terça-feira, 28 de março de 2017

Política no radar



Bom dia investidor!

Bolsas asiáticas fecharam sem direção única.

China -0,43% e Japão +1,14%.

O minério de ferro caiu 0,1% na China, fechando cotado a US$ 80,7 a tonelada.

Europa segue o mesmo caminho.

Londres +0,03%; Frankfurt +0,50%; Paris -0,13%.

Os preços do cobre operam em direções opostas nesta terça-feira ainda refletindo as incertezas com o governo do presidente americano, Donald Trump, o fim da greve na maior mina de cobre do mundo e preocupações com a oferta do metal no Peru e na Indonésia.

Por volta das 9h30 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) subia 0,03%, a US$ 5.801,50 por tonelada. Já na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em maio tinha baixa de 0,08%, a US$ 2,6300 por libra-peso.

As preocupações com a capacidade de Trump de aprovar suas promessas no Congresso ainda seguem no foco dos investidores depois que ele não obteve apoio dos republicanos para revogar e substituir o Obamacare na última sexta-feira.

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, confirmou ontem que o anúncio do contingenciamento de despesas deste ano e das medidas de aumentos de impostos para compensar o rombo no Orçamento pode ficar para quarta-feira (29). 

"Estamos esperando a formalização da Advocacia-Geral da União (AGU) para ter a formatação das receitas e vamos anunciar amanhã ou na quarta-feira as medidas necessárias. O prazo oficial para a publicação no Diário Oficial é até quinta-feira, então pretendemos anunciar até quarta", afirmou. "O Tribunal de Contas da União (TCU) exige uma documentação bem embasada sobre essas receitas, então vamos esperar a conclusão dos pareceres", completou.

Na semana passada, o Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas mostrou um rombo de R$ 58,2 bilhões no Orçamento de 2017, que faltariam para o cumprimento da meta de déficit de R$ 139 bilhões para este ano. Na ocasião, Meirelles disse que o governo buscava entre R$ 14 bilhões e R$ 18 bilhões em processos judiciais para reduzir esse buraco que precisará ser compensado por medidas. Hoje, ele atualizou essa estimativa para R$ 17 bilhões.

O julgamento da ação que apura se a chapa de Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (PMDB) cometeu abuso de poder político e econômico para se reeleger em 2014 pode começar já na próxima semana, informou a assessoria de imprensa do Tribunal Superior Eleitoral.

O relator da ação, ministro Herman Benjamin, encaminhou ontem aos outros seis integrantes da Corte Eleitoral um relatório final de 1.086 páginas que resume os principais pontos do processo.

“Reitero a V. Exa. que os autos estão disponíveis, em sua integralidade, em arquivo virtual do Tribunal Superior Eleitoral, com livre acesso aos ministros da Corte, mediante login e senha de acesso restrito. Requeiro, assim, a inclusão do feito em pauta para julgamento, nos termos da legislação”, escreveu Herman Benjamin ao presidente do TSE, ministro Gilmar Mendes.

Voto. Ainda ontem, o relator telefonou para Gilmar para comunicá-lo que está finalizando o voto. Fontes que acompanham as investigações dão como certo que o relator vai se posicionar a favor da cassação da chapa Dilma-Temer e contra a sua divisão.

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O gráfico diário do Ibovespa apresentou mais uma sessão de alta, porém com redução de volume.

Se hoje a alta persistir, provavelmente teremos a continuidade do domínio comprador.

Por outro lado, se for uma sessão corretiva, o movimento poderá ser interpretado como um repique e o caminho mais natural seria acelerar na venda.

Vale salientar que as cotações estão coladas na reta pescoço do OCO acionado.


Bons negócios!

Wagner Caetano, da TopTraders, para o Cartezyan
contato@toptraders.com.br




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