segunda-feira, 15 de maio de 2017

Semana agitada pela frente

Bom dia investidor!


A Coreia do Sul, o Japão e os Estados Unidos condenaram o novo teste de mísseis realizado pela Coreia do Norte ontem.

Pyongyang lançou o míssil balístico que voou por meia hora e atingiu uma altitude inusualmente alta, antes de pousar no Mar do Japão, segundo militares sul-coreanos, japoneses e americanos. O lançamento, que segundo Tóquio pode ter sido de um novo tipo de míssil, é um desafio direto ao novo presidente da Coreia do Sul e ocorre no momento em que embarcações dos EUA, do Japão e de países europeus se reúnem para exercícios militares no Oceano Pacífico.

Os futuros de petróleo operam em forte alta nesta manhã, mantendo o tom visto durante a madrugada, em reação a uma proposta da Arábia Saudita e da Rússia de estender os atuais cortes na produção da commodity por nove meses.

Em comunicado conjunto, os ministro de Energia da Arábia Saudita, Khalid al-Falih, e da Rússia, Alexander Novak, defenderam hoje que os pactos da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e de outros produtores liderados pela Rússia sejam prorrogados até março de 2018.

Às 9h23 (de Brasília), o petróleo tipo Brent para julho subia 2,93% na IntercontinentalExchange (ICE), a US$ 52,33 por barril, enquanto o WTI para junho avançava 3,05% na New York Mercantile Exchange (Nymex), a US$ 49,30 por barril.

Os futuros de cobre operam em alta na manhã desta segunda-feira, em meio à melhora do sentimento em relação à China, apesar de indicadores recentes que decepcionaram analistas.

Por volta das 9h25 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) avançava 0,59%, a US$ 5.602,00 por tonelada.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para julho tinha alta de 0,71%, a US$ 2,5420 por libra-peso, às 7h30 (de Brasília).

Os últimos números da China mostraram que a produção industrial e as vendas no varejo da segunda maior economia do mundo cresceram em ritmo mais fraco em abril. Os dados chineses, no entanto, foram ignorados pelos mercados de metais, segundo analistas da corretora Marex Spectron.

"Um pouco do cinismo em relação à China está chegando ao fim", explicou Nitesh Shah, estrategista de commodities da ETF Securities.

Shah citou recentes injeções líquidas de capital na China, que ajudaram a diminuir um pouco as pressões monetárias, assim como um acordo comercial anunciado na sexta-feira entre os governos chinês e dos EUA. Segundo Shah, o acordo ajudou a impulsionar o complexo de commodities de modo geral.

A China é o maior consumidor mundial de metais básicos.

Entre outros metais na LME, os ganhos eram generalizados: o alumínio subia 0,90% no horário citado acima, a US$ 1.902,00 por tonelada, enquanto o chumbo avançava 0,82%, a US$ 2.141,50 por tonelada, o estanho aumentava 0,28%, a US$ 19.880,00 por tonelada, o zinco ganhava 0,86%, a US$ 2.573,00 por tonelada, e o níquel tinha valorização de 0,53%, a US$ 9.080,00 por tonelada. 

O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, afirmou que os juros reais estão em queda no Brasil e na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), os dirigentes consideraram o atual ritmo de corte adequado. Entretanto, avaliaram que "a conjuntura recomendava monitorar a evolução dos determinantes do grau de antecipação do ciclo", disse ele.

Ilan explicou que o grau de antecipação do ciclo desejado depende, por um lado, da evolução da conjuntura econômica e, por outro, das incertezas e dos fatores de risco que ainda pairam sobre a economia.

O gráfico diário do Ibovespa inicia a semana apontando para 69.490 como alvo, sendo esse ponto a máxima atingida em 2017.

A região deverá ser testada nos próximos dias e terá um forte desafio, mesmo porque já estaria distante das médias quando a região fosse testada, caso esse cenário de maior probabilidade seja concretizado.

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Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@TopTraders.Com.BR

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