quinta-feira, 31 de agosto de 2017

China eleva os negócios na abertura


Bom dia investidor!

A fila do desemprego no País contava com 13,326 milhões de pessoas no trimestre encerrado em julho, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado significa que há mais 1,480 milhão de desempregados em relação a um ano antes, o equivalente a um aumento de 12,5%. Por outro lado, o total de ocupados aumentou 0,2% no período de um ano, o equivalente à criação de 190 mil postos de trabalho.

Como consequência, a taxa de desemprego passou de 11,6% no trimestre encerrado em julho de 2016 para 12,8% no trimestre até julho de 2017.

Os futuros de cobre operam em alta significativa nesta manhã, reagindo a dados melhores do que o esperado da atividade manufatureira da China, o maior consumidor mundial de metais básicos.

O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) oficial de manufatura da China subiu de 51,4 em julho para 51,7 em agosto, surpreendendo analistas, que previam leve baixa do indicador, a 51,3. Leituras acima de 50,0 indicam expansão de atividade.

Por outro lado, o PMI oficial chinês de serviços diminuiu de 54,5 em julho para 53,4 neste mês.

De qualquer forma, as leituras acima de 50,0 indicam que a atividade do gigante asiático permanece em expansão, por 13 meses consecutivos no caso da manufatura.

Por volta das 10h10 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) avançava 0,94%, a US$ 6.840,00 por tonelada, se aproximando dos maiores níveis em três anos.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em dezembro tinha alta de 1,20%, a US$ 3,1240 por libra-peso.

Entre outros metais na LME, a valorização era quase generalizada: o zinco subia 1,39%, a US$ 3.129,00 por tonelada; o alumínio ganhava 1,05%, a US$ 2.115,00 por tonelada; o níquel aumentava 0,86%, a US$ 11.710,00 por tonelada; e o chumbo avançava 0,50%, a US$ 2.390,00 por tonelada. Única exceção, o pouco negociado estanho caía 0,17%, a US$ 20.620,00 por tonelada. 

Passava das três e meia da madrugada quando Eunício Oliveira encerrou a sessão no Congresso Nacional, sem concluir a votação da proposta que revisa as metas fiscais deste ano e dos próximos. O texto-base foi aprovado, mas o plenário esvaziou e faltou quórum para as duas últimas emendas. Nova sessão foi convocada para a 3ªF da semana que vem, o que significa que o Orçamento/2018 terá como base o déficit de R$ 129 bilhões.

Ontem o Ibovespa teve uma sessão negativa, com bom volume financeiro.


Hoje temos alta na abertura, seguindo o ritmo no exterior.

Se a mínima de ontem for perdida (70.755), o sinal deverá prevalecer e teremos pressão vendedora.

A forte alta do setor de mineração e siderurgia na abertura deverá contrastar com o setor financeiro, pelo menos na teoria.

Gráfico intradiário agora às 10h30. Clique para ampliar.

Vamos ver qual prevalecerá e arrastará o outro com efeito manada.

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@TopTraders.Com.BR

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

EUA em pauta



Bom dia investidor!

O Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos avançou a uma taxa anualizada de 3,0% entre abril e junho deste ano, considerando-se ajustes sazonais. Economistas consultados pelo Wall Street Journal esperavam crescimento um pouco menor, de 2,8%. Este foi o resultado mais forte desde o primeiro trimestre de 2015.

O avanço no segundo trimestre mostra uma recuperação da economia americana, que cresceu 1,2% nos três primeiros meses do ano, segundo o Departamento do Comércio dos EUA.

Os gastos com consumidores, que representam cerca de dois terços do PIB, avançaram à taxa anualizada de 3,3% no último trimestre, acima da estimativa anterior de 2,8%. Gastos mais fortes com consumo se aliam a dados que mostram que a confiança dos consumidores está mais forte em solo americano neste ano.

O setor privado dos EUA criou 237 mil empregos em agosto, segundo pesquisa divulgada hoje pela Automatic Data Processing/Macroeconomic Advisers (ADP/MA). O resultado bem acima da expectativa de analistas consultados pela Dow Jones Newswires, que previam geração de 185 mil postos de trabalho neste mês.

O dado de criação de vagas pelo setor privado em julho foi revisado para cima, de 178 mil para 201 mil.

A pesquisa da ADP/MA é considerada uma prévia do relatório mensal sobre o mercado de trabalho do governo dos EUA (o chamado "payroll"), que engloba também dados do setor público e será divulgado amanhã. 

A tempestade tropical Harvey deve, no fim das contas, ser negativa para os preços do petróleo, na avaliação do Goldman Sachs. "Nós continuamos a ver Harvey como um evento no fim das contas provavelmente negativo para o mercado do petróleo em geral, com mais perdas na demanda que na oferta", afirma o banco.

O Goldman Sachs aponta que a recuperação da produção americana já começou, embora o fenômeno ainda cause muitas chuvas. "Especificamente, nós estimamos que a perda inicial em um mês na demanda por petróleo deve superar 700 mil barris por dia", afirma o banco. "O Estado do Texas tem demanda por petróleo de quase 3,1 milhões de barris por dia e a população da grande Houston e de Woodlands e Sugar Land, de 6,9 milhões de pessoas, representa 24% do total da população do Texas", aponta o Goldman, referindo-se a áreas atingidas pelas chuvas.

Os contratos futuros de petróleo recuavam na manhã desta quarta-feira, enquanto os futuros de gasolina avançavam, após a tempestade tropical Harvey causar enchentes no Texas e prejudicar a capacidade de refino dos Estados Unidos, o que gera temores de falta de combustível. O contrato futuro benchmark de gasolina operava em alta de quase 2%, a US$ 1,60 o galão, na New York Mercantile Exchange (Nymex), após fechar na terça-feira perto da máxima em dois anos.

Às 10h (de Brasília), o petróleo WTI para outubro caía 0,62%, a US$ 46,15 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para novembro tinha baixa de 0,41%, a US$ 51,45 o barril, na ICE.

O cobre recua na manhã desta quarta-feira, embora sem muito impulso, em meio a uma valorização do dólar em geral. Ontem, a moeda americana mais fraca beneficiou os contratos do metal, mas hoje o movimento é inverso.

Às 10h10 (de Brasília), o cobre para três meses caía 0,23%, a US$ 6.789 a tonelada, na London Metal Exchange (LME). O cobre para dezembro tinha baixa de 0,24%, a US$ 3,0970 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

Entre outros metais básicos negociados na LME, o zinco subia 0,39%, a US$ 3.124 a tonelada, o alumínio recuava 0,22%, a US$ 2.087,50 a tonelada, o estanho tinha baixa de 0,22%, a US$ 20.405 a tonelada, o níquel caía 0,55%, a US$ 11.665 a tonelada, e o chumbo cedia 0,19%, a US$ 2.381,50 a tonelada. 

A redução de volume no Ibovespa, juntamente com queda do minério e petróleo, podem conduzir os negócios com a venda dominante, em um cenário de  exaustão da ponta compradora no mercado doméstico.

Uma quantidade menor de pessoas estaria dispostas a pagar os preços atuais acreditando em um bom risco x retorno, materializando um processo de distribuição de preços.

Clique no gráfico para ampliar.

Porém essa força vendedora ainda é tímida, o que equilibra forças entre ursos e touros.

Na minha ótica, um mergulho para testar o topo anterior em 69.490 é questão de tempo, lembrando que na bolsa o famoso "timing" é dinheiro.

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders


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terça-feira, 29 de agosto de 2017

Coreia do Norte imprime baixa no exterior


Bom dia investidor!

Cobre e de outros metais operam em alta e dólar se desvaloriza em meio a novas preocupações com a Coreia do Norte. >>> LEIA MAIS >>>

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira que "todas as opções estão sobre a mesa" para responder ao teste de míssil realizado pela Coreia do Norte que cruzou o espaço aéreo do Japão. Trump disse que as ações "ameaçadoras e desestabilizadoras" do tipo só aumentam o isolamento do regime de Pyongyang.

As declarações constam de uma nota divulgada pela Casa Branca nesta manhã, intitulada "Comunicado do presidente Donald J. Trump sobre a Coreia do Norte". No texto, o presidente americano diz que o mundo recebeu "claramente" a mais recente mensagem do país. Segundo a avaliação de Trump, o regime de Kim Jong Un sinalizou seu desprezo pelos vizinhos, por todos os membros da Organização das Nações Unidas e por "padrões mínimos de comportamento internacional aceitável". Na foto do UOL, Ahn Young-joon/AP, coreanos acompanham os testes, pela TV.

Os contratos de petróleo operam sem sinal único na manhã desta terça-feira, com investidores ainda atentos aos impactos da tempestade tropical Harvey na região do Golfo do México. O mercado ponderava sobre o possível impacto da tempestade sobre a oferta e a demanda da commodity. Por outro lado, o dólar mais fraco contrabalançava o movimento e deixava o contrato em Nova York de lado.

Às 9h10 (de Brasília), o petróleo WTI para outubro subia 0,11%, a US$ 46,62 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para novembro recuava 0,39%, a US$ 51,22 o barril, na ICE.

A enchente causada pela tempestade tropical Harvey provocou queda de 2,72% no contrato do WTI na segunda-feira, enquanto o Brent caiu 0,99%. Investidores temem que problemas nas refinarias da região prejudiquem a demanda pelo petróleo.

Os futuros de cobre e de outros metais básicos operam em alta, à medida que o dólar se desvaloriza em meio a novas preocupações com a Coreia do Norte.

Por volta das 9h15 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) subia 1,46%, a US$ 6.802,00 por tonelada, atingindo o maior nível desde setembro de 2014.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em dezembro tinha alta de 0,57%, a US$ 3,1035 por libra-peso.

Entre outros metais na LME, os ganhos era generalizados: o zinco avançava 1,61% às 9h20 (de Brasília), a US$ 3.118,00 por tonelada; enquanto o alumínio valorizava 0,75%, a US$ 2.087,00 por tonelada; o estanho aumentava 0,56%, a US$ 20.535,00 por tonelada; o níquel saltava 2,88%, a US$ 11.800,00 por tonelada; e o chumbo subia 2,30%, a US$ 2.379,00 por tonelada. 

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), evitou ontem responder a uma pergunta sobre uma possível segunda denúncia da Procuradora-Geral da República (PGR) contra o presidente Michel Temer. Ao ser questionado sobre se a base aliada do governo teria força suficiente para barrar a segunda denúncia da PGR, como ocorreu com a primeira, o parlamentar se limitou a dizer que ocupa o cargo de presidente da Câmara.

Além disso, Maia comentou as críticas feitas ao Congresso pelo ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), e disse que Fux é um dos ministros mais preparados e mais equilibrados. 

O Ibovespa mostra menor volume e candles de equilíbrio nas duas últimas sessões, sinais típicos de correção à vista. Clique no gráfico para ampliar.

Hoje devemos ter os ursos no comando, sendo a média móvel de 5 períodos o primeiro suporte a ser testado.

Dificilmente o benchamrk terá fôlego para novas escaladas sem antes testar ao menos a LTA pontilhada em azul ou mesmo o topo anterior em 69.490.


Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan

Diretor da TopTraders
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segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Política e commodities no radar


Bom dia investidor!

O lucro das maiores empresas do setor industrial da China aumentou 16,5% em julho ante igual mês do ano passado, perdendo força em relação ao avanço de junho, de 19,1%, segundo dados publicados pelo Escritório Nacional de Estatísticas (NBS, na sigla em inglês) do país.

A desaceleração dos ganhos veio num momento em que Pequim vem implementando medidas para reduzir o endividamento das empresas e coibir especulação no setor imobiliário.

Entre janeiro e julho, o lucro de companhias da indústria chinesa com receita anual superior a 20 milhões de yuans (em torno de US$ 3 milhões) superou 4,2 trilhões de yuans, representando acréscimo de 21,2% em relação ao mesmo período de 2016, de acordo com a agência de notícias estatal Xinhua. 

Os futuros de petróleo operam em baixa nesta manhã, após a agora tempestade tropical Harvey paralisar quase 15% da capacidade de refino dos EUA e causar prejuízos de extensão ainda desconhecida.

Ainda na forma de furacão, o Harvey atingiu a costa do Texas no sábado (26), causando mortes, graves alagamentos e fechando refinarias, incluindo a unidade da ExxonMobil em Baytown, que é menor apenas que a da Saudi Aramco em Port Arthur. Esta segunda unidade está na trajetória da tempestade.

Petrolíferas ainda tentam avaliar o alcance dos danos, e provavelmente, serão necessários mais alguns dias para que se possa estimar quanto tempo as refinarias ficarão fechadas, segundo Ric Spooner, estrategista da CMC Markets.

Às 9h31 (de Brasília), o barril do petróleo tipo Brent para outubro caía 0,06% na IntercontinentalExchange (ICE), a US$ 52,38, enquanto o do WTI para o mesmo mês tinha queda mais expressiva na New York Mercantile Exchange (Nymex), de 1,15% , a US$ 47,32.

Os economistas do mercado financeiro projetam um novo corte de 1 ponto porcentual da Selic (a taxa básica de juros) em setembro, de 9,25% para 8,25% ao ano, indicou hoje a abertura dos dados do Relatório de Mercado Focus. Nas últimas semanas, eles já projetavam um corte nesta magnitude.

A abertura dos dados mostra que a mediana da Selic em setembro está em 8,25% ao ano. Para outubro, a projeção é de corte de 0,75 ponto porcentual e, para dezembro, de corte de 0,25 ponto. Assim, a Selic encerraria o ano em 7,25% ao ano.

A abertura dos dados mostra que a Selic continuaria no patamar de 7,25% ao ano até o mês de dezembro de 2018, quando passaria por um aumento de 0,25 ponto, para 7,50% ao ano.

O presidente Michel Temer se reuniu ontem com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil), Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência) e Henrique Meirelles (Fazenda) no Palácio do Jaburu, residência oficial da vice-presidência da República na capital federal.

No encontro, os principais nomes do governo definiram a estratégia para as prioridades do governo durante a viagem que Temer fará à China. Padilha, Moreira e Meirelles ficarão no Brasil e deverão acompanhar de perto as votações que interessam ao governo no Congresso. O presidente embarca na terça-feira (29) para participar da reunião do Brics e só retorna ao Brasil dia 6 de setembro.

Uma das prioridades do governo nesta semana é a aprovação do projeto que altera as metas fiscais de 2017 e 2018 e a conclusão do debate da Medida Provisória que cria a TLP, nova taxa de juros para empréstimos do BNDES. O Planalto também espera avançar com a discussão sobre o programa de parcelamento de débitos tributários, o Refis.


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O Ibovespa desenhou um doji na sexta-feira, o que significa que ursos e touros equilibraram forças naquele pregão, após uma forte escalada.

A perda da mínima desse candle (70.800), se ocorrer, confirmaria uma correção de curto prazo, desde que seja em fechamento e com volume expressivo.

Pelas distância da média móvel de 21 períodos seria o desenho mais provável.



Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan

Diretor da TopTraders
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sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Mercado aguarda Yellen (11h)


Bom dia investidor!

O cobre opera em alta nesta sexta-feira, apoiado pelo prolongado otimismo sobre a economia chinesa. Além disso, investidores aguardam eventuais novidades sobre a política monetária dos Estados Unidos e da zona do euro.

Às 8h45 (de Brasília), o cobre para três meses subia 0,30%, a US$ 6.716 a tonelada. O cobre para setembro avançava 0,44%, a US$ 3,0475 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

O cobre continua a atingir novas máximas em dois anos e meio. Os níveis vistos pela última vez em novembro de 2014 são resultado das apostas de investidores de que continuarão a sair números fortes da economia da China.


O mercado pode, porém, ser afetado antes disso, com os preços oscilando pouco antes de discursos nesta sexta-feira da presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Janet Yellen, e do presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, no simpósio do BC dos EUA em Jackson Hole, Wyoming. Qualquer sinal sobre a política futura dos bancos centrais pode provocar mudanças no dólar e consequentemente afetar o cobre.

Entre outros metais básicos negociados na LME, o zinco subia 0,48%, a US$ 3.126,50 a tonelada, o alumínio avançava 0,19%, a US$ 2.102 a tonelada, o estanho recuava 0,19%, a US$ 20.440 a tonelada, o níquel tinha baixa de 0,68%, a US$ 11.665 a tonelada, e o chumbo tinha ganho de 0,38%, a US$ 2.368 a tonelada. 

Os preços do petróleo operam em alta nesta sexta-feira, recuperando parte das perdas da quinta-feira, motivadas pelo temor com um furacão que se move rumo à costa do Golfo dos Estados Unidos e que poderia levar a um aumento nos estoques da commodity.

Às 8h41 (de Brasília), o petróleo WTI para outubro subia 0,65%, a US$ 47,74 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para outubro avançava 0,61%, a US$ 52,36 o barril, na ICE.

Na agenda, a Baker Hughes informa às 14h o número de poços e plataformas em atividade nos EUA.

O índice de sentimento das empresas da Alemanha recuou ligeiramente em agosto, a 115,9, após atingir a máxima histórica de 116 em julho, segundo pesquisa divulgada hoje pelo instituto alemão Ifo. Analistas consultados pelo The Wall Street Journal, contudo, previam queda maior do indicador a 115,5.

Apenas o subíndice de condições atuais caiu para 124,6 em agosto, de 125,5 em julho. Por outro lado, o subíndice sobre as expectativas das empresas para os próximos seis meses aumentou neste mês a 107,9, de 107,3 em julho.

O Ifo entrevista cerca de 7.000 empresas dos setores de manufatura, construção, atacado e varejo para sua pesquisa mensal. 

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse ontem que o governo mapeou medidas compensatórias a serem adotadas caso a reforma da Previdência seja derrubada, ao menos em parte, no Congresso.

Segundo Meirelles, muitos pontos da Previdência podem ser alterados por meio de projetos que não dependem do mesmo quórum da proposta que pretende mudar as regras da aposentadoria, de um aval de três quintos do Congresso por ser uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC). O ministro evitou, porém, adiantar detalhes das medidas avaliadas pela equipe econômica para o caso de a reforma da Previdência não passar "integralmente".


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O Ibovespa segue em tendência de alta.

Pela primeira vez desde o fundo de junho se distanciou da média móvel de 5 períodos.

A euforia é grande.

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders


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quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Ibovespa segue em alta, até quando?


Bom dia investidor!

Os futuros de cobre operam em alta nesta manhã, com os investidores à espera de eventuais novidades de uma conferência do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA).

Por volta das 9h40 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) subia 0,54%, a US$ 6.619,00 por tonelada, atingindo novas máximas em vários anos, após sucumbir a um movimento de realização de lucros na sessão anterior.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em setembro avançava 0,55%, a US$ 2,9970 por libra-peso.

Entre outros metais básicos na LME, não havia uma tendência única. No horário indicado acima, o zinco subia 0,13%, a US$ 3.111,50 por tonelada; o alumínio recuava 0,78%, a US$ 2.092,00 por tonelada; o estanho tinha alta marginal de 0,02%, a US$ 20.485,00 por tonelada; o níquel caía 0,64%, a US$ 11.710,00 por tonelada; e o chumbo diminuía 0,38%, a US$ 2.378,00 por tonelada. 

Os contratos futuros de petróleo operam em baixa na manhã desta quinta-feira, prosseguindo dentro da mesma faixa estreita onde tem oscilado ao longo do último mês. Investidores mostram cautela sobre se o excesso de oferta no mercado está finalmente desaparecendo. O quadro foi mantido mesmo após a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) sinalizar que poderia estender os cortes na produção para além do primeiro trimestre do próximo ano.

Às 9h56 (de Brasília), o petróleo WTI para outubro caía 0,62%, a US$ 48,11 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para outubro recuava 0,53%, a US$ 52,29 o barril, na ICE.

Fed inicia hoje seu simpósio anual em Jackson Hole (Wyoming), mas a maior expectativa é para amanhã, quando os presidentes do BC americano, Janet Yellen, e do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, farão discursos. Investidores ficarão atentos a possíveis sinais da trajetória das políticas monetárias dos EUA e da zona do euro.

A Moody's afirma que o perfil de crédito dos Estados Unidos é bem apoiado diante de suas "formidáveis fortalezas", mas os crescentes gastos mostram a importância de uma política fiscal eficaz para o perfil de crédito do país nos próximos anos, avalia a agência em seu relatório anual de análise de crédito sobre os EUA.

O rating AAA, com perspectiva estável, é sustentado por uma economia dinâmica e competitiva, pelo papel único que o dólar tem nos mercados financeiros globais e pelo fato de o país possuir o mercado de bônus com mais liquidez no mundo. Isso permite que os EUA possuam mais dívida que outros soberanos, aponta a agência. Os EUA enfrentam, porém, "importantes desafios de crédito, particularmente com relação à sua posição fiscal", afirma a Moody's.

Após dar início à votação da Proposta de Emenda Constitucional da reforma política, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), encerrou a sessão e adiou pela terceira vez a discussão sobre os principais pontos do texto: a modificação no sistema eleitoral e a criação de um fundo abastecido com verbas públicas para as campanhas.

Maia anunciou que a votação deve ser retomada na próxima terça-feira (29). A ideia agora é usar o placar dos requerimentos votados nesta quarta para traçar uma maneira de aprovar a mudança do sistema proporcional para o distritão e a criação do fundo público eleitoral. Cada um dos artigos será votado separadamente e precisará de 308 votos.

O mercado doméstico segue em alta, dentro de uma tendência de alta forte, amparada em alguns momentos por drivers internos, outrora externos como commodities ou praças na Europa e EUA.


IBOVESPA neste começo de pregão, às 10h20 - clique para ampliar

O Ibovespa está esticado e longe da média móvel de 21 períodos.

Uma correção, sem mudar a inclinação altista de médio ou mesmo curto prazo, seria o caminho mais provável e saudável, proporcionando a entrada de novos investidores e dando fôlego ao benchmark.

Nesse caso o primeiro alvo ficaria no topo anterior em 69.490.

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
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quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Mercado deve contrariar o consenso e marcar topo


Bom dia investidor!

Os futuros de cobre operam em leve baixa nesta manhã, influenciados por um movimento de realização de lucros após ganhos recentes.

Às 9h30 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) caía 0,14%, a US$ 6.578,50 por tonelada, após atingir ontem o maior nível desde novembro de 2014.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em setembro tinha baixa marginal de 0,05%, a US$ 2,9855 por libra-peso.

Entre outros metais básicos na LME, não havia uma tendência única. No horário indicado acima, o zinco subia 0,78%, a US$ 3.145,50 por tonelada; o alumínio recuava 0,10%, a US$ 2.073,50 por tonelada; o estanho avançava 0,49%, a US$ 20.430,00 por tonelada; o níquel aumentava 0,92%, a US$ 11.550,00 por tonelada; e o chumbo diminuía 0,27%, a US$ 2.415,50 por tonelada. 

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) registrou alta de 0,35% em agosto, após recuar 0,18% em julho.

Com o resultado anunciado hoje, o IPCA-15 acumula aumento de 1,79% no ano. A taxa acumulada em 12 meses até agosto foi de 2,68%. 

A S&P Global Ratings informou hoje que os ratings da Eletrobras não foram imediatamente afetados pelo anúncio da proposta de um plano de privatização. Ontem a estatal anunciou que o Ministério de Minas e Energia recomendaria ao governo federal a privatização da empresa. Entretanto, a data ainda é incerta, visto que essa é ainda uma proposta e depende de aprovações por parte do governo e de autorizações legais e regulatórias.

Depois da confusão gerada pelo encerramento da sessão da comissão mista que votaria a Medida Provisória (MP) 777, que cria a Taxa de Longo Prazo (TLP), a base aliada do governo selou um acordo para retomar os trabalhos do colegiado nesta quarta-feira (23), às 9h. A expectativa, segundo o líder do governo no Congresso, André Moura (PSC-SE), é aprovar a matéria na comissão especial e já levá-la para o plenário da Câmara dos Deputados para votação também amanhã.

O governo corre contra o tempo para aprovar a TLP, que balizará os empréstimos do BNDES e reduzirá os subsídios bancados pelo Tesouro Nacional. A MP precisa ser votada até 6 de setembro para que não caduque, e o ocorrido hoje apenas adicionou tensão à tramitação da proposta.

Com a queda de quase 4% do minério de ferro em Dalian, na China e a baixa moderada do petróleo nessa sessão, o Ibovespa deverá ter pressão vendedora ao longo da sessão.

Os bancos também estão muito esticados e uma correção seria bem-vinda e saudável.

Como a continuidade da alta é consenso e "bastante clara", segundo os especialistas, analistas e entendidos, é muito provável que o mercado contrarie essa leitura do efeito manada e monte topo nesse pregão, naturalmente acompanhado de baixa.

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Bons negócios!

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sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Correção ou reversão?


Bom dia investidor!

Os futuros de cobre operam em leve alta em Londres e Nova York, em meio a um movimento especulativo e a fraqueza do dólar.

Por volta das 9h30 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) subia 0,35%, a US$ 6.495,00 por tonelada.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre com entrega em setembro tinha alta de 0,05%, a US$ 2,9395 por libra-peso.

Entre outros metais na LME, a tendência também era positiva: o zinco avançava 2,18% no horário indicado acima, a US$ 3.117,50 por tonelada; o alumínio subia 0,77%, a US$ 2.082,50 por tonelada; o estanho aumentava 0,40%, a US$ 20.280,00 por tonelada; o níquel exibia alta de 1,31%, a US$ 10.815,00 por tonelada; e o chumbo tinha ganho de 0,77%, a US$ 2.426,50 por tonelada. 

Os contratos futuros de petróleo operavam em alta modesta na manhã desta sexta-feira. O dólar um pouco mais fraco colaborava para o movimento, enquanto investidores monitoravam os estoques dos Estados Unidos.

Às 9h47 (de Brasília), o petróleo WTI para outubro, contrato mais líquido, subia 0,34%, a US$ 47,40 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para outubro avançava 0,22%, a US$ 51,14 o barril, na ICE.

Na agenda, às 14h a Baker Hughes divulga seu relatório semanal sobre poços e plataformas em atividade nos EUA na última semana. 

O preço médio de moradias novas em 70 cidades chinesas aumentou 9,3% em julho ante o mesmo mês do ano passado, na comparação com uma alta de 9,6% em junho, de acordo com dados divulgados hoje pelo Escritório Nacional de Estatísticas do país.

Na comparação mensal, o preço médio de moradias novas subiu 0,5% em julho ante junho, quando houve um ganho mensal de 0,7%.

A Polícia Federal cumpre nesta sexta-feira, 18, mandados das fases 43 e 44 da Operação Lava Jato. As duas etapas da investigação foram deflagradas simultaneamente, fato inédito nessa operação.

O ex-deputado Cândido Vaccarezza, ex-líder dos governos petistas de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados, é alvo de mandado de prisão expedido pelo juiz federal Sérgio Moro.

A Petrobras anuncia redução dos preços da gasolina em 1,4% e aumento do diesel de 0,4% a partir deste sábado, 19, nas refinarias.

Ontem as bolsas pesaram como um todo, com a venda dominante de forma generalizada.

Hoje temos leve baixa na Europa, ainda refletindo a pressão vendedora em Wall Street na etapa final, onde a venda acelerou.

Futuros norte-americanos operam de forma marginal.

O Ibovespa corrigiu, se aproximou de uma LTA de curto prazo e deve abrir em alta nessa sexta-feira.


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A questão é ver como fecha a semana e se a alta de quase 7% do minério de ferro na China será suficiente para impactar mineração e siderurgia e segurar os preços.

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@TopTraders.Com.BR

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Mercado vermelho no exterior


Bom dia investidor!

Europa e EUA em baixa e Ibovespa sinalizando topo >>> LEIA MAIS >>>> 

A Bolsa de Tóquio fechou em leve baixa pelo segundo dia consecutivo nesta quinta-feira, influenciada pelo fraco desempenho de ações de seguradoras e de petrolíferas.

O índice Nikkei terminou o pregão na capital do Japão com perda de 0,14%, a 19.702,63 pontos.

Na China, o índice Xangai Composto subiu 0,68% hoje, a 3.268,43 pontos, graças em parte a ações ligadas a recursos minerais, depois que os preços do zinco atingiram o maior valor em uma década ontem na London Metal Exchange (LME). No mercado de futuros chinês, o principal contrato de zinco atingiu hoje o limite diário de valorização, de 6%. Já o Shenzhen Composto, formado por empresas de menor valor de mercado, avançou 0,58%, a 1.909,38 pontos.

Em comunicado divulgado esta semana, a Comissão Reguladora de Valores da China anunciou que decidiu suspender medidas de emergência adotadas após os fortes períodos de turbulência que atingiram as bolsas domésticas em 2015 e 2016, uma vez que os mercados "estão operando de forma suave".

Os futuros de cobre operam em baixa em Londres e Nova York nesta manhã, à medida que operadores realizam lucros após o rali de ontem, que foi alimentado por "fortes compras especulativas", segundo analistas.

Por volta das 9h20 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) recuava 0,37%, a US$ 6.503,00 por tonelada.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em setembro tinha queda de 0,17%, a US$ 2,9485.

Ontem, o cobre saltou mais de 2% em reação a sinais de cortes na capacidade de refino na China, o maior consumidor mundial de metais básicos.

Entre outros metais na LME, as cotações tomaram direções opostas: o zinco caía 0,71% no horário indicado acima, a US$ 3.098,00 por tonelada, após atingir ontem os maiores níveis em uma década; o alumínio caía 0,62%, a US$ 2.078,00 por tonelada; o estanho avançava 0,75%, a US$ 20.225,00 por tonelada; o níquel tinha alta de 0,42%, a US$ 10.760,00 por tonelada; e o chumbo recuava 0,66%, a US$ 2.496,50 por tonelada.

Os contratos futuros de petróleo operam em queda nesta quinta-feira, após dados de ontem dos Estados Unidos mostrarem mais um aumento na produção de xisto. Além disso, o dólar mais forte contribui para pressionar a commodity.

Às 9h30 (de Brasília), o petróleo WTI para setembro caía 0,24%, a US$ 46,67 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para outubro recuava 0,10%, a US$ 50,22 o barril, na ICE.

A produção de petróleo dos EUA aumentou em 79 mil barris por dia, para 9,502 milhões de barris por dia na semana encerrada no dia 11, segundo o relatório do Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês). Ao mesmo tempo, os estoques de petróleo recuaram mais no país, uma queda de quase 9 milhões de barris na semana passada, a nona redução em dez semanas

A falta de acordo sobre a mudança do sistema eleitoral para o distritão e sobre a criação de um fundo público para financiamento de campanhas adiou a votação da reforma política prevista para ontem,16.

O debate vai ser retomado na terça-feira, 22, mas já há deputados que afirmam que o impasse é tamanho que há o risco de nenhuma proposta ser aprovada a tempo de valer para as eleições de 2018. O prazo limite é até final de setembro.

Após recuar 0,37% em maio (dado já revisado), a economia brasileira registrou alta em junho de 2017. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) do mês avançou 0,50% em junho ante maio, com ajuste sazonal, informou há pouco a instituição.

O índice de atividade calculado pelo BC passou de 134,10 pontos para 134,77 pontos na série dessazonalizada de maio para junho. Este é o maior patamar para o IBC-Br com ajuste desde fevereiro deste ano (135,00 pontos).

Europa e EUA operam em baixa nessa quinta-feira.

No mercado interno o Ibovespa tentou novamente superar a região de 68.800 na sessão de ontem, porém recuou e deixou nova sombra superior, sinalizando topo.

Se o mercado interpretar o movimento como rompimento falso, poderemos ter alguns dias de correção. Na figura (clique para ampliar) IBOV ao meio-dia.

A perda da máxima do dia 08 de agosto em 68.500 não deixa de ser um gatilho de vendas e ponto de referência.

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
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quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Pregão marca o vencimento do índice


Bom dia investidor!

A Bolsa de Tóquio fechou em leve baixa nesta quarta-feira, apesar da continuidade da fraqueza do iene ante o dólar após a divulgação ontem de dados sólidos do setor varejista americano e em meio à menor preocupação com a recente troca de ameaças entre EUA e Coreia do Norte.

O índice Nikkei, que reúne as ações mais negociadas na capital do Japão, caiu 0,12%, a 19.729,28 pontos.

Embora o foco na geopolítica tenha diminuído, ainda há um sentimento de cautela em relação à Península Coreana. Exercícios militares envolvendo os EUA e a Coreia do Sul poderão ocorrer já na próxima semana.

A revisão da meta fiscal do governo para um déficit R$ 159 bilhões neste ano e também no próximo põe na berlinda a questão de que o Brasil possa sofrer um rebaixamento da nota de crédito dada pelas agências de classificação de risco. A nota é uma espécie de selo dado pelas agências e indica quanto uma economia, por suas condições internas, é confiável aos olhos dos investidores estrangeiros.

A agência de classificação de risco Standard & Poor’s (S&P) informou ontem, após o anúncio da mudança da meta, que retirou observação para possível rebaixamento. Hoje o Brasil é classificado pela S&P como uma economia de risco especulativo (BB). Na semana passada, o presidente Michel Temer chegou a dizer que o País deve voltar em breve a ter o selo de bom pagador.

Na agenda do dia teremos estoques de petróleo às 11h30 e ata do FED às 15h nos Estados Unidos.

No Brasil, o vencimento do índice futuro e o fluxo cambial serão variáveis relevantes para o pregão dessa quarta-feira.

Petróleo Brent sobe 0,85%, a US$ 51,23 por barril, na ICE, enquanto o WTI avança 0,69%, a US$ 47,88 por barril, na Nymex.

Cobre tem alta de 1,25%, a US$ 2,9190 por libra-peso, na Comex.


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O Ibovespa chegou a superar, no intraday, a região alcançada na véspera da quinta-feira negra (68.800).

Os vendedores pressionaram as cotações e empurraram os preços praticamente para a mínima do dia, deixando um candle de reversão conhecido como doji lápide.

Dessa forma haveria espaço para uma correção de curto prazo.


Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan

Diretor da TopTraders
contato@TopTraders.Com.BR

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Ibovespa insiste na compra, até quando?


Bom dia investidor!

Os futuros de minério de ferro e vergalhão de aço continuam a cair na China após uma série de advertências de altos funcionários do governo contra a especulação e a subida recentes de preços dos contratos.

Na Bolsa de Xangai, os contratos do vergalhão mais líquido caíram 2,9%, enquanto os futuros de ferro em Dalian cederam 2,2%.

A Bolsa de Futuros de Xangai está aumentando as taxas de transação para os dois principais contratos de vergalhão principais a partir de hoje, na tentativa de reduzir a negociação especulativa.

Na quinta-feira, a associação de aço e ferro do país alertou contra a "má interpretação" sobre políticas de cortes de capacidade e redução de poluição, o que desencadeou um aumento recente nos mercados de vergalhão e do minério de ferro.

Enquanto isso, os dados econômicos chineses recentes estão aumentando a pressão para liquidação, de acordo com a CIFCO Futures. 

A Bolsa de Tóquio fechou em alta nesta terça-feira, em meio à crescente avaliação de que diminuíram as chances de um conflito militar iminente entre EUA e Coreia do Norte e o consequente enfraquecimento do iene frente ao dólar, fator que tende a beneficiar ações de exportadoras negociadas no mercado japonês.

O Nikkei terminou o pregão de hoje com valorização de 1,11%, a 19.753,31 pontos. Com isso, o índice acionário reverteu a perda de 0,98% da sessão anterior.

Os futuros de petróleo operam em baixa nesta manhã, após exibirem certa volatilidade durante a madrugada, ainda repercutindo uma previsão de avanço na produção dos EUA e uma queda na demanda de refinarias da China, que fizeram os preços sofrer um tombo de mais de 2,5% na sessão anterior e atingir os menores níveis em três semanas.

Às 9h07 (de Brasília), o barril do petróleo tipo Brent para outubro tinha queda de 0,65% na IntercontinentalExchange (ICE), a US$ 50,40, enquanto o do WTI para setembro recuava 0,48% na New York Mercantile Exchange (Nymex), a US$ 47,36.

Os contratos futuros de cobre operam de lado, um dia após uma sessão negativa, quando indicadores da China frustraram as expectativas. Hoje, o dólar em geral mais forte pressiona os contratos, que oscilam perto da estabilidade.

Às 9h10 (de Brasília), o cobre para três meses subia 0,17%, a US$ 6.415 a tonelada, na London Metal Exchange (LME). O cobre para setembro avançava 0,05%, a US$ 2,9060 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

O dólar mais forte em geral pressiona o cobre, cotado nesta moeda, já que com isso ele fica mais caro para os detentores de outras divisas. Isso reduz o apetite dos investidores. Por outro lado, pode haver uma discreta recuperação nesta sessão, após o recuo de ontem.

Na quarta-feira, há expectativa pela divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve (Fed, o banco central americano). Investidores buscam sinais sobre quando os Estados Unidos podem ter nova alta de juros, o que provavelmente mexerá com o câmbio e, consequentemente, influirá nos mercados de commodities.

Entre outros metais básicos negociados na LME, o zinco subia 1,16%, a US$ 2.955 a tonelada, o alumínio avançava 0,59%, a US$ 2.039 a tonelada, o estanho ganhava 0,42%, a US$ 20.370 a tonelada, o níquel tinha alta de 0,10%, a US$ 10.435 a tonelada, e o chumbo subia 1,41%, a US$ 2.375 a tonelada. 

O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, reservou a parte final de seu discurso em São Paulo na noite de ontem, 14, para defender a nova Taxa de Longo Prazo (TLP), que servirá de base para os empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e vem recebendo críticas do setor privado.

O dirigente ressaltou que "supostos efeitos adversos de curto prazo" da TLP têm sido muito enfatizados, enquanto os ganhos para a sociedade têm sido minimizados. "Essa mudança proporciona maior potência à política monetária, reforça a queda da taxa de juros estrutural da economia, incentiva o financiamento privado de longo prazo e o desenvolvimento do mercado de capitais, e dá maior agilidade na administração do empréstimos pelo BNDES", afirmou Ilan, de acordo com discurso divulgado pelo BC.

O Ibovespa anulou o OCO indicado na leitura de ontem e marcou a máxima intradiária desde a quinta-feira negra.

Fechou sobre a LTB de médio prazo e com leve sombra superior.

A tendência é de alta mas temos chance de topo duplo.

Se fraquejar, trabalhar e fechar abaixo da LTB será um sinal de alerta.


Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
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segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Mercado terá semana agitada


Bom dia investidor!

Os contratos futuros de petróleo operam em queda nesta segunda-feira, pressionados pelo dólar mais forte e por preocupações de que o reduzido apetite pela commodity possa frustrar os esforços de grandes produtores de reduzir a oferta.

Às 9h15 (de Brasília), o petróleo WTI para setembro caía 0,57%, a US$ 48,54 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para outubro recuava 0,69%, a US$ 51,74 o barril, na ICE.

A valorização do dólar pressiona o petróleo. Como a commodity é cotada nesta moeda, nesse caso ela fica mais cara para os detentores de outras divisas, o que reduz o apetite dos investidores.

Investidores mostram-se preocupados com a produção de membros do cartel como Argélia, Iraque e Emirados Árabes, todos descumprindo seu compromisso para conter a produção. A Líbia, excluída do acordo para conter a oferta, busca impulsionar a produção.

Outro fator importante é a produção dos EUA, que tem desacelerado, mas continua a aumentar. No relatório da semana passada, a Baker Hughes informou que o número de poços e plataformas em atividade subiu 3, para 768. A JBC Energy diz que o fluxo extra lança dúvidas sobre os esforços para reequilibrar o mercado. 

A produção industrial da China cresceu 6,4% em julho na comparação com o mesmo mês do mês passado, de acordo com o Escritório Nacional de Estatísticas do País.

Na comparação mensal, a produção industrial subiu 0,41% em julho. 

As vendas no varejo da China avançaram 10,4% em julho ante o mesmo mês do ano passado, de acordo com informações do Escritório Nacional de Estatísticas do país.

Na comparação mensal, as vendas no varejo cresceram 0,73% em julho ante junho. 

Os futuros de cobre operam em baixa em Londres e Nova York, influenciados por indicadores mais fracos do que o esperado da China, o maior consumidor mundial de metais básicos.

Por volta das 9h25 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) recuava 0,8%, a US$ 6.378,50 por tonelada.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre com entrega para setembro tinha baixa de 0,70%, a US$ 2,8915 por libra-peso.

A valorização do índice DXY do dólar nos negócios da manhã também pressiona o cobre, ao torná-lo mais caro para investidores que utilizam outras moedas.

Ao longo da semana, a atenção vai se voltar para desdobramentos das tensões entre EUA e Coreia do Norte, embora tenham diminuído temores de um iminente conflito militar, e também para a publicação da ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), na quarta-feira (16), uma vez que o documento pode trazer indícios de quando o Fed planeja voltar a elevar juros.

Outros metais básicos na LME não tinham direção única: o zinco subia 0,4% no horário indicado acima, a US$ 2.915,50 por tonelada; o alumínio diminuía 0,4%, a US$ 2.035,50 por tonelada; o estanho avançava 0,2%, a US$ 20.380,00 por tonelada; o níquel tinha queda de 0,6%, a US$ 10.585,00 por tonelada; e o chumbo mostrava alta de 0,4%, a US$ 2.344,00 por tonelada. 

Em meio à discussão de mudança das metas fiscais deste ano e de 2018, o presidente Michel Temer abriu na tarde deste sábado o gabinete no Palácio do Planalto para encontro com a equipe econômica. Ele se reuniu com os ministros da Fazenda, Henrique Meirelles, e do Planejamento, Dyogo Oliveira. O ministro Antonio Imbassahy (Secretaria de Governo) também participou. A reunião durou uma hora e trinta minutos.

Antes da discussão econômica, Temer conversou com Sérgio Etchengoyen (Segurança Institucional) e Raul Jungmann (Defesa). No final do dia, o presidente ainda recebeu o ministro da Justiça, Torquato Jardim.

Com dificuldade cada vez maior para obter receitas, a discussão sobre a mudança nas metas fiscais se intensificou nos últimos dias. O tema despertou embates dentro do próprio governo, entre quem defende a austeridade e quem quer afrouxar os gastos para atender a demandas do Congresso Nacional. Articuladores políticos admitem nos bastidores que o que está na mesa agora já é a fatura de votação da segunda denúncia contra o presidente Michel Temer - que sequer foi apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

A equipe econômica já estabeleceu como teto para a revisão de 2017 o déficit obtido no ano passado, de R$ 159,5 bilhões. Hoje, o objetivo é negativo em R$ 139 bilhões.

Para 2018, o governo trabalha para que o rombo passe de déficit de R$ 129 bilhões para R$ 149 bilhões, mantendo a perspectiva de redução do déficit de um ano para o outro. Mas ainda há risco de que o déficit fique em patamar igual em ambos os anos, ou seja, em R$ 159 bilhões.

O Ibovespa tem um sinal de OCO no diário.

O sinal serve de alerta em uma semana marcado pela política interna e fatores de risco no exterior.

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders


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sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Vendedores no comando


Bom dia investidor!

Autoridades militares afirmaram nesta sexta-feira que planejam levar adiante a realização de exercícios militares entre Estados Unidos e Coreia do Sul ainda neste mês. A notícia vem a público enquanto a Coreia do Norte diz planejar o lançamento de uma série de mísseis na região do território americano de Guam, no Pacífico.

Os exercícios são realizados anualmente, mas agora devem ocorrer no momento em que o regime de Pyongyang diz estar pronto para disparar mísseis na direção da pequena ilha, um território americano que abriga uma base militar dos EUA. O plano seria levado ao líder norte-coreano, Kim Jong Un, para aprovação dele antes dos exercícios militares ou no início da realização deles.

Autoridades da China fizeram um alerta sobre "negócios irracionais" com contratos futuros de metais, gerando uma forte retração nos preços hoje e sinalizando que Pequim quer evitar oscilações abruptas nos mercados de commodities do país.

Em comunicado, a Associação de Ferro e Aço da China (Cisa, pela sigla em inglês) disse que, recentemente, os preços de futuros de aço não foram influenciados por fatores de oferta e demanda, mas por "interpretações exageradas ou incorretas" referentes a cortes de capacidade, remoção de produção ilegal de aço e políticas de proteção ambiental.

Segundo a Cisa, alguns operadores impulsionaram os futuros em benefício próprio, ao concluírem exageradamente que os preços do aço irão disparar no segundo semestre deste ano.

Alguns investidores ficaram assustados com o alerta da Cisa. Em Xangai, o futuro do vergalhão de aço fechou em baixa de 2,7% nesta sexta-feira, a 3.862 yuans (US$ 581) por tonelada, depois de chegar a cair 4% durante os negócios. Já em Dalian, o futuro de minério de ferro sofreu um tombo de 4,7%, a 536 yuans por tonelada, em sua maior perda diária em mais de dois meses.

A forte queda também veio em meio a rumores de que a Bolsa de Futuros de Xangai poderia elevar as exigências de margem para contratos de vergalhão de aço se os volumes de negócios continuassem altos. Após o encerramento da sessão, a bolsa anunciou um aumento das tarifas para transações com contratos para outubro e janeiro, a partir do próximo dia 15, e também estabeleceu limites para o total de negócios com esses dois contratos. 

Os futuros de cobre operam em baixa em Londres e Nova York, em meio a preocupações geradas pela troca de ameaças entre EUA e Coreia do Norte dos últimos dias.

Por volta das 9h25 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) caía 0,61%, a US$ 6.363,50 por tonelada.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em setembro tinha baixa de 0,38%, a US$ 2,8920 por libra-peso.

Entre outros metais básicos na LME, as perdas eram generalizadas: o zinco recuava 0,27% no horário indicado acima, a US$ 2.920,00 por tonelada; o alumínio diminuía 0,07%, a US$ 2.033,00 por tonelada; o estanho caía 0,22%, a US$ 20.270,00 por tonelada; o níquel tinha queda de 1,93%, a US$ 10.655,00 por tonelada; e o chumbo mostrava baixa de 0,57%, a US$ 2.350,00 por tonelada. 

Os contratos futuros de petróleo operam em baixa, após a Agência Internacional de Energia (AIE) divulgar relatório sobre o mercado da commodity. A AIE informou que a oferta global aumentou pelo terceiro mês seguido em julho, com a maior produção da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). Por outro lado, a agência também elevou sua projeção para o aumento da demanda global.

Às 9h30 (de Brasília), o petróleo WTI para setembro caía 0,68%, a US$ 48,26 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para outubro recuava 0,54%, a US$ 51,62 o barril, na ICE.

A pressão de integrantes do governo e de lideranças políticas por uma meta fiscal que permita um rombo neste ano maior do que os R$ 159 bilhões registrados em 2016 deflagrou um verdadeiro embate em reunião ontem no Palácio do Planalto. A equipe econômica é contra ampliação nessa magnitude, que sinalizaria falta de compromisso com o ajuste fiscal. Isso porque, se a meta permitir terminar o ano no vermelho em mais de R$ 159 bilhões, o governo mostraria descontrole na trajetória de rombos nas contas públicas.

A expectativa era de que os novos objetivos da política fiscal fossem anunciados ontem, mas a decisão foi adiada para a semana que vem. A mudança na meta - que considera receitas e despesas e não leva em conta os gastos do governo federal com o pagamento de juros da divida pública - é considerada inevitável diante da frustração de arrecadação devido ao lento crescimento econômico e a medidas adotadas pelo Congresso. 

Para 2018, há chances reais de a meta ficar no mesmo patamar, embora a equipe econômica trabalhe para acenar com uma redução do rombo, para R$ 149 bilhões. Os números finais ainda serão fechados: o presidente Michel Temer deve se reunir com os ministros no domingo e na segunda-feira.

Ontem tivemos uma sessão de queda generalizada, no Brasil e exterior.

O candle deixado no Dow Jones é relevante, talvez uma barra de ignição que leve a novos movimentos de venda, apesar do repique de 0,10% nessa manhã, no mercado futuro.

O mercado doméstico está mais alinhado com o exterior nesse momento.

Temos baixa na Europa e o minério de ferro fechou com perdas de 1,92% na China, cotado a US$ 75,19 por tonelada.


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O Ibovespa ainda tem espaço para cair, até a média móvel exponencial de 21 períodos ou mesmo uma das linhas de tendência apontadas no gráfico, sendo uma de curtíssimo e outra de curto prazo.

A região de topo anterior entre 65.624 e 65.873 é suporte natural se a correção continuar.


Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
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