quarta-feira, 21 de junho de 2017

Commodities e polícia (política) no radar


Bom dia investidor!

O cobre opera com ganhos na manhã desta quarta-feira, com o dólar mais fraco após uma semana de ganhos da moeda americana.

Na London Metal Exchange (LME), o cobre para três meses subia 1,28%, a US$ 5.684 a tonelada, por volta das 9h55 (de Brasília). O cobre para julho avançava 1,33%, a US$ 2,5630 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

O dólar mais fraco tende a apoiar as commodities denominadas nessa moeda, entre elas os metais. Com esse movimento no câmbio, o cobre fica mais barato para os detentores de outras divisas, o que aumenta o apetite dos investidores.

Os investidores do cobre, por sua vez, têm reagido pouco a riscos recentes para a oferta do metal, como a decisão de funcionários da mina indonésia Grasberg, da Freeport-McMoRan, de prolongar uma greve em julho, segundo a corretora Marex Spectron. Outros problemas potenciais para a produção, porém, continuam a ocorrer no Peru.

Entre outros metais básicos negociados na LME, o alumínio recuava 0,66%, a US$ 1.875 a tonelada, o chumbo subia 0,78%, a US$ 2.144 a tonelada, o estanho operava estável, a US$ 19.595 a tonelada, o zinco avançava 1,33%, a US$ 2.591 a tonelada, e o níquel tinha alta de 0,56%, a US$ 8.935 a tonelada. 

Os contratos futuros de petróleo operam perto da estabilidade na manhã desta quarta-feira, após terem iniciado o dia em forte queda, estendendo as perdas registradas ontem.

Às 10h06 (de Brasília), na IntercontinentalExchange (ICE), o petróleo Brent para agosto operava estável, a US$ 46,02 por barril. Já na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para o mesmo mês subia 0,05%, a US$ 43,53 por barril.

O relatório semanal de estoques do Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) dos Estados Unidos, a ser divulgado às 11h30, deve ditar o ritmo do mercado de petróleo. Na terça-feira, o American Petroleum Institute (API, uma associação de refinarias) estimou que os estoques de petróleo recuaram 2,7 milhões de barris na semana passada em solo americano. No entanto, os estoques de gasolina subiram 300 mil barris e os de destilados avançaram 1,8 milhão de barris.

O jornal britânico Financial Times destaca a rejeição da Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado ontem à proposta do governo para a reforma da lei trabalhista. "O presidente do Brasil, Michel Temer, recebeu um golpe depois que um comitê do Senado rejeitou a lei trabalhista patrocinada pelo governo, provocando receios de que seu ambicioso programa de reforma - projetado para ajudar a resgatar o Brasil da pior recessão de sua história - pudesse ser paralisado, enquanto ele luta contra denúncias de corrupção", traz o periódico.

O veículo relata que a CAS reprovou o projeto de lei que flexibiliza o "rígido código trabalhista do Brasil" por 10 votos a nove. Diz também que, embora a decisão não mate a proposta, ela abala a confiança de que essa reforma passaria de forma mais fácil do que a "revisão impopular do generoso sistema previdenciário do País". O resultado também enfatiza, conforme a publicação, a batalha de Temer para manter sua coalizão legislativa unida.

O doleiro Lúcio Funaro disse, em depoimento à Polícia Federal, "confirmar a participação do presidente Michel Temer (PMDB-SP) e do deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) em acerto de propinas sobre o contrato da Petrobras com a Odebrecht".

Um dos delatores da Odebrecht, Márcio Faria, afirmou à Procuradoria-Geral da República que Temer presenciou, em 2010, quando candidato a vice-presidente da República, uma reunião na qual se acertou pagamento de propina de US$ 40 milhões ao PMDB.

O valor era referente a 5% de um contrato da empreiteira com a Petrobras. Segundo Funaro, a confirmação de que o presidente participou do encontro foi repassada por Eduardo Cunha.

PSDB decidiu adiar, para a próxima semana, a reunião da Executiva nacional, marcada para acontecer na manhã desta quarta-feira, 21. Oficialmente, o motivo é a falta de quórum. Os tucanos estavam com dificuldade de reunir seus membros em Brasília por conta dos festejos juninos, o que faz com que muitos parlamentares voltem para seus Estados, principalmente os nordestinos. A nova reunião da Executiva deve acontecer na próxima quinta-feira, 29.

IBOV agora às ~10h45, diário e intraday

Ontem o Ibovespa teve uma sessão de queda relevante, o que fez com que as médias de 5 e 21 se inclinassem para baixo, além da perda da média de 200 como suporte.

Fechou abaixo de 61.300 e tem suporte em 60.925, mínima de 22/05.

Poderemos ter a consolidação de um fundo na região.

Se fraquejar, mira 60.315 no curto prazo, piso da quinta-feia negra.

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@TopTraders.Com.BR

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