sexta-feira, 7 de julho de 2017

Política agita os negócios


Bom dia investidor!

A Bolsa de Tóquio encerrou o pregão desta sexta-feira no menor nível desde o final de maio, em meio ao aumento da tensão geopolítica e ao reposicionamento dos investidores em relação às expectativas sobre política monetária dos principais bancos centrais do planeta.

O índice Nikkei recuou na sessão 0,32%, para 19.929,09 pontos. Na semana, a baixa foi de 0,52%. Entre as principais perdas hoje estão as ações de bancos - o Mizuho Financial Group caiu 0,82% e o Mitsubishi UFJ Financial cedeu 0,95%.

As reservas estrangeiras da China subiram US$ 3,22 bilhões entre o final de maio e o final de junho, informou há pouco o Banco do Povo da China (PBoC, na sigla em inglês).

No total, o total de reservas estrangeiras da China passou de US$ 3,054 trilhões no final de maio para US$ 3,057 trilhões no final de junho.

Alemanha registrou forte alta da produção industrial na passagem de abril para maio, informou nesta madrugada o Destatis. O indicador teve elevação mensal de 1,2%, bem acima dos 0,3% esperados por analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires. Na comparação com maio do ano passado, a alta foi de 5,0%.

Com o presidente Michel Temer e o primeiro na linha sucessória, Rodrigo Maia (DEM-RJ), em viagens fora do País, o presidente interino do PSDB, senador Tasso Jereissati, fez um aceno ao presidente da Câmara dos Deputados. Segundo o senador, em caso de Temer ser afastado do cargo, em função da denúncia de corrupção passiva em tramitação na Câmara, Maia tem condições de unir os partidos com um mínimo de estabilidade.

Para Tasso, a crise política deve se intensificar ainda mais, com rumores de que o ex-deputado e ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) pode fechar acordo de delação premiada. Ele argumenta que "não dá para viver cada semana uma nova crise" e que "está na hora de buscar alguma estabilidade" para o Brasil. O senador tucano defende que a atual equipe econômica seja mantida na hipótese de afastamento.

O movimento pró-desembarque do governo começou a ganhar força nesta semana entre os senadores tucanos. O Palácio do Planalto detectou movimento de alas do PSDB e do DEM para viabilizar a possibilidade de Maia se tornar uma alternativa real ao governo Temer. Para neutralizar esse movimento, Temer pediu aos ministros que ajudem a garantir os votos não só para mantê-lo no cargo, como para aprovar reformas e medidas importantes que estão em votação no Congresso.

Os contratos futuros de petróleo operam em forte queda, em meio à realização de lucros recentes e o fortalecimento do dólar no mercado mundial.

Às 9h43 (de Brasília), o barril do Brent para setembro recuava 2,62%, cotado a US$ 46,85, na Intercontinental Exchange (ICE). O contrato do WTI com vencimento em agosto cedia 2,66%, para US$ 44,31 por barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex).

A realização de lucros do petróleo ocorre dias depois dos fortes recuo nos estoques dos Estados Unidos na última semana, conforme relatado ontem pelo Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) e anteontem pelo American Petroleum Institute (API, uma associação de refinarias).

Há também o entendimento de que o quadro ainda é de desequilíbrio entre oferta e demanda, mesmo com a redução da quantidade estocada recentemente.

Os participantes do mercado também esperam com grande expectativa os números de poços e plataformas de petróleo da Baker Hughes, que saem às 14h.

Os contratos futuros do cobre operam em leve queda nesta manhã, influeciado por um dólar mais forte e também pelo aumento dos estoques da commodity em Londres.

Há pouco, a tonelada do cobre para três meses na LME recuava 0,20%, para US$ 5.837,00. O metal com entrega para setembro tinha queda de 0,32%, para US$ 2,6530 por libra-peso, na Comex.

O índice WSJ para o dólar, que mede a divisa ante uma cesta de moedas, subia 0,16%, a 95,95.

Entre outros metais básicos, o alumínio subia 0,1%, a US$ 1.942 por tonelada, o zinco avançava 0,07%, para US$ 2.783 por tonelada, o chumbo tinha alta de 0,07%, a US$ 2.287,50 a tonelada, o estanho recuava 0,25%, para US$ 19,900 por tonelada e o níquel caía 0,99%, a US$ 9.010 a tonelada.

A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou junho com baixa de 0,23%, ante uma variação de 0,31% em maio, informou hoje o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A taxa acumulada pela inflação no ano foi de 1,18%. No acumulado em 12 meses, o IPCA foi de 3,00%. Os técnicos do IBGE concedem entrevista coletiva daqui a pouco para comentar os resultados.

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O Ibovespa teve na véspera uma sessão corretiva, configurando um pull-back rumo a reta pescoço rompida recentemente.

A região concentra a MME21 e um suporte forte em 62.500.

A tendência é que o benchmark apresente reação, após uma correção natural dentro de uma pernada de alta, uma vez que temos um OCOI em desenvolvimento.



Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan

Diretor da TopTraders
contato@TopTraders.Com.BR


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