sexta-feira, 5 de maio de 2017

Eleições na França e Payroll no radar


Bom dia investidor!

Resultado de imagem para fed janet yellenEm dia de agenda esvaziada no mercado doméstico, o dólar pode abrir em alta moderada com os investidores do mercado de câmbio no aguardo por acontecimentos importantes nos EUA - entre eles, o relatório de emprego (payroll), o discurso da presidente do Federal Reserve (Fed, o BC dos EUA), Janet Yellen (14h30), e várias falas de autoridades da instituição.

A valorização da moeda americana ante as principais divisas e moedas ligadas a commodities contribui para este movimento. Ainda assim, o dólar pode encontrar algum espaço para realização, após fechar em alta ontem na esteira de incertezas em torno das reformas da Previdência e trabalhista e da queda de commodities.

Seis autoridades do Fed falam hoje. Além de Yellen, Stanley Fischer (vice-presidente do Fed) e Charles Evans (do Fed de Chicago) - todos com direito a voto nas reuniões de política monetária - são aguardados. Será a primeira onda de discursos desde a última reunião do Comitê Federal de Política Monetária (Fomc) e o mercado segue atento em busca de mais pistas, após a instituição deixar aberta a possibilidade de aumento de juros em junho.

Os futuros de petróleo mostram volatilidade nesta manhã, em meio a preocupações com a situação da oferta global. Na sessão de ontem, a commodity sofreu um tombo de quase 5%.

Às 9h31 (de Brasília), o petróleo tipo Brent para julho tinha leve alta de 0,10% na IntercontinentalExchange (ICE), a US$ 48,43 por barril, enquanto o WTI para junho recuava 0,20% na New York Mercantile Exchange (NYSE), a US$ 45,43 por barril.

Nos menores níveis desde o fim de novembro, o petróleo vem sendo pressionado por uma crescente avaliação de que esforços da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e da Rússia para cortar sua produção ao longo do primeiro semestre não serão suficientes para equilibrar a oferta mundial, uma vez que os EUA vêm ampliando sua produção significativamente.

O cobre opera em alta nesta sexta-feira, embora sem muita força, recuperando-se em parte das perdas desta semana. Um forte aumento nos estoques globais provocou na quarta-feira e na quinta-feira a maior queda em dois dias do metal desde julho de 2015.

O cobre para entrega em julho avançava 0,16%, a US$ 2,5155 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), às 9h35 (de Brasília).

O cobre para três meses subia 0,51%, a 1.234,75 a tonelada, em Londres, por volta das 7h40. Na semana, porém, o contrato do cobre em Londres tinha baixa de quase 3%.

Há expectativa nos mercados pela divulgação do relatório mensal de empregos (payroll) dos EUA, que sai às 9h30. Além disso, também existe certa cautela antes do segundo turno na eleição francesa, que ocorre no domingo entre o centrista Emmanuel Macron e Marine Le Pen, de extrema-direita.

Os preços dos metais básicos, particularmente o cobre, foram pressionados na quarta-feira e na quinta-feira, após uma leitura fraca do índice dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) da indústria da China e diante do aumento nos estoques globais. Isso e o temor com a demanda da indústria chinesa levaram os preços do aço e dos metais básicos em geral para baixo.

Os estoques de metais monitorados pela London Metal Exchange (LME) continuaram a aumentar nesta sexta-feira, com mais 43 mil toneladas, patamar similar ao avanço visto nos dois dias anteriores. Com isso, esses estoques tiveram avanço de 40% nos últimos três dias, segundo John Meyer, da SP Angel.

Entre outros metais básicos, o alumínio subia 0,05%, a US$ 1.918 a tonelada, o chumbo caía 0,59%, a US$ 2.182 a tonelada, o estanho recuava 0,18%, a US$ 19.860 a tonelada, o zinco subia 0,62%, a US$ 2.577 a tonelada, e o níquel tinha baixa de 0,33%, a US$ 8.980 a tonelada.

O secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, Mansueto Almeida, afirmou que discorda de quem diz que o novo texto da reforma da Previdência vai obrigar o próximo governo a fazer uma nova reforma. Para ele, o parecer do relator da proposta, Arthur Oliveira Maia (PPS-BA), aprovado pela comissão especial da Câmara, ainda representa uma "reforma dura".

O secretário argumentou que quem afirma que uma nova reforma será necessária em 2 ou 3 anos está levando em conta que a redução do déficit é o principal objetivo, sendo que, segundo ele, a intenção maior é atacar a trajetória de elevação dos gastos com a Previdência. "O déficit é apenas algo que torna a reforma mais urgente, mas não se trata de uma reforma que busca o equilíbrio de curto prazo", disse, na saída de evento em São Paulo.


O Ibovespa foi pressionado na sessão de ontem e buscou um ponto natural de correção, a região de 65.000 pontos.

Fechou colado na média móvel exponencial de 21 períodos e levemente acima de outro suporte importante (64.770).

O caminho mais natural para o pregão de hoje seria um movimento de alta consistente, de ponta-a-ponta do pregão, de nível moderado, recuperando parcialmente as perdas impostas ontem.

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders


contato@TopTraders.Com.BR

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