segunda-feira, 24 de julho de 2017

Relatório Focus em destaque


Bom dia investidor!

O petróleo opera em alta nesta segunda-feira, após o fim da reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) em São Petersburgo, com a presença também de alguns países de fora do cartel, como a Rússia. O mercado monitora declarações de autoridades presentes, após o encontro para discutir o atual acordo liderado pela Opep para reduzir a oferta da commodity a fim de apoiar os preços.

O petróleo WTI para setembro subia 0,76%, a US$ 46,12 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para setembro avançava 0,94%, a US$ 48,51 o barril, na ICE, às 9h15 (de Brasília).

O petróleo já subia, mas ganhou força após declarações vindas da cidade russa. O ministro de Omã, por exemplo, disse que a Nigéria concordou em entrar no acordo e limitar sua produção em 1,8 milhão de barris por dia, enquanto a Arábia Saudita reafirmou seu apoio à iniciativa e disse que tem reduzido sua oferta no mercado, esperando que os demais países façam o mesmo.

Nigéria e Líbia vinham ficando de fora do acordo para limitar a produção, já que enfrentam problemas com violência e no próprio setor. Analistas questionam se a inclusão de ambos mudaria muito o cenário no mercado, já que os dois países têm produzido abaixo de sua capacidade. Na avaliação do analista de energia Gao Jian, da SCI International, a inclusão ou não das duas nações no acordo não ajudará a reajustar a dinâmica entre a oferta e a demanda no curto prazo. Aparentemente, a Líbia continua de fora da iniciativa.

Os contratos futuros de cobre operam perto da estabilidade, na manhã desta segunda-feira, após a divulgação de indicadores sólidos de importação da China. Além disso, investidores aguardam notícias dos Estados Unidos previstos para esta semana.

Por volta das 9h20 (de Brasília), o cobre para três meses subia 0,02%, a US$ 5.998 a tonelada, na London Metal Exchange (LME). Já o cobre para setembro avançava 0,17%, a US$ 2,7270 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

As importações chinesas de minério de ferro e concentrados aumentaram 23% em junho na comparação com o mês anterior, para 1,4 milhão de toneladas, segundo dados da BOCI Global Commodities. 

Ainda assim, o mercado está relativamente estável, à espera de vários indicadores importantes dos EUA nesta semana, entre eles o Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre. Além disso, haverá decisão de juros do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) na quarta-feira.

Analista sênior da Sucden Financial, Kash Kamal previu que o mercado mostre calma, antes dos indicadores mais importantes da semana e do Fed. Não há expectativa para elevação de juros neste mês.

Entre outros metais básicos negociados na LME, o zinco subia 1,16%, a US$ 2.786,50 a tonelada, o alumínio avançava 0,29%, a US$ 1.922 a tonelada, o estanho caía 0,07%, a US$ 20.200 a tonelada, o níquel tinha alta de 0,84%, a US$ 9.630 a tonelada, o chumbo subia 0,58%, a US$ 2.258 a tonelada.

O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) composto da Alemanha, que mede a atividade nos setores industrial e de serviços, caiu para 55,1 em julho, de 56,4 em junho, atingindo o menor nível em seis meses, segundo dados preliminares publicados hoje pela IHS Markit. Apesar da queda, a leitura acima de 50,0 indica que a atividade econômica alemã continua se expandindo neste mês, ainda que em ritmo mais contido.

Os economistas do mercado financeiro mantiveram a projeção para a atividade em 2017 e 2018. A expectativa de alta para o Produto Interno Bruto (PIB) deste ano seguiu em 0,34% no Relatório de Mercado Focus, divulgado há pouco. Há um mês, a perspectiva era de avanço de 0,39%.

Para 2018, o mercado manteve a previsão de alta do PIB, de 2,00%. Quatro semanas atrás, a expectativa estava em 2,10%.

Em 22 de junho, o BC informou em seu Relatório Trimestral de Inflação (RTI) a manutenção em 0,5% da estimativa para o PIB em 2017. Na última sexta-feira, 21 de julho, o Ministério do Planejamento também manteve em 0,5% sua projeção para o PIB este ano, conforme o Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas do 3º Bimestre.

No Focus de hoje, as projeções para a produção industrial para este ano tiveram leve piora. O avanço projetado para 2017 foi de 0,97% para 0,83%. Há um mês, estava em 0,55%. No caso de 2018, a estimativa de crescimento da produção industrial foi de 2,30% para 2,26, ante 2,30% de quatro semanas antes.

Já a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2017 seguiu em 51,70%. Há um mês, estava em 51,50%. Para 2018, as expectativas no boletim Focus foram de 55,15% para 55,10%, ante 55,07% de um mês atrás. 

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O Ibovespa tem inclinação baixista de curtíssimo prazo, dentro de uma perda de alta que deverá ter continuidade.

Ainda existe espaço para correção, com possível alvo na média móvel de 21 períodos ou mesmo na linha de tendência de alta de coloração azul no gráfico.

Um ponto importante, com possível inflexão de preços, seria o topo anterior em 64.170.

Para a sessão desta segunda-feira, o caminho mais provável, na minha visão, seria uma sessão de baixa contida, lenta e arrastada, como foram as últimas.

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan

Diretor da TopTraders
contato@TopTraders.Com.BR

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