sexta-feira, 28 de abril de 2017

Greve Geral


Bom dia investidor!

A greve geral em todo o Brasil contra as reformas trabalhista e da Previdência concentra as atenções dos mercados domésticos nesta sexta-feira, 28 de abril.

A paralisação e o fim de semana prolongado, com o feriado do Dia do Trabalhador na segunda-feira, tendem a diminuir o volume de negócios. A greve tem adesão de metroviários e motoristas de ônibus de São Paulo, bancários, professores, petroleiros e servidores públicos de diversas cidades do País. Várias manifestações já são registradas na capital paulista e em outras, com bloqueio de vias e rodovias em vários Estados.

Analistas têm dito nos últimos dias que uma grande adesão à paralisação pode aumentar os temores de que deputados não votem pela reforma da Previdência. Por enquanto, os votos contrários ao projeto só aumentam. A atualização do Placar da Previdência do Grupo Estado mostra que o número de deputados contrários à reforma subiu para 218, enquanto o dos que são a favor continua em 76.

O Planalto tenta diminuir o movimento, já avisou que vai cortar ponto de servidores que aderirem à greve e que não terá a postura tolerante em relação às manifestações dos 13 anos de governo petista.

A mesma postura vai ser adotada contra os deputados da base aliada que votaram contra a reforma trabalhista e que devem ser contra a reforma previdenciária.

Ontem o mercado teve uma sessão levemente negativa, mas conseguiu fechar acima das médias, nada que comprometa o movimento altista recente.

O movimento mais provável para hoje seria um abertura levemente positiva, seguida de compras graduais capazes de elevar o benchmark acima de 65.300 ao longo da sessão.

O próximo passo seria romper a máxima da semana em 65.436, onde terá dificuldade em razão do feriado e greve geral.


A expectativa é por uma sessão positiva, seguindo as commodities e bolsas internacionais.

IBOVESPA às 10:12 - clique para ampliar

Os preços do cobre operam sem direção única nesta sexta-feira, ora apoiados pela ameaça de uma greve de trabalhadores em uma mina na Indonésia, ora pressionados pelo excesso de estoque em Londres.

Por volta das 9h25 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) subia 0,06%, a US$ 5.718,50 por tonelada. Já na Comex, a divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o cobre para julho tinha leve alta de 0,04%, a US$ 2,5940 por libra-peso.

Após seis sessões seguidas de queda devido ao aumento dos estoques nos armazéns da LME, os preços do metal exibem tentativa de recuperação ajudados pela possível greve de trabalhadores na mina Grasberg da Freeport-McMoRan a partir do dia 1º de maio para protestar contra cortes de empregos planejados, de acordo com Alastair Munro, da Marex Spectron.

Entre os demais metais negociados na LME, o alumínio operava estável a US$ 1.926,00 uma tonelada métrica, o chumbo avançava 0,54%, a US$ 2.225,00 a tonelada métrica, e o zinco ganhava 0,71%, a US$ 2.638,00 a tonelada métrica. O níquel avançava 1,12%, para US$ 9.450,00 a tonelada métrica e o estanho recuava 0,03%, a US$ 19.990,00 a tonelada métrica. 

Os 24 países da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e grandes produtores de fora do cartel que concordaram em reduzir a produção no ano passado alcançaram um nível de conformidade de 98% das margens de saída em março, de acordo com um relatório do comitê de monitoramento do grupo.

Os preços do petróleo operam em alta nesta sexta-feira, em um movimento de recuperação das recentes perdas, apoiado por um dólar mais enfraquecido ante as principais moedas.

Às 9h30 (de Brasília), o petróleo tipo Brent para julho subia 1,16% na IntercontinentalExchange (ICE), a US$ 52,42 por barril, enquanto o WTI para junho avançava 1,18% na New York Mercantile Exchange (Nymex), a US$ 49,55 por barril.

O dólar mais fraco torna as commodities denominadas em dólares, como o petróleo, mais acessível para detentores de outras moedas. O índice do dólar de Wall Street Journal, que avalia a moeda americana contra uma cesta de outras 16 moedas, caía 0,18%. O dólar índex, que mede o dólar contra seis moedas fortes, recuava 0,28%.

O aumento nos preços nesta manhã tem sido impulsionado também pelas recentes quedas que levaram o petróleo bruto para mínima em um mês, uma vez que os investidores continuam preocupados com o excesso de oferta no mercado.

O mercado aguarda agora pelo número de poços e de plataformas em atividade nos EUA, que será divulgado pela Baker Hughes às 14h.


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@TopTraders.Com.BR

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