terça-feira, 23 de maio de 2017

Ibovespa mostra figura interessante


Bom dia investidor!

Os contratos futuros de petróleo operam em baixa na manhã desta terça-feira, com o plano dos Estados Unidos de vender metade de suas reservas estratégicas de petróleo, o que compensou o otimismo dos investidores em relação à próxima reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), que definirá se haverá uma extensão nos cortes na produção dos membros do cartel. Além disso, um movimento de realização de lucros também afeta os preços da commodity.

Às 9h15 (de Brasília), o petróleo WTI para julho caía 0,55%, a US$ 50,85 por barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex). Já o petróleo Brent para o mesmo mês recuava 0,54%, a US$ 53,58 por barril.

Os preços do petróleo subiram cerca de 9% nas duas últimas semanas, com os investidores apostando que a Opep e outros grandes produtores irão estender seus cortes na produção, previstos para expirar em junho. No entanto, a proposta de orçamento do presidente dos EUA, Donald Trump, ajudou a bloquear o rali, após a inclusão de um plano para vender metade das reservas de petróleo dos EUA no período de dez anos.

Os futuros de cobre operam em baixa, após relatório do Grupo Internacional de Estudo do Cobre (ICSG, pela sigla em inglês) mostrar que houve superávit do metal básico no primeiro bimestre do ano.

Por volta das 7h50 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) recuava 0,7%, a US$ 5.680,00 por tonelada.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para julho tinha baixa de 0,42%, a US$ 2,5845 por libra-peso, às 9h23 (de Brasília).

Apesar do superávit inicial do cobre, as projeções de analistas para o ano ainda são de um déficit de 147 mil toneladas.

Outros metais básicos na LME estavam sem direção única: o alumínio caía 0,23% no horário citado acima, a US$ 1.934,00 por tonelada, e o níquel diminuía 0,69%, a US$ 9.335,00 por tonelada, mas o zinco subia 0,30%, a US$ 2.655,00 por tonelada, o chumbo avançava 0,17%, a US$ 2.103,00 por tonelada, e o estanho ganhava 0,49%, a US$ 20.565,00 por tonelada.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi denunciado nesta segunda-feira pela sexta vez - a terceira na Operação Lava Jato. O Ministério Público Federal (MPF), em Curitiba, acusou o petista dos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no inquérito que apura recebimento de propina da Odebrecht e OAS em troca de benfeitorias no Sítio Santa Bárbara, em Atibaia, interior de São Paulo.

Lula já é réu em cinco ações penais - duas delas na Lava Jato. Ontem, a força-tarefa acusou também o ex-presidente de estruturar, orientar e comandar esquema ilícito de pagamento de propina em benefício de partidos, políticos e funcionários públicos na Petrobras. A defesa do petista afirmou que a denúncia contém “acusações frívolas e com objetivo de perseguição política”.

A decisão de Temer de recuar no pedido de suspensão de seu inquérito no STF, após Cármen Lúcia adiar o julgamento da ação até receber a perícia da PF sobre a gravação de Joesley é um sinal de que a crise deverá se estender, pelo menos, até 6 de junho, quando o TSE julga a cassação da chapa DILMA-TEMER.

Aliados tentam segurar a onda, tocando a pauta no Congresso.

A agência de classificação de risco Standard & Poor's colocou na noite de ontem o rating BB do Brasil em revisão para possível rebaixamento. A agência cita a recente crise envolvendo o presidente Michel Temer e aponta as incertezas políticas caso ele saia e a fragilidade de sua base no Congresso caso ele permaneça. Enquanto isso, o presidente centra sua defesa na desqualificação da gravação de sua conversa com Joesley Batista.


O gráfico diário do Ibovespa mostra que ontem tivemos novo teste da região de 61.300, sendo que a mesma foi respeitada.

Isso significa que as expectativas para a semana são positivas,

Hoje devemos ter uma levemente negativa, com virada logo após os primeiros negócios e assim seguirmos durante toda a sessão.

Temos resistência imediata em 62.500 e depois 62.830, as quais devem ser rompidas entre hoje e amanhã.

A prova de fogo será adentrar no território demarcado pela LTA, ponto que marcou máxima do repique no pregão de sexta-feira.

Um desenho ainda mais interessante aparece no intraday, gráfico de 60 minutos.

Trata-se de um W, com a perna direita mais alta que a anterior, o que confere força ao padrão.

A figura é amparada por uma LTA.

Se houver rompimento de 61.800 teremos um pivot de alta capaz de jogar o benchmark no eixo do W, em 63.490 ao longo dos próximos dias.

Se o eixo for testado de fato e rompido, daí o mercado vira, mirando 68.790, uma vez que não tem resistência entre o eixo do W e o alvo.


A expectativa é altamente positiva, mas precisa materializar os primeiros passos.


Bons negócios!



Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@TopTraders.Com.BR

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