quarta-feira, 14 de junho de 2017

China, FED e Reforma Trabalhista no radar


Bom dia investidor!

Bolsa de Tóquio encerrou o pregão desta quarta-feira em leve queda, influenciada pela cautela dos investidores antes da reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos).

Os investidores japoneses esperam para entender qual a sinalização que o Fed dará a respeito dos juros até o final do ano, o que vai influenciar no valor do dólar ao redor do mundo. A instituição anuncia a decisão às 15h (de Brasília) desta quarta-feira.

A produção industrial da China cresceu 6,5% em maio na comparação com o mesmo mês do mês passado, na sequência de um sólido começo de ano, de acordo com o Escritório Nacional de Estatísticas do País.

Na comparação mensal, a produção industrial subiu 0,51% em maio, ante um aumento de 0,56% no mês anterior.

As vendas no varejo da China avançaram 10,7% em maio ante o mesmo mês do ano passado, de acordo com informações do Escritório Nacional de Estatísticas do país.

Na comparação mensal, as vendas no varejo cresceram 0,86% em maio ante abril, quando as vendas haviam subido 0,79%. 

Aliados ultraconservadores de Donald Trump iniciaram uma campanha para minar a credibilidade de Robert Mueller, procurador responsável pela investigação sobre a interferência da Rússia na eleição americana de 2016, depois de espalharem que o presidente planejava demiti-lo, informação desmentida pela Casa Branca.

Em entrevistas a redes de TV, declarações em rádios e posts no Twitter, eles acusam Mueller de não ter imparcialidade para conduzir o caso, por ter incluído três advogados que fizeram doações ao Partido Democrata em sua equipe. 

Com uma semana de atraso, o relatório da reforma trabalhista foi apresentado na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado. O documento produzido pelo senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES) pede aprovação integral do projeto e sugere algumas mudanças por veto presidencial. O texto deve ser votado na próxima semana na Comissão e o governo mantém expectativa de aprovar o projeto ainda em junho no plenário.

Em uma sessão de mais de oito horas, o parecer foi apresentado na comissão sem as confusões que marcaram sessões anteriores. O documento de Ferraço foi apresentado e a presidente da CAS, Marta Suplicy (PMDB-SP), reafirmou que seguirá à risca o acordo feito entre senadores governistas e da oposição para votar o projeto na próxima semana. Antes da votação, haverá debate de no máximo 90 minutos sobre o tema.

O calendário acertado pelos senadores prevê ainda que, no dia seguinte (21), o projeto vai à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Uma semana depois (28), o relatório deve ser votado na CCJ pela manhã. Em seguida, o projeto estará pronto para ser avaliado e votado no plenário do Senado - última etapa antes da sanção presidencial. Assim, o governo mantém o calendário com a intenção da votação final sobre o tema antes do recesso de julho.

No relatório que será votado na próxima semana, Ferraço sugere veto à regra que prevê o contrato intermitente e pede edição de uma MP com salvaguardas ao trabalhador e regulamentação de setores que poderão usar esse tipo de contrato. 

A renegociação das dívidas de Estados com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) terá duas etapas.

A primeira fase se dará ainda este ano, com a renegociação de R$ 20 bilhões em dívidas com garantia da União, segundo uma fonte presente à reunião de governadores com o presidente Michel Temer e o presidente do banco, Paulo Rabello de Castro, que ocorre na noite desta terça (13) no Palácio do Alvorada.

A segunda fase inclui a renegociação de R$ 30 bilhões de dividas sem garantia da União, incluindo a linha BNDES Copa. Esse refinanciamento só será efetivado a partir de janeiro de 2018. A medida é importante para dar um alívio de caixa aos Estados, que enfrentam crise financeira.

O Senado Federal ainda precisa editar uma resolução para abrir uma exceção nas normas da Casa sobre limites fiscais para renegociação de dívidas. Só assim que os Estados poderão finalmente renegociar os débitos de R$ 50,46 bilhões com o BNDES, conforme as condições já firmadas: alongamento do prazo em 20 anos e carência de quatro anos. O Tesouro Nacional estima alívio de R$ 6 bilhões aos Estados em três anos, caso todos os contratos sejam renegociados.

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O gráfico diário do Ibovespa tem um sinal de fundo, uma espécie de harami sobre a média móvel exponencial de 200 períodos, algo que não pode ser ignorado.

Se houver rompimento de 62.009 e da média móvel exponencial de 5 períodos, a compra voltará a dar o tom.

A caminho mais provável para essa quarta-feira, véspera de feriado e que marca o vencimento do índice futuro no Brasil, é de um pregão positivo, possivelmente com teste de 62.500.


Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan

Diretor da TopTraders
contato@TopTraders.Com.BR


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