quinta-feira, 20 de abril de 2017

Pregão deverá ser movimentado antes do feriado


Bom dia investidor!

A Bolsa de Tóquio fechou praticamente estável nesta quinta-feira, após exibir leves ganhos nos três pregões anteriores, em meio ao ambiente de cautela inspirado pelas tensões entre EUA e Coreia do Norte e a aproximação da eleição presidencial na França.

O índice Nikkei registrou hoje baixa marginal de 0,01% na capital japonesa, a 18.430,49 pontos.

Ao longo da semana, o apetite por risco em Tóquio tem sido prejudicado pela troca recente de ameaças entre Washington e o regime norte-coreano. Ontem, o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, disse que seu país responderia de forma "devastadora" ao eventual uso de armas pela Coreia do Norte, nucleares ou não.

Além disso, preocupa o futuro da França, que realiza o primeiro turno de sua eleição presidencial no domingo (23). O maior temor é uma eventual vitória de Marine Le Pen, candidata de extrema direita que defende a retirada da França da zona do euro.

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) fechou um acordo preliminar para estender cortes na produção do grupo, informou hoje o ministro de Energia da Arábia Saudita, Khalid al-Falid.

Pelo pacto atual, anunciado em novembro, a Opep vem buscando reduzir sua produção em cerca de 1,2 milhão de barris por dia ao longo do primeiro semestre do ano.

Segundo Falid, a extensão é necessária, mas talvez não dure outros seis meses, e o acordo preliminar não foi ratificado por todos os integrantes da Opep.

O apoio da Arábia Saudita é fundamental para que a Opep prorrogue os cortes na produção em reunião que fará em Viena no dia 25 de maio.

Falid também comentou que os esforços de conter a oferta de petróleo têm como principal objetivo reduzir os estoques da commodity para a média de cinco anos, meta que ainda não foi alcançada.

A Arábia Saudita já sinalizou a autoridades da Opep que deseja aprovar a extensão do acordo por mais seis meses quando o grupo se reunir no próximo mês, segundo fontes com conhecimento do assunto.

Ontem, os preços do petróleo despencaram mais de 3,5% e atingiram os menores níveis em quase três semanas após dados mostrarem que a produção dos EUA atingiu o maior nível em 20 meses na semana passada.

Às 9h15 (de Brasília), o petróleo tipo Brent para junho subia 0,94% na IntercontinentalExchange (ICE), a US$ 53,43 por barril, enquanto o WTI para o mesmo mês avançava 0,90% na New York Mercantile Exchange (Nymex), a US$ 51,31 por barril. O WTI de maio, que vence no fim dos negócios de hoje, tinha alta de 0,89%, a US$ 50,8 por barril.

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil "deve crescer 3%" em 2018, porque a base de comparação é muito baixa, dada a previsão dele de que o País deve avançar 0,5% em 2017. Além disso, Meirelles apontou que o processo de retomada da expansão da atividade pode permitir um aumento da contratação de mão de obra, o que colaborará para gerar emprego e renda.

"O PIB de 2018 começará a um ritmo de 3% em termos anualizados. Isto porque o Brasil no quarto trimestre deste ano, na margem, deve avançar perto de 3% numa base anualizada", ponderou Meirelles. O ministro ressaltou que o PIB no quarto trimestre de 2017, ante o mesmo período de 2016, deve subir ao redor de 2,7%.

O PIB deve crescer aproximadamente 0,7% no primeiro trimestre deste ano ante o quarto trimestre de 2016. O ministro fez os comentários em entrevista coletiva para jornalistas brasileiros no dia de sua chegada à capital dos Estados Unidos para participar da reunião da Primavera do Fundo Monetário Internacional.

Vinte e quatro horas após sofrer uma derrota em plenário, a base aliada na Câmara conseguiu aprovar o requerimento de urgência que dá celeridade à apreciação do projeto da reforma trabalhista. Embora os aliados afirmem que manterão a votação do texto na comissão especial na próxima semana, o requerimento aprovado abre brecha para que a votação seja feita diretamente no plenário.

Ontem, o requerimento teve o apoio de apenas 230 deputados, 163 votaram contra e apenas um parlamentar se absteve. Sem os 257 votos necessários, o requerimento foi rejeitado na noite anterior. Hoje foram 287 votos a favor e 144 contra. Os partidos de oposição e o Solidariedade, que integra a base governista, orientaram voto contra o requerimento. O PSB, também da base aliada, liberou a bancada a votar livremente.

Os futuros de cobre mantêm o tom positivo da última sessão nesta manhã, estendendo a recuperação das mínimas desde janeiro que atingiu recentemente, em meio ao enfraquecimento do dólar e o bom desempenho comercial do Japão e China.

Por volta das 9h20 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) subia 1,01%, a US$ 5.651,00 por tonelada.

Já na Comex, a divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o cobre para maio tinha alta de 0,49%, a US$ 2,5470 por libra-peso.

Entre outros metais básicos na LME, os ganhos eram generalizados: o alumínio subia 1,44%, a US$ 1.940,00 por tonelada; o estanho avançava 0,76%, a US$ 20.000,00 por tonelada; o zinco ganhava 1,95%, a US$ 2.619,50 por tonelada; o chumbo tinha valorização de 1,11%, a US$ 2.184,50 por tonelada; e o níquel mostrava alta de 0,85% a US$ 9.470,00.

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Pelo segundo pregão seguido, o Ibovespa tocou a média móvel exponencial de 21 períodos e cedeu.

Para a sessão dessa quinta-feira o caminho mais provável seria o rompimento de 63.740 com possível teste da máxima da semana em 65.590.

Talvez falte fôlego pela cautela em razão do feriado e conflitos geopolíticos.

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da Top Traders
contato@TopTraders.Com.BR


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