segunda-feira, 24 de abril de 2017

Mundo Verde


Bom dia investidor!

A Bolsa de Tóquio fechou com o maior ganho em seis semanas nesta segunda-feira, à medida que a fraqueza do iene ante o dólar impulsionou ações japonesas na esteira do primeiro turno da eleição presidencial francesa.

O índice Nikkei teve alta de 1,37% hoje, encerrando o pregão a 18.875,88 pontos.

O índice de sentimento das empresas da Alemanha subiu para 112,9 em abril, de 112,4 em março, atingindo o maior nível desde julho de 2011, segundo o instituto alemão Ifo.

Para o presidente do Ifo, Clemens Fuest, o resultado é um sinal de que a economia alemã "está crescendo com força".

Apenas o subíndice de condições atuais avançou para 121,1 em abril, de 119,5 em março. Por outro lado, o subíndice sobre as expectativas das empresas para os próximos seis meses recuou neste mês a 105,2, de 105,7 em março.

O Ifo entrevista cerca de 7.000 empresas dos setores de manufatura, construção, atacado e varejo para sua pesquisa mensal.

As bolsas europeias sobem com vigor na manhã desta segunda-feira, aliviadas pelo resultado do primeiro turno da eleição presidencial francesa.

A Bolsa de Paris, por exemplo, avança além de 4% e o índice pan-europeu Stoxx-600 sobe mais de 1,5%, com todos os setores no terreno positivo. Os mercados da região comemoram a diminuição dos temores na União Europeia (UE) com a possibilidade de o populismo vencer o pleito na França, como ocorreu nos Estados Unidos e depois do Brexit (processo de saída do Reino Unido da UE).

As moedas locais também operam em alta, com o euro chegando a saltar ao maior nível desde novembro do ano passado.



Ontem, o ex-ministro da economia Emmanuel Macron venceu o primeiro turno das eleições francesas. No dia 7 de maio, ele disputará a segunda rodada com a candidata de extrema-direita, Marine Le Pen. A segunda maior economia da região verá um confronto direto entre o recém-criado movimento "Em Marche!", do social-liberal, com a eurocética do partido nacionalista Frente Nacional, considerada a favorita durante parte da campanha. O quadro eleitoral encerra o bipartidarismo de socialistas e republicanos que se alternaram no Palácio do Eliseu por 36 anos.

Os futuros de petróleo operam em alta nesta manhã, após registrarem perdas de cerca de 7% na semana passada, mas alguns analistas duvidam que os preços avancem muito além de US$ 50 por barril, uma vez que o aumento na produção dos EUA limita ganhos.

Às 9h05 (de Brasília), o petróleo tipo Brent para junho subia 0,87% na IntercontinentalExchange (ICE), a US$ 52,41 por barril, enquanto o WTI para o mesmo mês tinha alta de 0,89% na New York Mercantile Exchange (Nymex), a US$ 50,06 por barril.

A commodity se recupera após tocar os menores níveis em três semanas, pressionada por dados mostrando que a produção dos EUA continua em expansão, que os estoques de gasolina cresceram mais e que o número de plataformas em operação no país também está aumentando.

Os futuros de cobre operam em alta nesta manhã, após uma nova redução nos estoques do metal básico em Londres.

Por volta das 9h10 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) subia 0,47%, a US$ 5.664,00 por tonelada.

Já na Comex, a divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o cobre para maio tinha alta de 0,73%, a US$ 2,5560 por libra-peso.

Segundo Alastair Munro, da Marex Spectron, os estoques de cobre na LME caíram hoje pela terceira sessão consecutiva, favorecendo a demanda pelo metal.

Outros metais básicos na LME operavam sem direção única: o alumínio tinha alta marginal de 0,03%, a US$ 1.936,00 por tonelada; o estanho recuava 0,18%, a US$ 19.720,00 por tonelada; o zinco ganhava 0,39%, a US$ 2.596,00 por tonelada; o chumbo exibia valorização de 0,30%, a US$ 2.148,00 por tonelada; e o níquel caía 0,37% a US$ 9.345,00 por tonelada. 

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou que "não serão uma ou duas semanas que farão diferença para a aprovação da reforma da Previdência", pelo Congresso, pois o "importante é que seja aprovada." O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) disse hoje em Foz do Iguaçu se não for possível a votação no plenário da Casa no dia 8 de maio, poderá ocorrer no dia 15 de maio.

O ministro da Fazenda ressaltou que a proposta da reforma da Previdência Social "está bem encaminhada" no Congresso, onde espera que será aprovada até o final de junho. Contudo, o ministro manifestou em Washington que caso ocorra algum adiamento e fosse aceita de forma definitiva pelos parlamentares em agosto, não seriam gerados problemas para a correção das contas públicas no longo prazo. Para ele, no entanto, o impacto maior poderia ocorrer sobre expectativas de investidores, com efeito em preços de ativos financeiros.

Os economistas do mercado financeiro voltaram a reduzir suas projeções para o IPCA neste e no próximo ano. O Relatório de Mercado Focus, divulgado há pouco pelo BC, mostra que a mediana para o IPCA - o índice oficial de inflação - em 2017 foi de 4,06% para 4,04%. Há um mês, estava em 4,12%. Já a projeção para o IPCA de 2018 foi de 4,39% para 4,32%, ante 4,50% de quatro semanas atrás.

Na prática, as projeções de mercado divulgadas hoje no Focus indicam que a expectativa é que a inflação fique abaixo do centro da meta, de 4,5%, em 2017 e 2018. A margem de tolerância para estes anos é de 1,5 ponto porcentual (inflação entre 3,0% e 6,0%).

O gráfico diário do Ibovespa mostra um fechamento colado no suporte 63.740.

Isso deverá impulsionar uma abertura positiva, amparada pelo cenário externo otimista.

Deverá testar ao longo do dia, quem sabe logo após o início dos negócios, a máxima da semana passada em 64.590.

Se conseguir trabalhar e fechar acima desse patamar teremos um pivô de alta e expectativa de alta para os próximos dias, com boas chances de bater em 65.300 até sexta-feira.

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da Top Traders
contato@TopTraders.Com.BR



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