segunda-feira, 5 de junho de 2017

Política e commodities no radar


Bom dia investidor!

Os contratos futuros de cobre operam em queda nesta segunda-feira, em meio à subida do dólar no mercado internacional e com a expectativa com dados da China, a serem divulgados durante a semana.

Por volta das 9h25, na London Metal Exchange (LME), o cobre para três meses caía 1,01%, a US$ 5.630,50 por tonelada. O contrato para julho, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), cedia 1,03%, a US$ 2,5480 por libra-peso.

Ainda na LME, a tonelada do alumínio recuava 0,54%, a US$ 1.921,00; o chumbo cedia 0,88%, a US$ 2.093,00; o estanho operava em queda de 1,06%, a US$ 20.080,00; o zinco mergulhava 1,50%, a US$ 2.498,00; e o níquel caía 0,22%, a US$ 8.885,00.

Os futuros de petróleo operam em baixa nesta manhã, apagando ganhos da madrugada que haviam sido alimentados pelo anúncio de que quatro países árabes - Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos e Bahrein - decidiram hoje romper relações diplomáticas com o reino do Catar, que estaria tentando desestabilizar a região e financiando grupos terroristas.

Tensões no Oriente Médio tendem a influenciar as cotações do petróleo, embora o Catar seja um produtor menor do que países vizinhos.

Depois de reagir inicialmente em alta ao noticiário sobre o Catar, o petróleo acabou retomando a recente tendência de desvalorização no início da manhã.

Às 9h29 (de Brasília), o petróleo tipo Brent para entrega em agosto caía 0,68% na IntercontinentalExchange (ICE), a US$ 49,61 por barril, enquanto o WTI para julho recuava 0,57%, na New York Mercantile Exchange (Nymex), a US$ 47,39 por barril.

O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) de serviços da China subiu para 52,8 em maio, de 51,5 em abril, atingindo o maior nível em 5 meses, segundo pesquisa divulgada pela Caixin Media e IHS Markit.

Já o PMI composto chinês, que engloba serviços e indústria, avançou para 51,5 em maio, de 51,2 em abril, que havia sido o menor patamar em dez meses. De qualquer forma, a leitura mais recente é a segunda menor desde setembro de 2016.

Os avanços acima da marca de 50 indicam expansão da atividade em ritmo mais forte.

O atual presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Paulo Rabello de Castro, disse nesta segunda-feira, durante entrevista no programa Canal Livre, da Rede Bandeirantes, acreditar que a recessão no Brasil acabou. Rabello amparou a justificativa no resultado do Produto Interno Bruto (PIB) referente ao 1º trimestre de 2017, divulgado na semana passada, que mostrou alta de 1,0%.

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco, disse que a prisão do deputado afastado Rodrigo Rocha Loures(PMDB-PR) não abala o governo Michel Temer. “É um erro judicializar a política e politizar o judicial. Cada um na sua esfera”, afirmou o ministro.

Já após a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, na semana passada, os economistas do mercado financeiro reduziram suas projeções para o IPCA neste ano. O Relatório de Mercado Focus, divulgado há pouco pelo BC, mostra que a mediana para o IPCA - o índice oficial de inflação - em 2017 foi de 3,95% para 3,90%. Há um mês, estava em 4,01%. Já a projeção para o IPCA de 2018 permaneceu em 4,40%, ante 4,39% de quatro semanas atrás.

Na prática, as projeções de mercado divulgadas hoje no Focus indicam que a expectativa é de que a inflação fique abaixo do centro da meta, de 4,5%, em 2017 e 2018. A margem de tolerância para estes anos é de 1,5 ponto porcentual (inflação entre 3,0% e 6,0%).

Na semana passada, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu a Selic (a taxa básica de juros) em 1 ponto porcentual, de 11,25% para 10,25% ao ano. A decisão - considerada cautelosa pelo mercado - teve como principal justificativa as incertezas em torno do andamento das reformas trabalhista e previdenciária no Congresso. Ao mesmo tempo, o BC disse que o comportamento da inflação "permanece favorável". As projeções da instituição no cenário de mercado, com juros e câmbio variáveis, são de inflação de 4,0% para 2017 e de 4,6% para 2018.

No Focus, entre as instituições que mais se aproximam do resultado efetivo do IPCA no médio prazo, denominadas Top 5, a mediana das projeções para 2017 passou de 3,70% para 3,64%. Para 2018, a estimativa foi de 4,30% para 4,20%. Quatro semanas atrás, as expectativas eram de 3,89% e 4,25%, respectivamente.

Já a inflação suavizada para os próximos 12 meses foi de 4,62% para 4,55% de uma semana para outra - há um mês, estava em 4,72%.

Entre os índices mensais mais próximos, a estimativa para maio de 2017 seguiu em 0,46%. Um mês antes, estava em 0,51%. No caso de junho, a previsão de inflação do Focus foi de 0,23% para 0,20%, ante 0,23% de quatro semanas atrás. 

O gráfico diário do Ibovespa apresenta um padrão de candles interessante: podemos considerar uma pinça de fundo na retração de 50% de Fibonacci e também um harami, ambos indicando virada de direção.

O benchmark terá um triplo desafio pela frente: 62.700 (retração de 61,8% de Fibonacci), 62.830 (fundo de abril) e média móvel exponencial de 5 períodos que está logo acima.

Se conseguir vencer essas barreiras, a compra vai pressionar e poderemos ter correria.

Podemos notar o Ibovespa ainda acima da média móvel exponencial de 200 períodos (média azul)

Além disso tracei uma linha de retorno conectando os fundos desde o início do ano.


Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders


contato@TopTraders.Com.BR

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