quinta-feira, 2 de março de 2017

Ata do Copom no radar


Bom dia investidor!

Bolsas asiáticas fecharam sem direção única.

China -0,52% e Japão +0,88%.

Europa segue o mesmo caminho.

Londres -0,04%; Frankfurt +0,07%; Paris +0,23%.

Diretora do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Lael Brainard afirmou ontem que um ambiente econômico melhor nos Estados Unidos e no exterior apoia o argumento para uma elevação de juros pelo BC americano.

"Diante do progresso que temos visto e do impulso positivo para os dados por vir, a retirada gradual continuada da acomodação deve ser apropriada", afirmou Brainard no texto de um discurso preparado para evento em Cambridge Massachusetts, na Escola de Governo John F. Kennedy, na Universidade Harvard.

Os preços do petróleo estendem as perdas nesta quinta-feira, com um sentimento de baixa impulsionado pelo último aumento nos estoques de petróleo dos EUA e pela produção, além da força do dólar no mercado de câmbio.

Na Intercontinental Exchange (ICE), o Brent para maio caía 0,83%, a US$ 55,89 por barril, às 9h30 (de Brasília). Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o WTI para abril recuava 0,82%, a US$ 53,39 por barril.

O Departamento de Energia dos EUA (DoE) informou ontem que os estoques da commodity nos EUA subiram 1,5 milhão de barris, menos do que o previsto (+2,5 milhões), mas o valor total, de 520,2 milhões, atingiu recorde, após oito semanas seguidas de altas. Os aumentos consecutivos alimentaram as preocupações de que o crescimento da demanda pode não ser suficiente para absorver o excesso de petróleo global, apesar do acordo da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) para cortar a produção.

O Comitê de Política Monetária (Copom) voltou a afirmar que eventual aceleração no ritmo de corte de juros depende de aspectos como a extensão do ciclo e a evolução da atividade econômica, além de temas estruturais como o juro neutro no País. A avaliação consta da ata da mais recente reunião do colegiado, divulgada nesta manhã.

"O Copom ressalta que uma possível intensificação do ritmo de flexibilização monetária dependerá da estimativa da extensão do ciclo, mas, também, da evolução da atividade econômica, dos demais fatores de risco e das projeções e expectativas de inflação", cita o parágrafo 27 da ata divulgada há pouco.

Outro aspecto citado no documento é o chamado juro neutro - situação em que a taxa de juro não pressiona os preços nem contém a atividade econômica. "O Copom entende que a extensão do ciclo de flexibilização monetária dependerá das estimativas da taxa de juros estrutural da economia brasileira, que continuarão a ser reavaliadas pelo Comitê ao longo do tempo", cita a ata, no parágrafo 26.

Nesse mesmo trecho do documento, os diretores do BC explicam que a redução do juro de 13% para 12,25% foi tomada com o entendimento de que "a convergência da inflação para a meta de 4,5% no horizonte relevante para a condução da política monetária". Esse horizonte utilizado pelo BC, explica o texto, "inclui os anos-calendário de 2017 e, com peso gradualmente crescente, de 2018, é compatível com o processo de flexibilização monetária".

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O gráfico diário do Ibovespa trabalhou entre a forte e decisiva região de suporte formada pela média móvel exponencial de 21 períodos e a média móvel exponencial de 5 períodos que atuou como resistência mediata no pregão de ontem.

Se romper a máxima da véspera e fechar acima desse patamar consolidará a formação de um fundo.

Por outro lado, a violação da região formada pelo topo anterior em 66.600, média móvel exponencial de 21 períodos e mínima da semana passada em 66.450, seria um forte sinal de queda para o curto prazo.


Bons negócios!


Wagner Caetano, diretor da TopTraders, para o Cartezyan
contato@toptraders.com.br


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