terça-feira, 25 de abril de 2017

Reforma Trabalhista em destaque


Bom dia investidor!

A Bolsa de Tóquio fechou com ganho superior a 1% pelo terceiro pregão consecutivo nesta terça-feira, o que não acontecia desde junho do ano passado, uma vez que o iene manteve-se fraco ante o dólar na esteira do resultado do primeiro turno da eleição presidencial francesa, no fim de semana, e após novos rumores sobre incentivos tributários nos EUA.

O índice Nikkei subiu 1,08%, encerrando os negócios a 19.079,33 pontos, seu maior nível em três semanas.

Os empréstimos inadimplentes pararam de avançar na China e a pressão de saída de capitais diminuiu, afirmou Yi Gang, vice-presidente do banco central chinês (PBoC, na sigla em inglês), acrescentando, porém, que é preciso "ficar de olho no fenômeno e identificar o motivo por trás dele", segundo a agência de notícias estatal Xinhua.

Yi também apontou o progresso que Pequim tem feito ao abrir seu mercado de bônus para investidores estrangeiros. "No fim do ano passado, havia mais de 400 instituições estrangeiras investindo no mercado interbancário de bônus da China, com um montante total de mais de 800 bilhões de yuans", declarou ele à Xinhua.

Os preços do petróleo operam ligeiramente mais altos nesta terça-feira, mas tem oscilado um pouco acima do seu nível mais baixo neste mês, em meio a contínuas dúvidas de que o excesso de petróleo bruto global está sendo drenado.

O petróleo Brent caiu cerca de 5% na semana. Isso reflete a recente preocupação dos investidores com a força da recuperação da produção de petróleo dos EUA e dúvidas na crença de que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) pode efetivamente levar o mercado de volta ao equilíbrio após vários anos de excesso de oferta.

Às 9h02 (de Brasília), o petróleo tipo Brent para junho subia 0,33% na IntercontinentalExchange (ICE), a US$ 51,77 por barril, enquanto o WTI para o mesmo mês tinha alta de 0,33% na New York Mercantile Exchange (Nymex), a US$ 49,39 por barril

Os futuros de cobre operam em alta nesta manhã, ainda sustentados por reduções nos estoques do metal básico em Londres.

Por volta das 9h05 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) subia 0,65%, a US$ 5.691,50 por tonelada.

Já na Comex, a divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o cobre para maio tinha alta de 0,80%, a US$ 2,5730 por libra-peso.

Segundo Alastair Munro, da Marex Spectron, os estoques de cobre na LME caíram hoje pela quarta sessão consecutiva, a 134 mil toneladas, estimulando a demanda pelo metal.

Outros metais básicos na LME não tinham direção única: o alumínio mostrava leve alta de 0,13%, a US$ 1.952,50 por tonelada; o estanho caía 0,13%, a US$ 19.610,00 por tonelada; o zinco ganhava 0,90%, a US$ 2.621,00 por tonelada; o chumbo exibia valorização de 0,23%, a US$ 2.163,50 por tonelada; e o níquel recuava 0,16% a US$ 9.255,00 por tonelada.

A reforma trabalhista deve ser aprovada ainda esta semana pela Câmara, segundo a Eurasia. Com a probabilidade crescente de o recesso parlamentar de julho ser cancelado, a consultoria acredita que o projeto pode ser aprovado pelo Senado no final de julho. "O projeto, que busca introduzir mais flexibilidade no mercado de trabalho, terá um efeito significativo no ambiente de negócios e é o item mais importante na agenda de reformas depois da Previdência", dizem os analistas em relatório.

A Eurasia lembra que há uma greve geral marcada para esta semana, mas afirma que uma esquerda enfraquecida e o fato de o governo já ter negociado as mudanças com sindicatos significam que as condições para a aprovação do projeto "são predominantemente favoráveis".

A consultoria lembra que o ideal é que a reforma seja analisada rapidamente pelo Senado, para não se confundir com o andamento das mudanças na Previdência. Além disso, a votação da reforma trabalhista servirá de termômetro para as mudanças previdenciárias. "Embora a reforma trabalhista seja possivelmente tão polêmica quanto a da Previdência, é necessário um número mínimo de votos menor votos", lembra a Eurasia.

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O Ibovespa parece ter desenhado um fundo duplo entre março e abril e segue marcando máximas e mínimas mais altas que a sessão anterior no curtíssimo prazo.


IBOV curto prazo - clique para ampliar

Se romper 64.590 teremos um pivot de alta e a média móvel exponencial de 21 períodos seria automaticamente vencida.

Em caso de correção, o suporte imediato é 63.740.

O movimento mais provável para hoje é um abertura em terreno negativo, com recuperação ao longo do dia e fechamento em campo positivo de forma moderada.

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@TopTraders.Com.BR

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