quarta-feira, 30 de agosto de 2017

EUA em pauta



Bom dia investidor!

O Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos avançou a uma taxa anualizada de 3,0% entre abril e junho deste ano, considerando-se ajustes sazonais. Economistas consultados pelo Wall Street Journal esperavam crescimento um pouco menor, de 2,8%. Este foi o resultado mais forte desde o primeiro trimestre de 2015.

O avanço no segundo trimestre mostra uma recuperação da economia americana, que cresceu 1,2% nos três primeiros meses do ano, segundo o Departamento do Comércio dos EUA.

Os gastos com consumidores, que representam cerca de dois terços do PIB, avançaram à taxa anualizada de 3,3% no último trimestre, acima da estimativa anterior de 2,8%. Gastos mais fortes com consumo se aliam a dados que mostram que a confiança dos consumidores está mais forte em solo americano neste ano.

O setor privado dos EUA criou 237 mil empregos em agosto, segundo pesquisa divulgada hoje pela Automatic Data Processing/Macroeconomic Advisers (ADP/MA). O resultado bem acima da expectativa de analistas consultados pela Dow Jones Newswires, que previam geração de 185 mil postos de trabalho neste mês.

O dado de criação de vagas pelo setor privado em julho foi revisado para cima, de 178 mil para 201 mil.

A pesquisa da ADP/MA é considerada uma prévia do relatório mensal sobre o mercado de trabalho do governo dos EUA (o chamado "payroll"), que engloba também dados do setor público e será divulgado amanhã. 

A tempestade tropical Harvey deve, no fim das contas, ser negativa para os preços do petróleo, na avaliação do Goldman Sachs. "Nós continuamos a ver Harvey como um evento no fim das contas provavelmente negativo para o mercado do petróleo em geral, com mais perdas na demanda que na oferta", afirma o banco.

O Goldman Sachs aponta que a recuperação da produção americana já começou, embora o fenômeno ainda cause muitas chuvas. "Especificamente, nós estimamos que a perda inicial em um mês na demanda por petróleo deve superar 700 mil barris por dia", afirma o banco. "O Estado do Texas tem demanda por petróleo de quase 3,1 milhões de barris por dia e a população da grande Houston e de Woodlands e Sugar Land, de 6,9 milhões de pessoas, representa 24% do total da população do Texas", aponta o Goldman, referindo-se a áreas atingidas pelas chuvas.

Os contratos futuros de petróleo recuavam na manhã desta quarta-feira, enquanto os futuros de gasolina avançavam, após a tempestade tropical Harvey causar enchentes no Texas e prejudicar a capacidade de refino dos Estados Unidos, o que gera temores de falta de combustível. O contrato futuro benchmark de gasolina operava em alta de quase 2%, a US$ 1,60 o galão, na New York Mercantile Exchange (Nymex), após fechar na terça-feira perto da máxima em dois anos.

Às 10h (de Brasília), o petróleo WTI para outubro caía 0,62%, a US$ 46,15 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para novembro tinha baixa de 0,41%, a US$ 51,45 o barril, na ICE.

O cobre recua na manhã desta quarta-feira, embora sem muito impulso, em meio a uma valorização do dólar em geral. Ontem, a moeda americana mais fraca beneficiou os contratos do metal, mas hoje o movimento é inverso.

Às 10h10 (de Brasília), o cobre para três meses caía 0,23%, a US$ 6.789 a tonelada, na London Metal Exchange (LME). O cobre para dezembro tinha baixa de 0,24%, a US$ 3,0970 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

Entre outros metais básicos negociados na LME, o zinco subia 0,39%, a US$ 3.124 a tonelada, o alumínio recuava 0,22%, a US$ 2.087,50 a tonelada, o estanho tinha baixa de 0,22%, a US$ 20.405 a tonelada, o níquel caía 0,55%, a US$ 11.665 a tonelada, e o chumbo cedia 0,19%, a US$ 2.381,50 a tonelada. 

A redução de volume no Ibovespa, juntamente com queda do minério e petróleo, podem conduzir os negócios com a venda dominante, em um cenário de  exaustão da ponta compradora no mercado doméstico.

Uma quantidade menor de pessoas estaria dispostas a pagar os preços atuais acreditando em um bom risco x retorno, materializando um processo de distribuição de preços.

Clique no gráfico para ampliar.

Porém essa força vendedora ainda é tímida, o que equilibra forças entre ursos e touros.

Na minha ótica, um mergulho para testar o topo anterior em 69.490 é questão de tempo, lembrando que na bolsa o famoso "timing" é dinheiro.

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders


contato@TopTraders.Com.BR

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