quarta-feira, 12 de julho de 2017

Senado aprova a Reforma Trabalhista


Bom dia investidor!

A Bolsa de Tóquio encerrou o pregão desta quarta-feira em leve queda, influenciada pelo comportamento de baixa de ações de empresas exportadoras. O índice Nikkei terminou com recuo de 0,48%, aos 20.098,38 pontos.

O crescimento da base monetária (M2) na China desacelerou em junho para o menor nível já registrado, informou o governo local. A expansão do indicador foi de 9,6% no final de maio, na comparação com igual mês de 2016, para 9,4% em junho, na mesma base de análise.

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), disse ontem, 11, que não pretende avocar para o plenário a votação do relatório de admissibilidade da denúncia contra o presidente Michel Temer e que vai esperar a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) concluir sua apreciação. Assim, o presidente da CCJ, Rodrigo Pacheco (PMDB-MG), pretende extrapolar o prazo de cinco sessões plenárias para apreciação da denúncia sem a preocupação da base aliada solicitar que o tema vá a plenário sem a devida tramitação no colegiado.

Maia disse que está disposto a marcar a votação no plenário na segunda-feira, 17, ou na terça-feira, 18, no máximo. Se não houver recesso parlamentar, Maia avisou que a ideia é continuar o trabalho na Casa com a essa matéria, que tem urgência. "Não posso, se a Câmara continuar funcionando, não marcar a data de votação. É uma denúncia, a sociedade espera celeridade da Casa", justificou. O presidente da Câmara ressaltou que se não houver quórum de pelo menos 450 deputados na Casa, a votação poderá ficar "para outro dia".

Maia disse contar com a votação na CCJ na quinta, 13, ou sexta-feira, 14. A comissão se reunirá amanhã, 12, para o primeiro dia da fase de debates. A expectativa é que as discussões durem 40 horas

A reforma trabalhista foi aprovada no Senado com apoio de 50 parlamentares e 26 votos contrários à mudança na legislação que altera mais de 100 pontos na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Após uma sessão confusa e que contou a ocupação da mesa diretora por senadoras da oposição, o projeto foi votado no plenário que contava com a presença de 77 senadores e registrou uma abstenção.

A aprovação da reforma trabalhista é uma grande vitória política do governo Michel Temer que precisa dar mostras de força política em meio às acusações contra o presidente da República no próprio Congresso. Apesar da luta do governo para aprovar o projeto no Congresso, não houve comemoração entre os 50 senadores que apoiaram o projeto. Por se tratar de um tema polêmico e com forte apelo popular, os parlamentares preferem não se pronunciar sobre o tema.

Agora, o texto seguirá para sanção presidencial e, conforme acordo prévio feito com os senadores, alguns pontos da reforma serão alterados, como o contrato intermitente, o papel dos sindicatos e o trabalho insalubre para gestantes e lactantes.

O placar final da reforma foi próximo ao prognóstico feito pelo líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), que anunciou durante a sessão que estava "tranquilo" com a votação e previa vitória da reforma com "o dobro de votos deles" (da oposição).

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O Ibovespa avançou forte na véspera, acionando um pivot de alta ao romper 63.484.

O fato de ter fechado acima de 63.640 mostra força e esse patamar será suporte imediato em caso de correção, seguido pela cabeça do pivot (63.484).

A próxima parada será 64.170, máxima do repique posterior à quinta-feira negra.

Esse ponto será um verdadeiro divisor de águas entre ursos e touros para o curto prazo.

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@TopTraders.Com.BR

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