ante US$ 42,77 bilhões em junho, de acordo com dados divulgados hoje pela Administração Geral das Alfândegas.

As exportações chinesas avançaram pelo quinto mês seguido em julho, mas num ritmo mais lento, sugerindo uma possível atenuação da demanda externa por bens produzidos no gigante asiático.

As exportações subiram 7,2% em julho ante o mesmo período do ano passado, na sequência de um crescimento de 11,3% em junho, de acordo com o governo. Economistas esperaram crescimento de 10,5% no mês passado.

As importações avançaram 11% em julho, na comparação com o mesmo mês de 2016, ante uma expansão de 17,2% em junho. O avanço foi menor que o ganho de 16,4% esperado pelo mercado. 

Em relação a junho do ano passado, o setor industrial no Brasil registrou expansão em junho deste ano em oito dos 15 locais que integram a Pesquisa Industrial Mensal - Produção Física Regional, divulgada há pouco pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).


IBOV ainda tateando 10h50 - Clique para ampliar

O Ibovespa recuperou as perdas da quinta-feira negra.

Está perto de uma LTA (pontilhada em vermelho) que derrubou os preços naquele episódio.

Pela distância da média móvel exponencial de 21 períodos, o pregão de hoje poderá dar mais um suspiro e tocar efetivamente a linha, ou sinalizar correção, buscando novos compradores que sustentem a tendência e desejam comprar com desconto.

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@TopTraders.Com.BR

Nenhum comentário:

Postar um comentário