terça-feira, 11 de julho de 2017

Reforma Trabalhista no radar


Bom dia investidor!

A Bolsa de Tóquio encerrou o pregão desta terça-feira em alta, impulsionada pelo comportamento das ações de empresas exportadoras. O índice Nikkei subiu 0,57%, para 20.195,48 pontos.

Os contratos futuros de petróleo operam em queda na manhã desta terça-feira, ainda com temores em relação a um desequilíbrio entre oferta e demanda no radar dos investidores. A queda ocorre após a fala de uma autoridade iraniana, mesmo com possíveis cortes na produção da Líbia e da Nigéria, que foram isentos do último acordo de redução da oferta da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).

Às 9h39 (de Brasília), o petróleo Brent para setembro caía 0,85%, a US$ 46,48 por barril, na IntercontinentalExchange (ICE). Já o petróleo WTI para agosto recuava 0,86%, a US$ 44,02 por barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex).

Os contratos futuros de cobre operam em direções distintas nesta terça-feira, influenciados pela possibilidade de greve em minas no Chile e pelo enfraquecimento do petróleo no mercado internacional.

Há pouco, na London Metal Exchange (LME), o cobre para três meses subia 0,13%, cotado a US$ 5.844,00 por tonelada. Por outro lado, na New York Mercantile Exchange (Nymex), o metal com entrega para setembro recuava 0,08%, a US$ 2,6455 por libra-peso.

Os preços sobem em meio ao estado de greve dos trabalhadores da mina Zaldívar, de propriedade da Antofagasta e da Barrick Gold. Eles decidiram ontem que a paralisação terá início na próxima segunda-feira e reivindicam aumento salarial. A unidade produz mais de 100 mil toneladas de cobre por ano e a paralisação dela pode diminuir a oferta global do metal, lembrou, em nota, analistas do ING Bank.

Ainda na LME, a tonelada do zinco subia 0,59%, a US$ 2.791,00; a do alumínio ganhava 0,18%, a US$ 1.899,50; a do estanho caía 0,08%, para US$ 19.840,00; a do níquel avançava 0,55%, para US$ 9.060,00; e o do chumbo tinha valorização de 0,24%, cotada a US$ 2.320,50.

O índice de otimismo das pequenas empresas nos EUA, elaborado pela Federação Nacional de Empresas Independentes (NFIB, na sigla em inglês), caiu de 104,5 em maio para 103,6 em junho. O resultado veio pior do que a expectativa de analistas consultados pelo Wall Street Journal, que esperavam queda para 104,1, mas continua próximo dos maiores níveis desde a década de 1980.

A expectativa foi influenciada pelo adiamento no Congresso da reforma da Saúde, proposta pela governo de Donald Trump.

A pesquisa da NFIB traz um retrato das pequenas empresas, que respondem pela maior parte dos empregos no setor privado e por cerca de metade da produção econômica dos EUA.

O presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), disse ontem que pretende votar o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) antes do início do recesso parlamentar, marcado para começar no dia 18 de julho.

Segundo o peemedebista, se a Comissão Mista do Orçamento (CMO) votar o projeto nesta quarta-feira, 12, como o previsto, ele irá convocar uma sessão do Congresso para segunda ou terça-feira da semana que vem.

O PMDB vai entregar nesta terça-feira, 11, um voto em separado para contrapor o relatório apresentado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara pelo deputado Sérgio Zveiter (PMDB-RJ), que votou pela admissibilidade da denúncia contra o presidente Michel Temer.

O documento afirma que, após amplo debate e a defesa feita de Temer pelo advogado Antônio Cláudio Mariz de Oliveira na comissão, os deputados do PMDB estão convencidos de que o presidente não cometeu crime de corrupção passiva.

O parecer foi assinado por nove peemedebistas. A ideia inicial era que 16 dos 18 deputados que fazem parte da comissão entre titulares e suplentes endossassem o documento, com exceção de Zveiter e do presidente da CCJ, Rodrigo Pacheco (PMDB-MG).

O governo espera aprovar hoje, 11, no plenário do Senado, o projeto que trata da reforma trabalhista com uma margem de ao menos sete votos. A votação será o maior teste de força do presidente Michel Temer, que tem nas reformas o seu principal argumento para se manter no cargo e superar a grave crise política que enfrenta.

A expectativa do líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR), é conseguir ao menos 48 votos favoráveis à proposta, mais até do que o requerimento de urgência para a proposta, aprovado na semana passada por 46 votos a 19. Há uma semana, a conta do Planalto era menos otimista e dava como certo o aval de 42 dos 81 senadores.

Diferentemente da reforma da Previdência, a trabalhista é considerada mais simples de ser aprovada, por precisar de maioria simples no plenário - a da Previdência exige três quartos. Para a votação acontecer, é necessário um quórum mínimo de 41 senadores no plenário.


IBOV nos dois últimos meses = clique para ampliar

O candle de ontem do Ibovespa mostrou força e deixou para trás as médias móveis e o forte 62.830.

Em caso de correção serão suportes, pela inversão de polaridade da análise técnica.

Temos um OCOI em andamento, com a neck line respeitada no pregão de sexta-feira passada.


IBOV longo prazo = mensal desde 2005
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Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan

Diretor da TopTraders
contato@TopTraders.Com.BR


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