segunda-feira, 27 de março de 2017

Semana começa no vermelho


Bom dia investidor!

Bolsas asiáticas fecharam com queda generalizada.

China -0,08% e Japão -1,44%.

O lucro industrial na China subiu 31,5% no primeiro bimestre do ano ante igual período de 2016, impulsionado por um aumento na produção e preços de commodities mais altos, segundo dados oficiais.

A rentabilidade do setor industrial chinês também foi beneficiada pela redução de custos nos principais negócios das empresas, destacou em comunicado o economista He Ping, do Escritório Nacional de Estatísticas.

Em 2016, o lucro industrial avançou 8,5%, depois de recuar 2,3% no ano anterior.

Europa também opera no vermelho.

Londres -0,67%; Frankfurt -0.73%; Paris -0,35%.

A agência de classificação de risco Fitch afirma que os pedidos de recapitalização como precaução de dois bancos italianos de médio porte são uma mostra da persistência das pressões sobre o setor no país. Segundo a Fitch, o impacto para o rating soberano da Itália dependerá dos custos fiscais do apoio bancário e de se ele será acompanhado de medidas que lidem de maneira bem-sucedida com a fraqueza subjacente no sistema bancário.

O Banca Popolare di Vicenza e o Banca Veneto fizeram o pedido de recapitalização ao Tesouro italiano. A Fitch lembra que um dos motivos para a revisão no rating soberano BBB+ da Itália, de estável para negativa, em outubro, foi o alto nível de empréstimos inadimplentes no setor bancário no país, o que é um risco para o avanço do porta-voz ao frear os empréstimos.

O índice de sentimento das empresas da Alemanha subiu para 112,3 em março, de 111,1 em fevereiro, atingindo o maior nível desde julho de 2011, segundo o instituto alemão Ifo. O resultado surpreendeu analistas consultados pelo Wall Street Journal, que previam estabilidade do indicador a 111, leitura original de fevereiro.

Apenas o subíndice sobre as expectativas das empresas para os próximos seis meses avançou para 105,7 em março, de 104,2 em fevereiro. Já o subíndice de condições atuais subiu neste mês para 119,3, de 118,4 em fevereiro.

Os contratos futuros de petróleo operam em baixa moderada nesta segunda-feira, pressionados pelo ceticismo de investidores em relação a uma possível extensão dos cortes de produção cortes por parte da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).

No fim de semana, o comitê que monitora o cumprimento do acordo do cartel com não-membros emitiu um comunicado pedindo aos participantes que "revisem as condições do mercado de petróleo" para analisar a possibilidade de uma possível extensão dos cortes. O tom frustrou alguns participantes de mercado, que esperavam uma recomendação para estender imediatamente o prazo do acordo, previsto para encerrar em junho.

Na Intercontinental Exchange (ICE), o contrato para maio do Brent caía 0,53%, a US$ 50,54 por barril, às 9h10 (de Brasília). No mesmo horário, o WTI para o mesmo mês cedia 0,83%, a US$ 47,57 por barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex).

Os futuros de cobre operam em baixa nesta manhã, em meio à ansiedade causada pela recente derrota do presidente dos EUA, Donald Trump, no Congresso americano e expectativas de que uma importante mina do metal retome suas operações no Chile.

Por volta das 9h15 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) caía 1,44%, a US$ 5.729,00 por tonelada, atingindo o menor nível em mais de duas semanas.

Já na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em maio tinha baixa de 1,81%, a US$ 2,5835 por libra-peso.

Na sexta-feira, Trump não conseguiu obter apoio suficiente na Câmara dos Representantes para aprovar um novo projeto de saúde, gerando temores de que ele tenha dificuldades mais adiante de seguir com sua agenda de reformas.

A China anunciou sábado (25) que retomará a importação de carne brasileira a partir de amanhã. Apenas o frango produzido na planta da JBS na Lapa (PR) e as cargas cuja exportação foi autorizada por fiscais envolvidos no esquema permanecerão impedidos de entrar no país.

Também estão suspensas as compras dos 21 frigoríficos sob investigação. Esses, porém, já estão impedidos de exportar pelo governo brasileiro. A China é o principal importador de produtos de carne e derivados do Brasil, tendo importado US$ 1,75 bilhão no ano passado.

A notícia traz enorme alívio aos produtores e ao governo brasileiro, que vislumbravam o agravamento do processo de paralisia na produção. As vendas para os frigoríficos encerraram a semana paralisadas e estava em curso um processo de estrangulamento no sistema de armazenagem de carne. Havia risco de parte da produção ir parar no lixo. Estavam ameaçadas as exportações de toda a cadeia do agronegócio, pois o escândalo colocou em dúvida o sistema de controle sanitário do Brasil.

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O gráfico diário mostra o Ibovespa com movimentação de repique, um pull back clássico.

Podemos verificar a redução de volume conforme os preços avançaram lentamente.

O caminho mais natural para hoje seria uma sessão baixista, uma vez que fechou pressionado pela média móvel exponencial de 5 períodos e pelo fundo anterior em 63.740.

Bons negócios!

Wagner Caetano, diretor da TopTraders, para o Carteyan
contato@TopTraders.com.br


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