segunda-feira, 12 de junho de 2017

Semana curta e volátil


Bom dia investidor!

A Bolsa de Tóquio encerrou o pregão desta segunda-feira em queda, em um dia de poucas negociações. A sessão foi influenciada pelas expectativas em relação às decisões de política monetária nos Estados Unidos, na quarta-feira, e no Japão, na sexta.

A espera pelos posicionamentos do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) e do Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês) causaram uma leve valorização do iene, o que é desfavorável ao setor exportador japonês. Os investidores também digeriram os resultados eleitorais no Reino Unido, cujo resultado oficial somente saiu na sexta-feira após o encerramento dos negócios na Ásia.

O governo da China acelerou os gastos em maio, embora o crescimento da receita tenha sido menor, mostraram dados oficiais divulgados nesta segunda-feira.

O gasto nacional fiscal - para governos centrais e locais - subiu 9,2% em maio ante igual mês de 2016, na comparação de igual base com a expansão de 3,8% de abril, de acordo com o Ministério das Finanças.

As receitas fiscais subiram 3,7% em maio, desacelerando de crescimento de 7,8% em abril, apontou o ministério.

Alguns economistas dizem que a economia da China está mais dependente dos gastos do governo para crescer à medida Pequim se moveu para apertar sua política monetária e reduzir o nível de alavancagem do setor financeiro.

Em um discurso a favor da "estabilidade institucional", o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes, deu o voto decisivo para desempatar o julgamento e livrar o presidente Michel Temer de ter o mandato cassado. O placar terminou em 4 a 3.

Como já era esperado, Gilmar Mendes votou pela absolvição do peemedebista e, por tabela, a manutenção da elegibilidade da ex-presidente Dilma Rousseff, que encabeçava a chapa em 2014.

Próximo ao Palácio do Planalto, Gilmar argumentou que "não se substitui um presidente da República a toda hora, ainda que se queira". Para ele, isso não se trata de "fricote processualístico", mas sim do equilíbrio do mandato. "A Constituição valoriza a soberania popular, e não de acordo com a nossa vontade. A cassação de mandatos deve acontecer em situações inequívocas", disse.

O Palácio do Planalto articula com partidos da base aliada uma tramitação rápida da denúncia que deve ser apresentada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contra o presidente Michel Temer.

A expectativa é de que, vencido o obstáculo para a permanência do presidente no cargo, os deputados possam retomar as discussões sobre a reforma da Previdência, mesmo que seja um texto mais enxuto que o aprovado na comissão especial, em maio.

A avaliação de aliados do governo é de que, se a denúncia demorar a ser votada, o presidente ficará “sangrando” por mais tempo. Temer responde a inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) com base na delação do empresário Joesley Batista, dono da JBS. A demora também pode aumentar o risco de surgirem fatos novos ou delações envolvendo o presidente e dando margem para a oposição conquistar mais votos. Para ser aprovada em plenário, a denúncia precisa do apoio de 2/3 dos deputados, ou 342 votos. A base aliada considera improvável ter menos de 172 votos para barrar a aprovação da acusação.

Em meio à crise política, os economistas do mercado financeiro alteraram, para pior, suas projeções para a atividade em 2017 e 2018. Pelo Relatório de Mercado Focus, divulgado hoje, a mediana para o Produto Interno Bruto (PIB) deste ano passou de 0,50% para 0,41%. Há um mês, a perspectiva era de avanço de 0,50%.

Para 2018, o mercado também mudou a previsão de alta do PIB, de 2,40% para 2,30%. Quatro semanas atrás, a expectativa estava em 2,50%.

No início do mês, o Instituto Brasileira de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o País cresceu 1,0% no primeiro trimestre de 2017, ante o quarto trimestre de 2016. Por outro lado, recuou 0,4% ante o primeiro trimestre do ano passado.

Em seus comunicados mais recentes, o Banco Central tem defendido que os indicadores permanecem compatíveis com a estabilização da economia no curto prazo. Porém, a instituição alerta que as incertezas com o andamento das reformas econômicas podem ter impacto negativo sobre a atividade. É a crise política o principal motivo para as reformas serem colocadas em dúvida.

No relatório Focus de hoje, as projeções para a produção industrial para este ano também pioraram. O avanço projetado para 2017 foi de 1,09% para 0,94%. Há um mês, estava em 1,25%. No caso de 2018, a estimativa de crescimento da produção industrial permaneceu em 2,50%, mesmo porcentual de quatro semanas antes.

Também no início do mês, o IBGE informou que a produção industrial avançou 0,6% em abril ante março, mas despencou 4,5% ante abril do ano passado.

No Focus, a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2017 permaneceu em 51,50%. Há um mês, estava no mesmo patamar. Para 2018, as expectativas no boletim Focus seguiram em 55,20%, ante 55,00% de um mês atrás.

O gráfico diário do Ibovespa mostra o benckmark perto de um suporte, o que poderá gerar uma reação nessa segunda-feira.


O mínima de sexta-feira quase tocou o fundo anterior em 62.010 e a média móvel exponencial de 200 períodos.

O caminho mais provável para a sessão de hoje seria alta, com rompimento de 62.500 e teste de 62.830, fundo de abril e região onde está a média móvel exponencial de 5 períodos.

Se tiver forças para vencer a máxima do pregão anterior em 63.065, abre espaço para mais valorização no pregão de amanhã.

Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan

Diretor da TopTraders


contato@TopTraders.Com.BR

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