quinta-feira, 9 de março de 2017

Commodities no vermelho


Bom dia investidor!

Bolsas asiáticas fecharam em queda, com exceção do Japão que subiu 0,34%.

China -0,74% e Hong Kong -1,18%.

A inflação ao consumidor da China desacelerou para o menor nível em dois anos em fevereiro, devido à queda de 4,3% dos preços dos alimentos, na comparação anual, segundo dados oficiais divulgados hoje.

De acordo com o Departamento Nacional de Estatísticas chinês, o índice de preços ao consumidor subiu 0,8% em fevereiro na comparação anual.

Na comparação mensal, o índice de preços ao consumidor recuou 0,2%.

O índice de preços ao produtor, por sua vez, registrou alta de 7,8% na comparação anual e de 0,6% ante janeiro de 2017. O resultado foi maior do que a expectativa dos analistas, que previam alta de 7,5%.

No domingo, o primeiro-ministro da China, Li Kequiang, afirmou que Pequim visa uma inflação abaixo de 3% este ano, em linha com o objetivo do ano anterior. 

Os bancos chineses liberaram 1,17 trilhão de yuans (US$ 169,3 bilhões) em novos empréstimos em fevereiro, segundo dados publicados hoje pelo Banco do Povo da China (PBoC, o BC chinês).

O resultado é bem menor que o volume de 2,03 trilhões de yuans registrado em janeiro, mas ficou acima da previsão de 14 analistas consultados pelo Wall Street Journal, de 871 bilhões de yuans em novos empréstimos.

O financiamento social total, uma medida mais ampla do crédito na economia chinesa, diminuiu para 1,15 trilhão de yuans em fevereiro, de 3,74 trilhões de yuans no mês anterior.

Já a base monetária da China (M2) teve aumento anual de 11,1% em fevereiro, após avançar em ritmo mais forte em janeiro, de 11,3%. Analistas haviam previsto para o mês passado avanço de 1,4%. 

Europa em baixa.

Londres -0,80%; Frankfurt -0,21%; Paris -0,25%.

Os preços do petróleo, que tentaram se recuperar no início do dia, voltaram a cair com força nesta quinta-feira pressionados ainda pelo aumento nos estoques da matéria-prima nos EUA. Além disso, a valorização do dólar e a expectativa com aumento de juros nos EUA contribuem para as perdas.

Às 10h (de Brasília), o Brent para maio caía 2,82% na ICE, a US$ 51,61 por barril, enquanto o WTI para abril recuava 2,74% na Nymex, a US$ 48,90 por barril, operando abaixo de US$ 50 por barril pela 1ª vez desde dezembro.

Mais cedo, a alta se firmava em meio a relatos de que a conformidade da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) com os cortes na produção superou as metas, ficando em 140% em fevereiro, enquanto os países não membros da Opep cumprem entre 50% e 60%, de acordo com o ministro de petróleo do Kuwait.

No entanto, após essa euforia, os preços voltaram a cair pressionados pelo forte aumento nos estoques da commodity nos EUA, uma vez que os investidores pararam de apostar que os preços vão subir, de acordo com o diretor de estratégia de commodities do Saxo Bank.

O minério de ferro cotado no Porto de Tianjin na China, com pureza de 62%, fechou estável no mercado à vista em US$ 85,3 a tonelada seca, de acordo com dados do The Steel Index. Já o insumo negociado no Porto de Qingdao, com teor de concentração de 62% de ferro e com 2% de alumínio, encerrou o dia estável em US$ 85,6 a tonelada seca. 

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No pregão de ontem o Ibovespa perdeu a mínima da semana passada (65.593), acionando um pivô de baixa no gráfico diário.

Buscou os alvos citados no estudo da véspera (65.300 e depois 64.770).

A tendência é que o forte e decisivo 63.740 seja testado entre hoje e amanhã, separando o joio do trigo no curto prazo.

Bons negócios!

Wagner Caetano, contato@toptraders.com.br
Para o Cartezyan

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