quinta-feira, 1 de junho de 2017

Copom no radar


Bom dia investidor!

Empregadores nos Estados Unidos anunciaram planos de cortar 51.692 postos de trabalho em maio, 71% menos que um ano antes, de acordo com pesquisa divulgada há pouco pela consultoria Challenger, Gray & Christmas.

Em relação ao mês de abril, foram 5.777 vagas cortadas. Deste total, 40% foi anunciado pela montadora Ford.

Entre janeiro e maio, o total de cortes planejados ficou em 214.495.

Os futuros de cobre revertem ganhos da sessão anterior nesta manhã, em meio ao avanço do dólar ante outras moedas principais e após dados fracos da atividade manufatureira da China, o maior consumidor mundial de metais básicos.

Por volta das 8h55 (de Brasília), o cobre para entrega em três meses negociado na London Metal Exchange (LME) recuava 0,29%, a US$ 5.676,50 por tonelada.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre com vencimento em julho tinha baixa de 0,56%, a US$ 2,5655 por libra-peso.

Uma pesquisa conjunta da Caixin Media e da IHS Markit mostrou que o índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) do setor industrial chinês caiu de 50,3 em abril para 49,6 em maio. A leitura abaixo de 50 marcou a primeira contração da manufatura da China em 11 meses.

O resultado da Caixin contrastou com o PMI chinês oficial da indústria, que dá maior peso a estatais e ficou inalterado em 51,2 em maio, como foi divulgado anteontem.

Segundo nota do Commerzbank, o PMI da Caixin foi o último numa série de indicadores que "aponta declínio na atividade da China".

Além disso, dados oficiais mostram que a produção do Chile atingiu 429 mil toneladas em abril, número bastante superior ao de um mês antes, quando trabalhadores da mina de Escondida - controlada pelo BHP Billiton - estavam em greve, lembrou o Commerzbank.

O índice DXY do dólar, por sua vez, mostra força nos negócios da manhã, tornando o cobre mais caro para investidores que utilizam outras divisas.

Entre outros metais básicos na LME, as perdas eram generalizadas: o alumínio caía 0,28% no horário citado acima, a US$ 1.925,00 por tonelada, enquanto o alumínio diminuía 0,47%, a US$ 2.107,00 por tonelada, o estanho tinha baixa marginal de 0,02%, a US$ 20.365,00 por tonelada, o zinco recuava 1,21%, a US$ 2.569,00 por tonelada, e o níquel registrava queda de 1,40%, a US$ 8.825,00 por tonelada.

Os futuros de petróleo operam sem direção única nesta manhã, devolvendo a maior parte de ganhos significativos que exibiram durante a madrugada, apesar de recentes dados majoritariamente favoráveis sobre os estoques dos EUA.

Ontem, a associação de refinarias conhecida como American Petroleum Institute (API) estimou que os estoques de petróleo bruto dos EUA sofreram uma acentuada queda de 8,7 milhões de barris na semana passada. O API apontou também uma redução nos estoques de gasolina, mas acréscimo no volume estocado de destilados.

Às 12h (de Brasília), sai a pesquisa oficial de estoques dos EUA, divulgada pelo Departamento de Energia (DoE). A previsão de analistas é o que o DoE mostrará queda de 2,5 milhões de barris nos estoques de petróleo bruto da última semana.

Às 9h (de Brasília), o petróleo tipo Brent para entrega em agosto tinha baixa marginal de 0,02% na IntercontinentalExchange (ICE), a US$ 50,75 por barril, enquanto o WTI para julho avançava 0,21%, na New York Mercantile Exchange (Nymex), a US$ 48,42 por barril. Nos negócios asiáticos, porém, os futuros chegaram a mostrar altas superiores a 1%.

O petróleo vem operando pressionado desde a quinta-feira da semana passada, quando a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e outras nações que não pertencem ao bloco decidiram continuar reduzindo sua produção combinada em cerca de 1,8 milhão de barris por mais nove meses, até março de 2018. Na ocasião, vários operadores tinham a esperança que a prorrogação fosse mais longa ou de que os produtores optassem por cortes mais agressivos na oferta.

Apenas nos negócios de ontem, os preços do petróleo sofreram um tombo de quase 3%.

Em meio às dúvidas sobre o futuro do governo Michel Temer, o Banco Central reduziu ontem, 31, a Selic (os juros básicos da economia) em um ponto porcentual, de 11,25% para 10,25% ao ano. É a menor taxa desde o fim de 2013. A decisão era largamente esperada pelo mercado financeiro, que via pouco espaço para uma redução maior dos juros em função da crise política. Só que, além de se mostrar cauteloso agora, no novo cenário político, o BC já indicou que pretende promover um corte ainda menor de juros em julho.

O gráfico diário do Ibovespa mostra uma queda com forte volume na sessão de ontem. Clique para ampliar.

Os estrangeiros atuaram na venda, reduzindo de 144.951 para 133.096 a posição comprada no índice futuro.

O pregão de hoje será importante para mostrar a briga entre ursos e touros em uma região que concentra suportes como podemos ver na imagem a seguir,

O benchmark fechou entre o fundo marcado em abril aos 62.830 e a retração de 61,8% de Fibonacci (62.697).

O caminho mais natural seria a busca pelo fundo em 62.500 ou mesmo pela retração de 50% de Fibonacci em 62.240.

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@TopTraders.Com.BR

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