sexta-feira, 26 de maio de 2017

Ibovespa em ponto decisivo


Bom dia investidor!

Bolsa de Tóquio fechou em baixa nesta sexta-feira, depois de acumular ganhos moderados nos dois pregões anteriores, à medida que uma forte queda nos preços do petróleo pesou em ações de empresas japonesas do setor e o iene se fortaleceu em relação ao dólar durante a madrugada, pressionando papéis de exportadoras.

O Nikkei caiu 0,64% e terminou a sessão a 19.686,84 pontos, afastando-se ainda mais da marca psicológica dos 20 mil pontos que foi atingida pela última vez em dezembro de 2015. Ao longo da semana, porém, o índice japonês teve valorização de 0,68%.

O Banco do Povo da China (PBoC, o BC chinês) vai ampliar o controle sobre a moeda do país ao mudar a forma como estabelece a taxa de paridade do yuan em relação ao dólar, em sua última tentativa de evitar grandes oscilações cambiais em meio ao aumento de preocupações com a economia doméstica.

O PBoC pretende adicionar um "fator contracíclico" ao modelo que utiliza para definir a taxa de paridade diária, segundo comunicado do China Foreign Exchange Trade System, braço de negócios cambiais do BC chinês.

Os futuros de cobre operam em baixa nesta manhã, devolvendo ganhos da sessão anterior, quando chegaram a atingir os maiores níveis em três semanas.

Por volta das 9h10 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) recuava 0,3%, a US$ 5.710,00 por tonelada.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para julho tinha baixa de 0,64%, a US$ 2,5810 por libra-peso.

Ontem, o cobre foi impulsionado por relatos de crescentes tensões entre trabalhadores da mina indonésia de Grasberg, que é operada pela Freeport-McMoRan é uma das maiores do mundo.

Outros metais básicos na LME não mostravam direção única: o alumínio subia 0,2% no horário citado acima, a US$ 1.963,00 por tonelada, em meio a expectativas de cortes na produção da China, enquanto o zinco também ganhava 0,2%, a US$ 2.640,00 por tonelada, o chumbo avançava 0,6%, a US$ 2.106,00 por tonelada, o estanho caía 0,2%, a US$ 20.405,00 por tonelada, a o níquel diminuía 0,1%, a US$ 9.035,00 por tonelada.

A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) já admite a possibilidade de eleição indireta para a eventual saída do presidente Michel Temer. Segundo ela, o partido vai lutar até a última hora por eleições diretas, mas já tem "convicção" de como agir caso o sucessor de Temer seja escolhido pelo Congresso Nacional. Embora ainda não tenha nenhum nome definido, Vanessa garante que o candidato apoiado pelo PCdoB teria que se comprometer ao "não avanço das reformas" previdenciária e trabalhista.

O núcleo político do governo avalia que o quebra-quebra na Esplanada dos Ministérios provocado por vândalos que participaram de protesto convocado pelas centrais sindicais “vai ajudar muito” na votação da reforma trabalhista. É sabido que o pano de fundo é o descontentamento com o fim do imposto sindical previsto na reforma. Até mesmo congressistas críticos a Temer, mas que não gostaram do que viram na quarta-feira, falam em dar o troco. Já quanto à reforma da Previdência, o governo não tem garantias de que será aprovada.


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O Ibovespa novamente buscou uma região decisiva  na sessão de ontem.

Apoiado em 62.830, beliscou a LTA e cedeu, fechando colado na média móvel exponencial de 5 períodos.

Para a sessão dessa sexta-feira o caminho mais natural seria um abertura em leve baixa, seguida por recuperação moderada.

As movimentações do petróleo e bolsas norte-americanas deverão ter impacto relevante ao longo do dia, especialmente agora que o cenário interno está mais calmo.

Petróleo cede 1,21% nesse momento na Nymex e cai 1,18% na ICE, enquanto os futuros nos EUA desvalorizam cerca de 0,20%.

A magnitude da alta esperada para hoje no Brasil poderá ser proporcional a uma recuperação no exterior.


Bons negócios!




Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@TopTraders.Com.BR


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