segunda-feira, 8 de maio de 2017

Eleições na França e commodities em destaque


Bom dia investidor!

Os futuros de petróleo operam com bastante volatilidade desde a madrugada, mas há expectativas de que grandes produtores cortarão a oferta por mais tempo do que o previsto numa tentativa de reduzir os estoques globais da commodity.

Às 9h03 (de Brasília), o viés do petróleo era levemente negativo: na IntercontinentalExchange (ICE), o Brent para julho tinha baixa de 0,18%, a US$ 49,01 por barril, enquanto na New York Mercantile Exchange (NYSE), o WTI para junho recuava 0,13%, a US$ 46,15 por barril.

Na última sexta-feira, o petróleo subiu cerca de 1,5% tanto na Europa quanto nos EUA. Ao longo da semana passada, porém, a commodity acumulou perdas de mais de 5%, em meio a temores de que o avanço da produção dos EUA e de outros países acabará anulando esforços da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e da Rússia de cortarem sua oferta durante o primeiro semestre do ano.

O candidato vitorioso no segundo turno das eleições na França, Emmanuel Macron, agradeceu os eleitores pelo resultado deste domingo e prometeu trabalhar para sanar as divisões do país. Em discurso realizado ontem, o ex-banqueiro também prometeu batalhar para defender os valores da Europa e lutar contra o terrorismo tanto dentro do país como no exterior.

O candidato do En Marche! prometeu defender os valores da França e da Europa. "É nossa civilização que está em jogo, nossa maneira de ser livres. Vou trabalhar par reaproximar os laços entre a Europa e seus cidadãos. Eu envio às nações do mundo a saudação da França fraterna".

O próximo líder francês também afirmou que o país estará na frente da luta contra o terrorismo, tanto em solo nacional no exterior. Ele também aproveitou para agradecer o presidente François Hollande por seus cinco anos à frente do país. Hollande foi o responsável por trazê-lo para a vida política em 2012, ao nomeá-lo ministro da Economia.

O cobre opera em queda nesta segunda-feira, após uma série de indicadores econômicos modestos da China.

Às 9h12 (de Brasília), o cobre para três meses caía 1,60%, a US$ 5.496,50 a tonelada, na London Metal Exchange (LME). O cobre para julho recuava 1,66%, a US$ 2,4865 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

Dados divulgados pela autoridade alfandegária chinesa nesta segunda-feira mostraram uma queda de 30% nas importações de cobre em abril ante o mês anterior, para o patamar mais baixo em seis meses, segundo a Investec.

O revés para os preços ocorre após o metal já ter registrado uma onda de vendas na semana passada graças a uma combinação de dados fracos do índice dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) da indústria da China e do aumento nos estoques monitorados pela London Metal Exchange (LME). Os esforços do governo chinês para reduzir o endividamento do governo local com medidas mais estritas em projetos de infraestrutura também pesaram sobre os preços do aço, afetando outros metais.

Os dados desta segunda-feira da China mostraram que as exportações de aço recuaram 14% no mês de abril e 29% na comparação anual. Isso novamente puxou para baixo os preços do aço e dos metais básicos em geral, apontou o ING.

Em meses recentes tem ocorrido ajustes no mercado de cobre, mas uma potencial greve nacional no Peru poderia apoiar os preços. Na sexta-feira, os mineiros peruanos aprovaram o início de uma paralisação em junho, embora uma greve nacional em 2015 tenha gerado impacto limitado após as mineradoras implementarem planos de contingência, lembra a Investec.

Entre os outros metais básicos negociados na LME, o alumínio operava em baixa de 0,6%, a US$ 1.880,00 a tonelada, o chumbo caía 0,9%, a US$ 2.159 a tonelada, o estanho recuava 0,4%, a US$ 19.640 a tonelada, o zinco tinha baixa de 1%, a US$ 2.566,00 a tonelada, e o níquel recuava 0,8%, a US$ 9.075 a tonelada.

Os economistas do mercado financeiro voltaram a reduzir levemente suas projeções para o IPCA neste ano. O Relatório de Mercado Focus, divulgado há pouco pelo BC, mostra que a mediana para o IPCA - o índice oficial de inflação - em 2017 foi de 4,03% para 4,01%. Há um mês, estava em 4,09%. Por outro lado, a projeção para o IPCA de 2018 foi de 4,30% para 4,39%, ante 4,46% de quatro semanas atrás.

Na prática, as projeções de mercado divulgadas hoje no Focus indicam que a expectativa é que a inflação fique abaixo do centro da meta, de 4,5%, em 2017 e 2018. A margem de tolerância para estes anos é de 1,5 ponto porcentual (inflação entre 3,0% e 6,0%).


O Ibovespa reagiu no pregão de sexta-feira, segurando na média móvel exponencial de 21 períodos.

A inclinação altista de curto prazo foi preservada.

O caminho mais provável para hoje Seria um abertura em baixa moderada, seguida de recuperação intradiária e fechamento em campo positivo, acima da barreira psicológica 66.000 pontos.

Isso abriria espaço para teste de 66.200 seguido por 66.550, 66.600 e 66.850 (máxima da semana anterior).

Esse batalhão de resistências, caso sejam vencidas, o que é a minha aposta para a semana, atuarão como suportes posteriormente, pelo princípio de inversão de polaridade da análise técnica, sustentando uma pernada de alta no curtíssimo prazo.

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@TopTraders.Com.BR

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