quarta-feira, 7 de junho de 2017

Reforma trabalhista deve sustentar otimismo


Bom dia investidor!

A Bolsa de Tóquio fechou praticamente estável nesta quarta-feira, com os negócios ainda contidos por eventos da semana que podem afetar os mercados financeiros globais.

Amanhã, o Reino Unido realiza eleições gerais, o Banco Central Europeu (BCE) anuncia decisão de política monetária e o ex-diretor do FBI James Comey depõe no Senado em Washington sobre suposta interferência da Rússia durante a campanha eleitoral americana de 2016.

Na capital japonesa, o Nikkei teve alta marginal de 0,02% hoje, terminando o pregão a 19.984,62 pontos.

As reservas internacionais da China avançaram pelo quarto mês consecutivo em maio, segundo dados publicados hoje pelo banco central chinês (PBoC), graças à recente valorização do yuan ante o dólar e esforços de Pequim para conter saídas de capital.

No mês passado, as reservas da segunda maior economia do mundo subiram US$ 24,03 bilhões, a US$ 3,054 trilhões.

O cobre opera sem sinal único nesta quarta-feira, em um quadro de cautela e após a divulgação de dados que mostraram produção recorde do metal na Zâmbia. Além disso, o petróleo em baixa contribui para pressionar os contratos, bem como o fortalecimento do dólar.

Na London Metal Exchange (LME), o cobre para três meses subia 0,04%, a US$ 5.620,50 a tonelada, às 9h22 (de Brasília). O cobre para entrega em julho operava em baixa de 0,18%, a US$ 2,5425 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

O dólar avança ante o euro e o iene, porém sem manter sinal único ante as divisas emergentes e commodities. O fortalecimento da moeda americana, embora não generalizado, colabora para pressionar o cobre, já que o metal é cotado em dólar e nesse caso fica mais caro para os detentores de outras divisas.

Entre outros metais básicos negociados na London Metal Exchange (LME), o alumínio subia 0,21%, a US$ 1.909 a tonelada, o chumbo avançava 0,65%, a US$ 2.083,50 a tonelada, o estanho operava estável, a US$ 19.700 a tonelada, o zinco caía 0,08%, a US$ 2.459 a tonelada, e o níquel subia 0,22%, a US$ 8.945 a tonelada.

O petróleo opera em queda nesta quarta-feira, em meio a preocupações sobre o aumento na produção dos Estados Unidos no próximo ano e antes da divulgação do dado de estoques da commodity no país.

Às 9h23 (de Brasília), o petróleo WTI para julho recuava 0,71%, a US$ 47,85 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para agosto tinha baixa de 0,86%, a US$ 49,69 o barril, na ICE.

O Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) informou na quarta-feira esperar que os produtores de xisto do país gerem 9,3 milhões de barris por dia em 2017, uma pequena alta ante as projeções de maio. Além disso, o DoE espera que a produção diária de 2018 atinja 10 milhões de barris por dia, superando o recorde anterior de 9,6 milhões de barris por dia em 1970.

O relatório da reforma trabalhista foi aprovado na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE) por 14 votos a favor e 11 votos contrários. O placar foi exatamente como o previsto pelos governistas que esperavam vitória por 14 a 11. Agora, serão votados os destaques ao projeto.

O documento aprovado de 74 páginas recomenda a estratégia de avançar com o texto no Senado sem alterar o projeto aprovado na Câmara - o que exigiria aprovação dos deputados e atrasaria a tramitação. Para incluir as alterações sugeridas pelos senadores, o parecer sugere ajustes com veto presidencial e edição de eventuais medidas provisórias.

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O Ibovespa superou, em fechamento, duas importantes resistências que agora serão suportes pelo princípio da inversão de polaridade: 62.500 e 62.830.

Assim sendo, o caminho mais provável para hoje será a continuidade da alta, mirando a média móvel exponencial de 21 períodos no curto prazo, que separa um repique de uma reversão.

Logo acima dela temos a LTA de médio prazo e o ponto-chave em 64.170, capaz de derrubar os preços ou acionar um pivot de alta clássico, daqueles de livro.
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Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@TopTraders.Com.BR

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