terça-feira, 18 de abril de 2017

Ata do Copom e metais no radar


Bom dia investidor!

O Escritório Nacional de Estatísticas da China divulgou hoje que os preços de moradias do país subiram em 68 de 70 cidades em março na comparação anual. Em fevereiro, havia sido registrada alta em 67 cidades, na mesma base. Já na comparação mensal, houve um avanço nos preços de moradias chinesas em 62 de 70 cidades em março; em fevereiro, a alta foi vista em 56 cidades.

O preço médio das casas novas na China subiu 10,3% na comparação com o mesmo período do ano passado e avançou 0,7% na comparação mensal. Em fevereiro, o avanço na comparação anual havia sido de 10,6%, enquanto a alta na comparação mensal foi de 0,33%. 

Os investimentos externos diretos da China fora do setor financeiro tiveram queda anual de 48,8% no primeiro trimestre, a U$ 20,54 bilhões, num momento em que Pequim intensificou a monitoração de recursos financeiros que saem do país, segundo dados publicados hoje pelo Ministério do Comércio chinês.

Apenas em março, o volume de investimentos chineses no exterior caiu 30,1% na comparação anual, a US$ 7,11 bilhões, informou o ministério. 

Bolsa de Tóquio fechou em alta moderada nesta terça-feira, mostrando falta de ímpeto para se valorizar com mais força diante da aproximação da temporada de balanços.

O índice Nikkei subiu 0,35%, a 18.418,59 pontos, após registrar ganho marginal de 0,11% no pregão anterior.

Segundo analistas, o avanço recente do iene ante o dólar deverá levar muitas empresas japonesas a ser conservadoras nas projeções de lucros para o ano fiscal iniciado neste mês. A temporada de resultados corporativos do Japão começa na próxima semana.

Supondo que a Coreia do Norte não demonstre que adquiriu a capacidade de atingir os Estados Unidos com mísseis balísticos, o que seria a "linha vermelha" efetiva para o governo de Donald Trump, uma ação militar americana para combater a ameaça norte-coreana permanece distante em um ano, na avaliação dos analistas Meredith Sumpter, Scott Seaman e Michael Hirson, do Eurasia Group. Para eles, funcionários do governo dos EUA já assinalaram que a opção militar estava em segundo plano e, em Seul, o vice-presidente Mike Pence afirmou que Washington buscaria, em primeiro lugar, a segurança por "meios pacíficos e por negociações".

De acordo com o Eurasia Group, o cenário mais provável para 2017 é o de que Trump aumente a pressão econômica, diplomática e de defesa e segurança sobre a Coreia do Norte por conta própria e, também, em colaboração com a China e com outros países "para aumentar drasticamente os custos do regime de Kim Jong Un de continuar a agir provocativamente".

Os preços do cobre caíram nesta terça-feira, com a queda nos preços do minério de ferro superando os dados positivos da China e levando os preços do cobre para baixo.

Por volta das 9h30 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) caía 0,40%, a US$ 5.658,00 por tonelada. Já na Comex, a divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o cobre para maio tinha queda de 1,54%, a US$ 2,5560 por libra-peso.

Os ganhos do cobre foram apagados durante a abertura dos negócios em Londres, refletindo uma baixa nos preços do minério de ferro, que caíram 6,5% desde que a Bolsa de Metais de Londres fechou antes do feriado prolongado de Páscoa, de acordo com Matt France, da Marex Spectron.

Nos últimos dias, os preços de futuros de aço e de minério de ferro caíram, pressionados por uma combinação da forte produção e da demanda em queda por parte da China. Os preços do minério de ferro perderam mais de um terço de seu valor em relação à alta de quatro anos de março, com o aço recuando mais de 20%.

Entre outros metais básicos negociados na LME, os resultados eram mistos.

Por volta das 9h30, o alumínio subia 0,70%, a US$ 1.932,00 por tonelada; o estanho avançava 0,87%, para US$ 19.800,00 por tonelada. Já o zinco caía 1,11%, para US$ 2.593,00 por tonelada; o chumbo recuava 1,45%, a US$ 2,207,50 por tonelada; e o níquel baixava 1,13%, para US$ 9.595,00 por tonelada.

O Comitê de Política Monetária (Copom) volta a ressaltar que o ritmo de flexibilização monetária está diretamente relacionado à extensão e eventual antecipação do ciclo de queda do juro. "O Copom ressalta que o ritmo de flexibilização monetária dependerá da extensão do ciclo pretendido e do grau de sua antecipação", citam os diretores no parágrafo 28 da ata divulgada há pouco.

Esse debate sobre a velocidade da queda do juro também é influenciado, argumentaram os diretores do BC, pela "evolução da atividade econômica, dos demais fatores de risco e das projeções e expectativas de inflação".

Diante dessa avaliação, os diretores afirmam que "o atual ritmo é adequado". "Entretanto, a atual conjuntura econômica recomenda monitorar a evolução dos determinantes do grau de antecipação do ciclo", completa o documento.


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O Ibovespa montou fundo na região de suporte formada por 62.935 e fundo de março (62.496), buscando um ponto intermediário entre ambos como mínima (62.826).

A impressão que passa é de uma pinça de fundo, que ontem foi capaz de impulsionar o mercado até a região da MME de 21 períodos.

Hoje a abertura deverá ser negativa, devolvendo parte dos ganhos.

O desafio será segurar em 63.740 como suporte.

Se o fizer a compra vai dominar a sessão, caso contrário vai mirar 62.935 novamente.


Bons negócios!

Wagner Caetano, da TopTraders, para o Cartezyan



contato@TopTraders.Com.BR



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