quinta-feira, 27 de julho de 2017

Copom, FED e China em pauta


Bom dia investidor!

O Federal Reserve (Fed, o banco central americano) afirmou que iniciará a redução de seu balanço patrimonial "relativamente em breve", em uma atualização sobre quando espera começar a diminuir sua carteira de ativos de aproximadamente US$ 4,5 trilhões.

Em junho, o Federal Reserve anunciou que pretendia reduzir gradualmente o seu balanço, comentando que iniciaria o processo reduzindo suas participações em ativos em US$ 10 bilhões por mês. Segundo a instituição, haverá um enxugamento mensal de US$ 6 bilhões em títulos do Tesouro, "que serão aumentados em US$ 6 bilhões em intervalos de três meses ao longo de 12 meses, até atingir o nível de US$ 30 bilhões por mês". Em relação às participações em agências de dívidas e de ativos lastreados em hipotecas, o Fed anunciou um enxugamento de US$ 4 bilhões mensais, aumentando em etapas de US$ 4 bilhões em intervalos de três meses ao longo de 12 meses até atingir US$ 20 bilhões por mês.

A despeito do aumento das incertezas sobre o andamento das reformas estruturais, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu, por unanimidade, reduzir a Selic (a taxa básica de juros) em 1 ponto porcentual, de 10,25% para 9,25% ao ano. O corte, anunciado há pouco pela instituição, foi o sétimo consecutivo e coloca a Selic novamente em um dígito após quase quatro anos. Este é o menor patamar para a taxa desde agosto de 2013, quando estava em 9,00% ao ano.

No comunicado que acompanhou a decisão, a instituição reconhece que há aumento das incertezas sobre o andamento das reformas estruturais. Mesmo assim, os diretores do BC defendem que há espaço para a continuidade da flexibilização da política monetária.

O BC, porém, não se compromete com a continuidade do ritmo de corte da taxa de juros nas próximas reuniões e diz que isso só será possível se as condições do cenário básico avaliado pela instituição não forem alteradas. 

No documento, o BC também atualizou suas projeções para a inflação. No cenário de mercado - que utiliza expectativas para câmbio e juros do mercado financeiro -, o BC alterou sua projeção para o IPCA em 2017 de 3,8% para 3,6%. No caso de 2018, a expectativa foi de 4,5% para 4,3%. 

O índice de confiança do consumidor da Alemanha subiu para 10,8 na pesquisa de agosto do instituto GfK, de 10,6 na leitura de julho. 

O GfK avalia que a esperada melhora do índice reflete "um ambiente de consumo decididamente propício".

O instituto de pesquisa alemão utiliza dados do mês atual para estimar a confiança do mês seguinte. 

O lucro das indústrias chinesas avançou 19,1% em junho ante o mesmo período do ano anterior, na sequência de um aumento de 16,7% em maio, de acordo com dados divulgados hoje pelo Escritório Nacional de Estatísticas do país.

O governo afirma que o crescimento dos lucros acelerou em junho graças a melhora das vendas e custos moderados de produção. 

Os contratos futuros de cobre operam em alta na manhã desta quinta-feira, após a decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), que fez com que o dólar se enfraquecesse ante outras moedas principais.

Por volta das 8h40 (de Brasília), o cobre para três meses subia 1,04%, a US$ 6.372,00 por tonelada, na London Metal Exchange (LME). O cobre para setembro avançava 0,54%, a US$ 2,8875 por libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

Entre outros metais básicos, o zinco subia 1,02%, para US$ 2.829,00 por tonelada; o alumínio avançava 0,62%, para US$ 1.947,50 por tonelada; o estanho ganhava 1,67%, a US$ 20.680,00 por tonelada; o níquel tinha expansão de 2,01%, a US$ 10.175,00 por tonelada; e o chumbo tinha alta de 1,15%, a US$ 2.333,00 por tonelada. 

Em uma vitória para o Palácio do Planalto, o desembargador Hilton José Gomes de Queiroz, presidente do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), derrubou ontem, 26, a liminar de um juiz de primeira instância que barrava o aumento das alíquotas de PIS/Cofins sobre combustíveis, decretado pelo governo de Michel Temer na semana passada.


IBOVESPA intradiário - final de ontem e 5 primeiros minutos agora
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Conforme adiantado no informe de ontem, o Ibovespa não conseguiu sustentação acima de 65.624, ponto que havia confirmado um pivot de alta no fechamento de terça-feira (25.07).

Ontem chegou a atingir 65.873, cedendo em seguida, o que configura rompimento falso.

A correção indicada foi materializada, com bom volume.

O caminho mais natural para os preços seria a continuidade da baixa, rumo ao decisivo 64.599, possível eixo de M (topo duplo).

A abertura porém deverá ser positiva, se o mercado futuro continuar sustentando a abertura altista.

Esse ponto será um divisor de águas entre a compra e a venda no curto prazo.

Se entrar pressão vendedora, a média móvel de 21 será suporte, assim como a LTA pontilhada em azul.

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan

Diretor da TopTraders
contato@TopTraders.Com.BR

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