sexta-feira, 31 de março de 2017

Red Friday?


Bom dia investidor!

O índice dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) oficial da indústria da China subiu de 51,6 em fevereiro para 51,8 em março.

O subíndice de novas encomendas subiu de 53,0 em fevereiro para 53,3 em março, enquanto o subíndice de produção avançou de 53,7 para 54,2, de acordo com o governo.

O índice dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) do setor de serviços da China subiu de 54,2 em fevereiro para 55,1 em março, de acordo com informações do Escritório Nacional de Estatísticas do país.

Números acima de 50 indicam expansão das atividades, enquanto uma leitura abaixo desse patamar representa contração.

O subíndice de serviços recuou de 53,2 em fevereiro para 54,2 e o subíndice de construção avançou de 60,1 para 60,5, segundo o governo. O indicador de novas encomendas também registrou avanço, passando de 51,2 para 51,9.

A manhã é de pessimismo generalizado nas bolsas europeias. Os mercados operam no vermelho, levando o índice pan-europeu Stoxx-600 a cair 0,28% há pouco. Além da crescente incerteza em relação ao desfecho do Brexit (saída do Reino Unido da União Europeia), que teve hoje um início duro, uma surpresa na África do Sul também sacudiu o mercado.

O presidente Jacob Zuma decidiu demitir o ministro das Finanças, Pravin Gordhan, que havia sido um dos destaques do evento paralelo ao G-20 (grupo das 20 maiores economias do mundo) em Frankfurt, a Conferência do Instituto Internacional de Finanças (IIF), há apenas 15 dias. Uma série de indicadores sobre a economia local também dá o tom aos negócios na Europa.

Dois dias depois de o Reino Unido iniciar o processo de formalização de seu divórcio com a União Europeia (UE), os britânicos receberam uma resposta dura do bloco. Como já sinalizado, os 27 países-membros do mercado único reforçaram na manhã de hoje que não há possibilidade de fechar um futuro acordo comercial com o Reino Unido e seus vizinhos antes de o país deixar o bloco. O governo de Londres vem defendendo que os dois temas sejam negociados simultaneamente.

O setor de commodities (-1,57%) é o que mais ajuda a arrastar o Stoxx-600 para baixo, com perdas principalmente no setor de mineração. Cobre e petróleo operam em queda. Gigantes do setor, como BHP Billinton, Fresnillo e Antofagasta, amargam quedas de mais de 2%. O movimento é fortemente influenciado pela reorganização do governo na África do Sul. De acordo com a CNBC, as ações do fundo de investimento britânico Old Mutual caíram mais de 7% na abertura dos negócios devido à sua alta exposição ao comércio do país africano.

Às 8h37 de Brasília, a Bolsa de Londres caía 0,52%, a de Frankfurt recuava 0,06 e a de Paris cedia 0,30%. Em Milão, a perda era de 0,17% e, em Madri, de 0,34%. Em Lisboa, a baixa era de 0,35%. No mercado cambial, o euro operava praticamente estável, cotado a US$ 1,0680, enquanto a libra caía para US$ 1,2450.

Os futuros de cobre operam em baixa nesta manhã, em meio à valorização do dólar e após notícias sobre o fim de uma greve em uma mina peruana.

Por volta das 8h40 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) caía 0,48%, a US$ 5.886,50 por tonelada.

Já na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para maio recuava 0,43%, a US$ 2,6600 por libra-peso.

Nas últimas semanas, o cobre vinha sendo sustentado por interrupções na oferta do metal no Chile, Indonésia e Peru. No entanto, uma greve de mais de 40 dias na mina chilena de Escondida foi recentemente encerrada, a Freeport avançou em negociações com o governo da Indonésia para obter uma licença de exportação e, por último, uma paralisação numa mina peruana da Freeport também chegou ao fim.

A força do índice do dólar nos negócios da manhã também pesa no cobre, ao deixá-lo menos atraente para investidores que utilizam outras moedas.

Entre outros metais básicos na LME, as perdas eram generalizadas. No horário citado acima, o alumínio para entrega em três meses caía 0,25%, a US$ 1.960,00 por tonelada, enquanto o chumbo recuava 0,39%, a US$ 2.320,00 por tonelada, o zinco cedia 0,91%, a US$ 2.821,00 por tonelada, o estanho tinha queda de 0,35%, a US$ 20.025,00 por tonelada, e o níquel diminuía 0,50%, a US$ 9.985,00 por tonelada.

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O gráfico diário do Ibovespa mostra um sinal de queda, porém com baixo volume.

Se hoje a sessão for novamente de domínio vendedor, como sugere o front externo, poderemos ter um sinal de correção para o curto prazo, sendo que as médias justapostas serão um importante divisor de águas para as próximas sessões.

Um teste da LTB (pull back) seria natural nesse caso.


Bons negócios!

Wagner Caetano, diretor da TopTraders, para o Cartezyan
contato@TopTraders.Com

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