sexta-feira, 31 de março de 2017

Red Friday?


Bom dia investidor!

O índice dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) oficial da indústria da China subiu de 51,6 em fevereiro para 51,8 em março.

O subíndice de novas encomendas subiu de 53,0 em fevereiro para 53,3 em março, enquanto o subíndice de produção avançou de 53,7 para 54,2, de acordo com o governo.

O índice dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) do setor de serviços da China subiu de 54,2 em fevereiro para 55,1 em março, de acordo com informações do Escritório Nacional de Estatísticas do país.

Números acima de 50 indicam expansão das atividades, enquanto uma leitura abaixo desse patamar representa contração.

O subíndice de serviços recuou de 53,2 em fevereiro para 54,2 e o subíndice de construção avançou de 60,1 para 60,5, segundo o governo. O indicador de novas encomendas também registrou avanço, passando de 51,2 para 51,9.

A manhã é de pessimismo generalizado nas bolsas europeias. Os mercados operam no vermelho, levando o índice pan-europeu Stoxx-600 a cair 0,28% há pouco. Além da crescente incerteza em relação ao desfecho do Brexit (saída do Reino Unido da União Europeia), que teve hoje um início duro, uma surpresa na África do Sul também sacudiu o mercado.

O presidente Jacob Zuma decidiu demitir o ministro das Finanças, Pravin Gordhan, que havia sido um dos destaques do evento paralelo ao G-20 (grupo das 20 maiores economias do mundo) em Frankfurt, a Conferência do Instituto Internacional de Finanças (IIF), há apenas 15 dias. Uma série de indicadores sobre a economia local também dá o tom aos negócios na Europa.

Dois dias depois de o Reino Unido iniciar o processo de formalização de seu divórcio com a União Europeia (UE), os britânicos receberam uma resposta dura do bloco. Como já sinalizado, os 27 países-membros do mercado único reforçaram na manhã de hoje que não há possibilidade de fechar um futuro acordo comercial com o Reino Unido e seus vizinhos antes de o país deixar o bloco. O governo de Londres vem defendendo que os dois temas sejam negociados simultaneamente.

O setor de commodities (-1,57%) é o que mais ajuda a arrastar o Stoxx-600 para baixo, com perdas principalmente no setor de mineração. Cobre e petróleo operam em queda. Gigantes do setor, como BHP Billinton, Fresnillo e Antofagasta, amargam quedas de mais de 2%. O movimento é fortemente influenciado pela reorganização do governo na África do Sul. De acordo com a CNBC, as ações do fundo de investimento britânico Old Mutual caíram mais de 7% na abertura dos negócios devido à sua alta exposição ao comércio do país africano.

Às 8h37 de Brasília, a Bolsa de Londres caía 0,52%, a de Frankfurt recuava 0,06 e a de Paris cedia 0,30%. Em Milão, a perda era de 0,17% e, em Madri, de 0,34%. Em Lisboa, a baixa era de 0,35%. No mercado cambial, o euro operava praticamente estável, cotado a US$ 1,0680, enquanto a libra caía para US$ 1,2450.

Os futuros de cobre operam em baixa nesta manhã, em meio à valorização do dólar e após notícias sobre o fim de uma greve em uma mina peruana.

Por volta das 8h40 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) caía 0,48%, a US$ 5.886,50 por tonelada.

Já na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para maio recuava 0,43%, a US$ 2,6600 por libra-peso.

Nas últimas semanas, o cobre vinha sendo sustentado por interrupções na oferta do metal no Chile, Indonésia e Peru. No entanto, uma greve de mais de 40 dias na mina chilena de Escondida foi recentemente encerrada, a Freeport avançou em negociações com o governo da Indonésia para obter uma licença de exportação e, por último, uma paralisação numa mina peruana da Freeport também chegou ao fim.

A força do índice do dólar nos negócios da manhã também pesa no cobre, ao deixá-lo menos atraente para investidores que utilizam outras moedas.

Entre outros metais básicos na LME, as perdas eram generalizadas. No horário citado acima, o alumínio para entrega em três meses caía 0,25%, a US$ 1.960,00 por tonelada, enquanto o chumbo recuava 0,39%, a US$ 2.320,00 por tonelada, o zinco cedia 0,91%, a US$ 2.821,00 por tonelada, o estanho tinha queda de 0,35%, a US$ 20.025,00 por tonelada, e o níquel diminuía 0,50%, a US$ 9.985,00 por tonelada.

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O gráfico diário do Ibovespa mostra um sinal de queda, porém com baixo volume.

Se hoje a sessão for novamente de domínio vendedor, como sugere o front externo, poderemos ter um sinal de correção para o curto prazo, sendo que as médias justapostas serão um importante divisor de águas para as próximas sessões.

Um teste da LTB (pull back) seria natural nesse caso.


Bons negócios!

Wagner Caetano, diretor da TopTraders, para o Cartezyan
contato@TopTraders.Com

quinta-feira, 30 de março de 2017

Pregão de agenda cheia


Bom dia investidor!

As bolsas asiáticas fecharam em baixa nesta quinta-feira, em parte influenciadas pelo fraco desempenho dos mercados chineses, que acumularam perdas pelo quarto pregão consecutivo em meio a preocupações com um recente aperto da liquidez financeira.

O Xangai Composto, principal índice acionário da China, recuou 0,96%, a 3.210,24 pontos. A queda do Xangai foi a maior em duas semanas e mais de 1.000 ações terminaram o dia no vermelho. Já o Shenzhen Composto, que é menos abrangente, sofreu um tombo de 1,97%, a 1.979,58 pontos.

Os futuros de petróleo operam em baixa moderada nesta manhã, apagando parte dos ganhos de mais de 2% que exibiram na última sessão em reação à ultima pesquisa do Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) sobre estoques nos EUA.

Às 9h22 (de Brasília), o petróleo tipo Brent para junho, que já é o mais líquido na IntercontinentalExchange (ICE), caía 0,34%, a US$ 52,36 por barril, enquanto o WTI para maio recuava 0,10% na New York Mercantile Exchange (Nymex), a US$ 49,46 por barril. O Brent para maio, que vence amanhã, tinha queda de 0,48%, a US$ 52,17 por barril.

Ontem, o DoE apontou reduções mais acentuadas do que se previa nos estoques de gasolina e de destilados dos EUA da semana passada e um avanço menor do que o esperado no volume de petróleo bruto estocado no país.

O petróleo manteve o tom positivo de ontem durante parte da madrugada, mas acabou virando para baixo em meio à ligeira tendência de valorização do índice do dólar e também possivelmente pressionado por realização de lucros.

O minério de ferro cotado no Porto de Tianjin com pureza de 62% caiu 0,4% no mercado à vista chinês para US$ 81,6 a tonelada seca, de acordo com dados do The Steel Index. Já o insumo com teor de concentração de 62% de ferro e com 2% de alumínio, negociado no Porto de Qingdao, recuou 0,4% para US$ 81,9 a tonelada seca. 

Os futuros de cobre operam em baixa nesta manhã, em meio a indicações de que um impasse na Indonésia que compromete a oferta do metal está aparentemente próximo de ser superado.

Por volta das 9h25 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) caía 0,66%, a US$ 5.866,00 por tonelada.

Já na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para maio recuava 0,50%, a US$ 2,6640 por libra-peso.

Relatos indicam que a Freeport-McMoRan e o governo indonésio estão no estágio final de negociações que podem permitir à mineradora retomar exportações de cobre.

O governo do presidente Donald Trump está preparando uma revisão do "status de economia de mercado da China", sob a luz da Organização Mundial do Comércio (OMC), segundo documentos oficiais no site do Departamento do Comércio. Esse passo pode garantir que os produtos chineses enfrentem tarifas mais altas no futuro, ao entrarem em território americano.

A revisão deve ser anunciada ainda nesta semana, poucos dias antes de uma reunião entre Trump e o presidente chinês, Xi Jinping, no início de abril. Em dezembro de 2016, Pequim disse que os membros da OMC deveriam começar a tratá-la como uma economia de mercado. No entanto, o governo Obama se recusou a tomar medidas para conceder esse status à China, continuando a tratar um dos maiores parceiros comerciais americanos como uma economia de não-mercado. Em dezembro, Trump disse que a China não era uma economia de mercado.

Marcado para começar na próxima terça-feira, o julgamento da ação que pode levar à cassação do presidente Michel Temer (PMDB) deve ser interrompido por um pedido de vista. Segundo o Estado apurou, o ministro Napoleão Nunes, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), já sinalizou que deve pedir mais tempo de análise para se debruçar sobre o caso.

Com o pedido de vista, aumentam as chances de o julgamento ser concluído com uma composição diferente da atual. Os ministros Henrique Neves e Luciana Lóssio deixarão a Corte Eleitoral em abril e maio, respectivamente. Serão substituídos por Admar Gonzaga e Tarcísio Vieira - dentro do Planalto, a expectativa é a de que os novos ministros votem contra a cassação.

Nesta quarta-feira, o Estado revelou que o Ministério Público Eleitoral (MPE) pediu ao TSE a cassação de Temer e a inelegibilidade da presidente cassada Dilma Rousseff (PT). O processo é considerado por ministros do TSE o mais importante da história do tribunal, de grande complexidade e com impacto direto na estabilidade política do País, o que aumenta as chances de algum integrante da Corte Eleitoral pedir mais tempo para análise.

Depois de dois adiamentos, numa semana de intensas negociações, o anúncio do Orçamento deste ano foi feito ontem à noite, prevendo um corte de R$ 42,1 bilhões nas despesas da União. Para chegar a esse cálculo, que a equipe econômica acredita contribuirá para garantir o déficit de R$ 139 bilhões fixado para 2017, o governo vai contar com receitas extras de mais de R$ 10,1 bilhões com a venda de quatro hidrelétricas que pertenciam à Cemig e foram reintegradas ao patrimônio da União, além da suspensão de benefícios fiscais na folha de pagamentos que renderá mais R$ 4,8 bilhões.

O gráfico diário do Ibovespa rompeu uma importante LTB no pregão de ontem.

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Como já vem de uma sequência de 6 altas, poderemos ter alguma correção, um movimento de pull back para atrair novos compradores.

Nesse cenário haveria suporte em 65.300, seguido por pela forte região formada por 64.770, média móvel exponencial de 21 períodos, pela própria LTB rompida e logo abaixo a média móvel exponencial de 5 períodos.

Caso a máxima de hoje seja vencida como barreira, abre espaço para testar 66.550 dentro de alguns dias.

Bons negócios!

Wagner Caetano, diretor da Top Traders, para o Cartezyan
contato@toptraders.com.br

quarta-feira, 29 de março de 2017

TSE marca julgamento da Chapa Dilma-Temer


Bom dia investidor!

As bolsas da Ásia e do Pacífico fecharam sem direção única nesta quarta-feira, com algumas seguindo o bom desempenho dos mercados de Nova York e outras mostrando cautela antes do início do chamado "Brexit" no Reino Unido.

Ontem, os principais índices acionários de Wall Street apresentaram ganhos, com o Dow Jones interrompendo uma trajetória de oito pregões negativos, após a publicação de dados encorajadores de confiança do consumidor e preços de moradias nos EUA.

Em Tóquio, a melhor perspectiva econômica dos EUA ajudou o índice Nikkei, que garantiu leve alta de 0,08%, a 19.217,49 pontos, apesar da pressão exercida pelo efeito "ex-dividendos" de várias ações japonesas.

Na capital sul-coreana, Seul, o Kospi avançou 0,17%, a 2.166,98 pontos. A Samsung Electronics, que deve lançar seu novo smartphone Galaxy S8 hoje em Nova York e amanhã na Coreia do Sul, encerrou a sessão com alta de 1,76%. Já em Hong Kong, o Hang Seng mostrou alta de 0,19%, a 24.392,05 pontos.

Os negócios na Ásia também precederam um momento histórico no Reino Unido, que nesta quarta acionará o Artigo 50 do Tratado de Lisboa, dando início às negociações formais para o "Brexit", como é conhecido o processo para a retirada do país da União Europeia. A população britânica votou pelo Brexit em plebiscito realizado em junho do ano passado.

Na China, o Xangai Composto recuou 0,36%, a 3.241,31 pontos, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto teve baixa de 0,73%, a 2.019,39 pontos. Analistas dizem que o sentimento nos mercados chineses é pressionado por temores de que haja novas medidas contra operações especulativas e dúvidas sobre a saúde da economia doméstica.

A Coreia do Norte pode estar preparando um novo teste de dispositivos nucleares, enquanto o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se prepara para uma reunião com o presidente chinês, Xi Jinping, em abril. A reunião, entre outros assuntos, deve contemplar o programa nuclear norte-coreano.

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O Ministério Público Eleitoral (MPE) pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a cassação do presidente Michel Temer (PMDB) e a inelegibilidade da presidente cassada Dilma Rousseff (PT), segundo fontes que acompanham as investigações. A manifestação da Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE), mantida sob sigilo, foi encaminhada na noite desta terça-feira (28) ao TSE.

O julgamento da ação que apura se a chapa Dilma-Temer cometeu abuso de poder político e econômico para se reeleger em 2014 foi marcado para começar na manhã da próxima terça-feira. O TSE dedicará quatro sessões da semana que vem - duas extraordinárias e duas ordinárias - para se debruçar sobre o caso, que poderá levar à cassação de Temer e à convocação de eleições indiretas.

Se os ministros do TSE seguirem o entendimento da PGE - ou seja, cassarem Temer, mas o deixarem elegível -, ele poderia concorrer numa eleição indireta.

Na véspera do RTI e dos resultados fiscais de fevereiro, a agenda hoje é mais fraca. O destaque é para o anúncio das medidas de ajuste ao Orçamento, confirmado pela Fazenda para o final da tarde, que prevê a reoneração da folha a todos os setores e a isonomia do IOF.

O gráfico diário do Ibovespa fechou sobre uma região de forte resistência, formada pela média móvel exponencial de 21 períodos, LTB destacada em vermelho, topo marcado em novembro (64.770) e a reta pescoço do famoso OCO acionado recentemente.

O ponto é decisivo e definirá o rumo de curto prazo do benchmark.

O caminho mais natural seria um recuo para essa sessão.

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da Top Traders
contato@topTraders.Com.BR

terça-feira, 28 de março de 2017

Política no radar



Bom dia investidor!

Bolsas asiáticas fecharam sem direção única.

China -0,43% e Japão +1,14%.

O minério de ferro caiu 0,1% na China, fechando cotado a US$ 80,7 a tonelada.

Europa segue o mesmo caminho.

Londres +0,03%; Frankfurt +0,50%; Paris -0,13%.

Os preços do cobre operam em direções opostas nesta terça-feira ainda refletindo as incertezas com o governo do presidente americano, Donald Trump, o fim da greve na maior mina de cobre do mundo e preocupações com a oferta do metal no Peru e na Indonésia.

Por volta das 9h30 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) subia 0,03%, a US$ 5.801,50 por tonelada. Já na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em maio tinha baixa de 0,08%, a US$ 2,6300 por libra-peso.

As preocupações com a capacidade de Trump de aprovar suas promessas no Congresso ainda seguem no foco dos investidores depois que ele não obteve apoio dos republicanos para revogar e substituir o Obamacare na última sexta-feira.

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, confirmou ontem que o anúncio do contingenciamento de despesas deste ano e das medidas de aumentos de impostos para compensar o rombo no Orçamento pode ficar para quarta-feira (29). 

"Estamos esperando a formalização da Advocacia-Geral da União (AGU) para ter a formatação das receitas e vamos anunciar amanhã ou na quarta-feira as medidas necessárias. O prazo oficial para a publicação no Diário Oficial é até quinta-feira, então pretendemos anunciar até quarta", afirmou. "O Tribunal de Contas da União (TCU) exige uma documentação bem embasada sobre essas receitas, então vamos esperar a conclusão dos pareceres", completou.

Na semana passada, o Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas mostrou um rombo de R$ 58,2 bilhões no Orçamento de 2017, que faltariam para o cumprimento da meta de déficit de R$ 139 bilhões para este ano. Na ocasião, Meirelles disse que o governo buscava entre R$ 14 bilhões e R$ 18 bilhões em processos judiciais para reduzir esse buraco que precisará ser compensado por medidas. Hoje, ele atualizou essa estimativa para R$ 17 bilhões.

O julgamento da ação que apura se a chapa de Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (PMDB) cometeu abuso de poder político e econômico para se reeleger em 2014 pode começar já na próxima semana, informou a assessoria de imprensa do Tribunal Superior Eleitoral.

O relator da ação, ministro Herman Benjamin, encaminhou ontem aos outros seis integrantes da Corte Eleitoral um relatório final de 1.086 páginas que resume os principais pontos do processo.

“Reitero a V. Exa. que os autos estão disponíveis, em sua integralidade, em arquivo virtual do Tribunal Superior Eleitoral, com livre acesso aos ministros da Corte, mediante login e senha de acesso restrito. Requeiro, assim, a inclusão do feito em pauta para julgamento, nos termos da legislação”, escreveu Herman Benjamin ao presidente do TSE, ministro Gilmar Mendes.

Voto. Ainda ontem, o relator telefonou para Gilmar para comunicá-lo que está finalizando o voto. Fontes que acompanham as investigações dão como certo que o relator vai se posicionar a favor da cassação da chapa Dilma-Temer e contra a sua divisão.

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O gráfico diário do Ibovespa apresentou mais uma sessão de alta, porém com redução de volume.

Se hoje a alta persistir, provavelmente teremos a continuidade do domínio comprador.

Por outro lado, se for uma sessão corretiva, o movimento poderá ser interpretado como um repique e o caminho mais natural seria acelerar na venda.

Vale salientar que as cotações estão coladas na reta pescoço do OCO acionado.


Bons negócios!

Wagner Caetano, da TopTraders, para o Cartezyan
contato@toptraders.com.br




segunda-feira, 27 de março de 2017

Semana começa no vermelho


Bom dia investidor!

Bolsas asiáticas fecharam com queda generalizada.

China -0,08% e Japão -1,44%.

O lucro industrial na China subiu 31,5% no primeiro bimestre do ano ante igual período de 2016, impulsionado por um aumento na produção e preços de commodities mais altos, segundo dados oficiais.

A rentabilidade do setor industrial chinês também foi beneficiada pela redução de custos nos principais negócios das empresas, destacou em comunicado o economista He Ping, do Escritório Nacional de Estatísticas.

Em 2016, o lucro industrial avançou 8,5%, depois de recuar 2,3% no ano anterior.

Europa também opera no vermelho.

Londres -0,67%; Frankfurt -0.73%; Paris -0,35%.

A agência de classificação de risco Fitch afirma que os pedidos de recapitalização como precaução de dois bancos italianos de médio porte são uma mostra da persistência das pressões sobre o setor no país. Segundo a Fitch, o impacto para o rating soberano da Itália dependerá dos custos fiscais do apoio bancário e de se ele será acompanhado de medidas que lidem de maneira bem-sucedida com a fraqueza subjacente no sistema bancário.

O Banca Popolare di Vicenza e o Banca Veneto fizeram o pedido de recapitalização ao Tesouro italiano. A Fitch lembra que um dos motivos para a revisão no rating soberano BBB+ da Itália, de estável para negativa, em outubro, foi o alto nível de empréstimos inadimplentes no setor bancário no país, o que é um risco para o avanço do porta-voz ao frear os empréstimos.

O índice de sentimento das empresas da Alemanha subiu para 112,3 em março, de 111,1 em fevereiro, atingindo o maior nível desde julho de 2011, segundo o instituto alemão Ifo. O resultado surpreendeu analistas consultados pelo Wall Street Journal, que previam estabilidade do indicador a 111, leitura original de fevereiro.

Apenas o subíndice sobre as expectativas das empresas para os próximos seis meses avançou para 105,7 em março, de 104,2 em fevereiro. Já o subíndice de condições atuais subiu neste mês para 119,3, de 118,4 em fevereiro.

Os contratos futuros de petróleo operam em baixa moderada nesta segunda-feira, pressionados pelo ceticismo de investidores em relação a uma possível extensão dos cortes de produção cortes por parte da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).

No fim de semana, o comitê que monitora o cumprimento do acordo do cartel com não-membros emitiu um comunicado pedindo aos participantes que "revisem as condições do mercado de petróleo" para analisar a possibilidade de uma possível extensão dos cortes. O tom frustrou alguns participantes de mercado, que esperavam uma recomendação para estender imediatamente o prazo do acordo, previsto para encerrar em junho.

Na Intercontinental Exchange (ICE), o contrato para maio do Brent caía 0,53%, a US$ 50,54 por barril, às 9h10 (de Brasília). No mesmo horário, o WTI para o mesmo mês cedia 0,83%, a US$ 47,57 por barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex).

Os futuros de cobre operam em baixa nesta manhã, em meio à ansiedade causada pela recente derrota do presidente dos EUA, Donald Trump, no Congresso americano e expectativas de que uma importante mina do metal retome suas operações no Chile.

Por volta das 9h15 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) caía 1,44%, a US$ 5.729,00 por tonelada, atingindo o menor nível em mais de duas semanas.

Já na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em maio tinha baixa de 1,81%, a US$ 2,5835 por libra-peso.

Na sexta-feira, Trump não conseguiu obter apoio suficiente na Câmara dos Representantes para aprovar um novo projeto de saúde, gerando temores de que ele tenha dificuldades mais adiante de seguir com sua agenda de reformas.

A China anunciou sábado (25) que retomará a importação de carne brasileira a partir de amanhã. Apenas o frango produzido na planta da JBS na Lapa (PR) e as cargas cuja exportação foi autorizada por fiscais envolvidos no esquema permanecerão impedidos de entrar no país.

Também estão suspensas as compras dos 21 frigoríficos sob investigação. Esses, porém, já estão impedidos de exportar pelo governo brasileiro. A China é o principal importador de produtos de carne e derivados do Brasil, tendo importado US$ 1,75 bilhão no ano passado.

A notícia traz enorme alívio aos produtores e ao governo brasileiro, que vislumbravam o agravamento do processo de paralisia na produção. As vendas para os frigoríficos encerraram a semana paralisadas e estava em curso um processo de estrangulamento no sistema de armazenagem de carne. Havia risco de parte da produção ir parar no lixo. Estavam ameaçadas as exportações de toda a cadeia do agronegócio, pois o escândalo colocou em dúvida o sistema de controle sanitário do Brasil.

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O gráfico diário mostra o Ibovespa com movimentação de repique, um pull back clássico.

Podemos verificar a redução de volume conforme os preços avançaram lentamente.

O caminho mais natural para hoje seria uma sessão baixista, uma vez que fechou pressionado pela média móvel exponencial de 5 períodos e pelo fundo anterior em 63.740.

Bons negócios!

Wagner Caetano, diretor da TopTraders, para o Carteyan
contato@TopTraders.com.br


sexta-feira, 24 de março de 2017

Sexta-feira de lado


Bom dia, investidores!

Ásia recuperou-se na nossa madrugada, de +0,5% a +0,9%. Europa levemente no vermelho agora, menos de -0,5%.

Economia brasileira continua sofrendo com a faxina geral. Já são 22 os países com embargo ou restrição à carne brasileira. Preços de ferro pressionaram a Vale, que ontem abriu perdendo, recuperou um pouco e fechou -1%: na Ásia o ferro perdeu -1,5% e pressionará mais hoje. Dólar, preços internacionais do petróleo com 3 dias de queda e balanço anual trazem a Petro a -13% em um mês.


Na nossa bolsa, destaque ontem para CETIP com a conclusão da "combinação de atividades" com a Bovespa, ganhando +1,6% com grande movimento.

Nos EUA, DJ reluta em devolver em março o ganho de fevereiro, aguardando as importantes votações no congresso, especialmente ObamaCare, e a aprovação ou reprovação de Trump.

Índice e dólar futuro já abriram de lado, projetando uma sexta-feira de estudo e defesa contra a volatilidade (vix com mais de 2%).

Bons negócios,

Equipe Cartezyan

quarta-feira, 22 de março de 2017

Dólar e juro devem subir com aversão ao risco


Bom dia, investidor!

Mercados derreteram ontem no Brasil e no mundo. Queda generalizada das commodities e aversão ao risco levaram a grandes números vermelhos, culminando com o Japão na madrugada, -2,1% com a maior queda dos últimos 4 meses e China com -0,5%.

EUA e Europa com receio de risco e opiniões de que Trump não teria a força pretendida para alavancar a economia fecharam também no vermelho com DJ a -1,1%. Agora Londres ainda caindo -0,8%.

Bovespa perdeu quase -3% com apenas 2 papéis do índice em alta.



No cenário interno, Petro divulgou balanço fechando o ano com prejuízo de 14.8bi, efeito já precificado na forte queda de ontem, quase em linha reta até 15hs. Carnes patinaram, mas hoje devem sentir a pancada de não ter acontecido o esperado recuo nas medidas restritivas de China e Europa, e do anúncio de mais restrições do México e do Japão.


PETR4 no intradiário. Clique para ampliar.

Dia promete abrir na venda de papéis e índices. Dólar e juros devem receber o prêmio da aversão ao risco.

Bons negócios!

Equipe Cartezyan

terça-feira, 21 de março de 2017

Petróleo... e ainda a carne


Bom dia, investidor!

A Bolsa repetiu ontem uma mesma trajetória, em seu principal índice e em vários papéis importantes: abriu em forte gap de baixa para se recuperar durante o dia e fechar pouco acima da semana passada, com volume expressivo.

O movimento reflete a grande indecisão dos investidores a respeito da fragilizada economia nacional, da política instável e das intervenções judiciais - e até policiais.

Apesar de tudo, o momento é dos ursos: das principais empresas, 37 fecharam com ganhos, contra 12 em queda.


Resumo da Bolsa ontem. Clique para ampliar.

Petro, à espera do balanço de hoje, JBS (com os investidores confiantes na empresa, apesar da Carne Fraca) e o IBOV fizeram grandes candles com volume forte.

 


Petro, JBS e o índice = clique para ampliar

A "suspensão da suspensão" da compra de carnes na Coréia, que deverá ser seguida por China e Europa, pode trazer mais fôlego para JBS e BRF.

No exterior, ontem os EUA em torno do zero e Ásia na madrugada com Japão pouco negativo (-0,3%) e China um pouco positivo (+0,3%), indicam a expectativa de um dia de recuperação moderada por aqui.

Bons negócios!

Equipe Cartezyan


segunda-feira, 20 de março de 2017

Efeitos da Carne Fraca


Bom dia, investidor!

A semana, que começou bem para a Bovespa, terminou sentindo fortemente os efeitos da Operação Carne Fraca. Como consequência das enormes quedas dos papéis do setor, principalmente JBS e BRF, o IBOVESPA, que vinha ganhador, terminou com -2% na semana.

IBOV na semana Clique para ampliar

JBS mergulhou de seus já tradicionais 12,00 (uma resistência importante) para 10,65 com o volume enorme refletindo a inquietação e até a indecisão dos investidores.

JBSS = queda expressiva na sexta-feira. Clique para ampliar.

A diferença entre os resultados dos vários setores reflete a influência política no mercado e indica que a segunda será de recuperação. Terça e quarta teremos a tensão da expectativa do balanço da Petro, terça após o pregão. O mais provável é que os preços sofram pressão para baixo por parte dos profissionais mais experientes, em um misto de cautela e avaliação política da empresa.

A semana na Bolsa, por setor. Clique para ampliar.

No exterior, Ásia terminou com resultados opostos entre -0,5 e +0,5 e Europa navega neste momento em torno de -0,5 já precificados os resultados dos juros americanos da sexta. Mercados devem continuar calmos na tarde de lá.



Bons negócios

Equipe Cartezyan

quarta-feira, 15 de março de 2017

FED'AY


Bom dia investidor!

Bolsas asiáticas fecharam sem direção única.

China +0,08 e Japão -0,16%.

O primeiro-ministro da China, Li Keqiang, disse nesta quarta-feira que a meta de crescimento econômico do país neste ano "não é baixa nem fácil de atingir."

Recentemente, a China estipulou sua meta de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) em 2017 em cerca de 6,5%, menor que o objetivo de 6,5% a 7% do ano passado.

Em 2016, o PIB chinês cresceu 6,7%, seu pior resultado em 26 anos.

Segundo Li, que falou em entrevista coletiva de encerramento do Congresso Nacional do Povo, a China poderá manter um ritmo médio a alto de crescimento no futuro previsível e continuar sendo uma grande força motriz para a economia global.

O minério de ferro com teor de concentração de 62% cotado no Porto de Tianjin, na China, subiu 4,2% no mercado à vista, indo a US$ 92,1 a tonelada seca, de acordo com dados do The Steel Index. Já o insumo com pureza de 62% e com 2% de alumínio avançou 4,2%, para US$ 92,4 a tonelada seca.

Europa trabalha em leve alta.

Londres +0,21%; Frankfurt -0,01%; Paris +0,09%.

Os contratos futuros de cobre operam em alta nesta quarta-feira, beneficiados pela manutenção da greve em minas do Chile e do Peru, bem como problemas de exportação na Indonésia.

Na London metal Exchange, o contrato para três meses operava em alta de 0,4%, a US$ 5.864 a tonelada métrica, perto das 10h01 (de Brasília). Na Comex, a divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o cobre para maio avançava 1,14%, a US$ 2,6650 a libra-peso.

Os contratos futuros de petróleo sobem robustamente nesta quarta-feira, se recuperando dos pregões anteriores, em meio a uma busca de barganhas após um relatório indicar queda nos estoques dos Estados Unidos.

Na Intercontinental Exchange (ICE), o Brent para maio subia 1,89%, a US$ 51,88 por barril, às 9h59 (de Brasília). Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o WTI para abril avançava 2,14%, a US$ 48,73.

Ontem, após tocarem rondarem os menores patamares em três meses, os contratos se recuperaram após a American Petroleum Institute (API, uma associação de refinarias) mostrar um declínio de 531 mil barris na semana anterior.

O Senado aprovou ontem uma nova rodada do programa que permite a repatriação de recursos no exterior. Os parlamentares mantiveram a proibição para que parentes de políticos regularizem dinheiro e bens que estão ilegalmente fora do país.

Com acordo entre partidos da base aliada e senadores da oposição, a votação foi feita de maneira simbólica, sem necessidade de votação nominal.

A aprovação do projeto reforçará o cálculo de receitas, no relatório do orçamento que o governo enviará na semana que vem ao Congresso, prevendo os gastos e a arrecadação para este ano. A meta fiscal do governo prevê déficit de R$ 139 bilhões para este ano.

O presidente Michel Temer está bastante preocupado com o impacto da chamada "lista de Janot" sobre o governo. O Palácio do Planalto obteve informações extraoficiais de que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu ao Supremo Tribunal Federal a abertura de inquérito para investigar pelo menos cinco ministros, além dos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE).

A principal preocupação é em relação ao ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha. A situação dele é vista como "a mais delicada" pelo Palácio do Planalto. Mesmo assim, Temer tenta de toda forma manter o ministro, ao menos até a aprovação da reforma da Previdência no Congresso.

A agenda de eventos dos Estados Unidos desta quarta-feira traz como destaque o anúncio da decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), às 15h. Logo após o anúncio, a presidente do Fed, Janet Yellen, participa de entrevista coletiva às 15h30. Durante a tarde, o presidente americano, Donald Trump, se encontra com CEOs do setor automobilístico em Detroit e faz breve comentário às 15h20. Em seguida, ele embarca para Nashville, no Tennessee, onde fará um comício às 18h15. Os horários são de Brasília.

O gráfico diário do Ibovespa mostra fraqueza dos compradores nos dois dias de repique, com volume baixo.

IBOV agora às 11h12 = clique para ampliar

Por outro lado, quando houve queda na sessão de ontem, o giro financeiro foi expressivo.

A perda de 64.770 projetaria um teste de 64.200, região decisiva para as projeções de curto prazo.

Ainda haverá forte suporte em 63.740, que provavelmente será testado nos próximos dias.

Bons negócios!

Wagner Caetano, diretor da TopTraders, para o Cartezyan
contato@toptraders.com.br


terça-feira, 14 de março de 2017

Mercados em compasso de espera


Bom dia investidor!

Bolsas asiáticas fecharam sem direção única. China +0,07% e Japão -0,12%.

Velho mundo segue o mesmo caminho. Londres +0,09%; Frankfurt +0,02%; Paris -0,35%.

A produção industrial na China avançou 6,3% nos dois primeiros meses de 2017, na comparação com um ano atrás, acelerando de 6,0% de crescimento em dezembro, segundo dados do Escritório Nacional de Estatísticas do país.

Em fevereiro, a produção industrial avançou 0,6% em relação a janeiro. 

Os investimentos em ativos fixos urbanos avançou 8,9% no período que comporta os meses de janeiro e fevereiro, comparado a um aumento de 8,1% registrado no mesmo período de 2016. 

Já as vendas no varejo cresceram 9,5% nos dois primeiros meses do ano na comparação anual, desacelerando de 10,9% em dezembro. 

Em relação ao mês anterior, as vendas no varejo subiram 0,95% em fevereiro.

Em dezembro, a alta foi de 0,89% na comparação com novembro. 

As vendas de moradias na China subiram 22,7% no período entre janeiro e fevereiro, na comparação anual, mostrando leve aceleração ante o ganho de 16,8% verificado em dezembro, segundo cálculos do Wall Street Journal baseados em dados do Escritório Nacional de Estatísticas do país.

O crescimento foi mais lento do que os ganhos registrados no mesmo período do ano passado. Em 2016, as vendas avançaram 49,2% ante o ano anterior nos dois primeiros meses do ano, marcando o início de um boom imobiliário que gerou preocupações com bolas de ativos.

Já os investimentos no desenvolvimento de projetos imobiliários, incluindo imóveis comerciais e residenciais, avançaram 8,9% nos dois primeiros meses de 2017, enquanto, no ano passado, o aumento foi de 8,1%. 

O índice de expectativas econômicas da Alemanha subiu para 12,8 em março, de 10,4 em fevereiro, segundo dados publicados hoje pelo instituto alemão ZEW. 

Já o chamado índice para as condições atuais medido pelo ZEW aumentou para 77,3 em março, de 76,4 em fevereiro, também vindo um pouco abaixo da projeção do mercado, de 77,2.

Petróleo e cobre patinam, operando em leve baixa, assim como os futuros norte-americanos, à espera de uma nova alta de juros nos EUA.

Clique para ampliar

O movimento de ontem do Ibovespa ocorreu com baixo volume, o que deverá configurar muito mais um respiro que a retomada da tendência de alta.

A máxima foi na região da mínima do dia 02/03 (65.593).

Abaixo desse ponto temos um pivô de baixa acionado, o que deverá levar ao teste de 63.740 nos próximos dias, onde haverá uma prova de fogo, grande batalha entre ursos e touros.

Bons negócios!


Wagner Caetano, diretor da Top Traders, para o Cartezyan
contato@toptraders.com.br



segunda-feira, 13 de março de 2017

FED e lista de Janot no radar


Bom dia investidor!

Bolsas asiáticas fecharam com valorização.

China +0,76% e Japão +0,15%.

Europa opera em alta moderada.

Londres +0,28%; Frankfurt +0,06%; Paris +0,20%.

A reunião do FED, na 4ªF, é a maior expectativa da semana para os mercados globais, mesmo após o payroll ter esvaziado as apostas numa ação mais agressiva, com o crescimento dos salários abaixo do esperado.

Futuros de aço e minério de ferro na China retomaram um recente rali nesta segunda-feira, avançando 5,9% e 4,3%, respectivamente, após o ministro de Informação e Tecnologia do país, Miao Yu, reiterar a firme disposição de Pequim de cortar o excesso de capacidade no setor siderúrgico.

Recentemente, o governo chinês tornou-se alvo de críticas após anunciar suas metas de redução de capacidade nos setores de aço e carvão durante o Congresso Nacional do Povo. O objetivo em 2017 é levar as siderúrgicas a cortar a capacidade em 50 milhões de toneladas, mais agressivo do que a meta de 45 milhões de toneladas do ano passado, mas abaixo da redução efetiva de 65 milhões de toneladas implementada ao longo de 2016.

No fim de semana, porém, Miao afirmou, também durante o Congresso, que a meta de 50 milhões de toneladas deste ano não inclui aço feito a partir de minério de baixa qualidade. 

O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, recebeu da Odebrecht pelo menos quatro senhas para o pagamento de caixa 2 ao PMDB, segundo informou o ex-executivo José de Carvalho Filho em depoimento prestado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta sexta-feira (10). As senhas tinham os seguintes nomes: "Foguete", "Árvore", "Morango" e "Pinguim".

A aguardada lista de Janot poderá ser divulgada hoje.

Diário. Clique para ampliar

O gráfico diário mostra que o Ibovespa tentou respirar no pregão de sexta-feira, porém não se sustentou acima de 65.300 e cedeu no intraday.
Intradiário. Clique para ampliar.

Temos um pregão altista, porém com longa sombra superior, o que sugere continuidade da queda.

Um teste de 63.740 se torna provável para essa semana.

Bons negócios!


Wagner Caetano
Diretor Top Traders

sexta-feira, 10 de março de 2017

Payroll dará as cartas na sessão de hoje


Bom dia investidor!

Bolsas asiáticas fecharam sem direção única.

China -0,12% e Japão +1,48%.

A Bolsa de Tóquio fechou no maior nível em mais de um ano nesta sexta-feira, impulsionada pela perspectiva de um ambiente de juros mais altos e pelo enfraquecimento do iene após o Banco Central Europeu (BCE) sinalizar um possível afastamento de sua política de relaxamento monetário.

Velho mundo opera em alta.

Londres +0,44%; Frankfurt +0,58%; Paris +0,50%.

A Alemanha teve superávit comercial de 18,5 bilhões de euros (US$ 19,6 bilhões) em janeiro, um pouco maior que o saldo positivo de 18,3 bilhões de euros de dezembro, segundo dados com ajustes sazonais publicados hoje pela agência de estatísticas do país, a Destatis.

Os preços do petróleo operam em leve alta nesta sexta-feira, com os investidores em um movimento de correção após dois dias de vendas acentuadas, que levaram os preços para o menor nível em três meses em meio a preocupações de que os estoques permanecem altos, apesar dos cortes coordenados na produção.

Às 9h30 (de Brasília), o Brent para maio subia 0,63% na ICE, a US$ 52,52 por barril, enquanto o WTI para abril avançava 0,69% na Nymex, a US$ 49,62 por barril.

As fortes quedas aconteceram depois que os investidores, que nas últimas semanas haviam anunciado um número recorde de apostas de que os preços do petróleo se movimentariam para cima, foram pegos de surpresa pelo aumento surpreendente dos estoques norte-americanos

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pretende enviar na próxima segunda-feira, 13, ao Supremo Tribunal Federal (STF) os inquéritos com base na delação dos executivos da Odebrecht, segundo fonte com acesso às investigações.

O grupo que auxilia Janot na Lava Jato tem trabalhado na finalização do material sobre as 78 delações de executivos da empreiteira baiana. Os pedidos encaminhados por Janot deverão ser analisados pelo ministro Luiz Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo.

Apenas se Fachin autorizar a derrubada do sigilo das delações é que o material se tornará público. Devido à extensão do material, a decisão de Fachin pode levar dias após o recebimento dos pedidos da PGR. Não há prazo para que o ministro dê os despachos sobre o material.

O payroll nos EUA (10h30) deverá vir forte o bastante para levantar suspeitas de uma ação mais agressiva do FED. 

Esse será o grande driver do pregão.

Como previsto, IBOV rompe a resistência em 65.300 (11h25)
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O gráfico diário do Ibovespa mostra, na véspera, um pregão orientado pelo forte 64.770, uma vez que as negociações ocorreram ao redor desse patamar de preços.

O volume foi acima da média e chama a atenção máximas e mínimas mais baixas que a sessão anterior.

O caminho mais provável para hoje seria uma abertura em alta, testando a região de 65.300 como resistência, seguido por uma entrada de pressão vendedora ao longo do dia.

Bons negócios!


Wagner Caetano
Diretor Top Traders

quinta-feira, 9 de março de 2017

Commodities no vermelho


Bom dia investidor!

Bolsas asiáticas fecharam em queda, com exceção do Japão que subiu 0,34%.

China -0,74% e Hong Kong -1,18%.

A inflação ao consumidor da China desacelerou para o menor nível em dois anos em fevereiro, devido à queda de 4,3% dos preços dos alimentos, na comparação anual, segundo dados oficiais divulgados hoje.

De acordo com o Departamento Nacional de Estatísticas chinês, o índice de preços ao consumidor subiu 0,8% em fevereiro na comparação anual.

Na comparação mensal, o índice de preços ao consumidor recuou 0,2%.

O índice de preços ao produtor, por sua vez, registrou alta de 7,8% na comparação anual e de 0,6% ante janeiro de 2017. O resultado foi maior do que a expectativa dos analistas, que previam alta de 7,5%.

No domingo, o primeiro-ministro da China, Li Kequiang, afirmou que Pequim visa uma inflação abaixo de 3% este ano, em linha com o objetivo do ano anterior. 

Os bancos chineses liberaram 1,17 trilhão de yuans (US$ 169,3 bilhões) em novos empréstimos em fevereiro, segundo dados publicados hoje pelo Banco do Povo da China (PBoC, o BC chinês).

O resultado é bem menor que o volume de 2,03 trilhões de yuans registrado em janeiro, mas ficou acima da previsão de 14 analistas consultados pelo Wall Street Journal, de 871 bilhões de yuans em novos empréstimos.

O financiamento social total, uma medida mais ampla do crédito na economia chinesa, diminuiu para 1,15 trilhão de yuans em fevereiro, de 3,74 trilhões de yuans no mês anterior.

Já a base monetária da China (M2) teve aumento anual de 11,1% em fevereiro, após avançar em ritmo mais forte em janeiro, de 11,3%. Analistas haviam previsto para o mês passado avanço de 1,4%. 

Europa em baixa.

Londres -0,80%; Frankfurt -0,21%; Paris -0,25%.

Os preços do petróleo, que tentaram se recuperar no início do dia, voltaram a cair com força nesta quinta-feira pressionados ainda pelo aumento nos estoques da matéria-prima nos EUA. Além disso, a valorização do dólar e a expectativa com aumento de juros nos EUA contribuem para as perdas.

Às 10h (de Brasília), o Brent para maio caía 2,82% na ICE, a US$ 51,61 por barril, enquanto o WTI para abril recuava 2,74% na Nymex, a US$ 48,90 por barril, operando abaixo de US$ 50 por barril pela 1ª vez desde dezembro.

Mais cedo, a alta se firmava em meio a relatos de que a conformidade da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) com os cortes na produção superou as metas, ficando em 140% em fevereiro, enquanto os países não membros da Opep cumprem entre 50% e 60%, de acordo com o ministro de petróleo do Kuwait.

No entanto, após essa euforia, os preços voltaram a cair pressionados pelo forte aumento nos estoques da commodity nos EUA, uma vez que os investidores pararam de apostar que os preços vão subir, de acordo com o diretor de estratégia de commodities do Saxo Bank.

O minério de ferro cotado no Porto de Tianjin na China, com pureza de 62%, fechou estável no mercado à vista em US$ 85,3 a tonelada seca, de acordo com dados do The Steel Index. Já o insumo negociado no Porto de Qingdao, com teor de concentração de 62% de ferro e com 2% de alumínio, encerrou o dia estável em US$ 85,6 a tonelada seca. 

clique para ampliar

No pregão de ontem o Ibovespa perdeu a mínima da semana passada (65.593), acionando um pivô de baixa no gráfico diário.

Buscou os alvos citados no estudo da véspera (65.300 e depois 64.770).

A tendência é que o forte e decisivo 63.740 seja testado entre hoje e amanhã, separando o joio do trigo no curto prazo.

Bons negócios!

Wagner Caetano, contato@toptraders.com.br
Para o Cartezyan

quarta-feira, 8 de março de 2017

China e minério no radar


Bom dia investidor!

Bolsas asiáticas fecharam em baixa.

China -0,05% e Japão -0,47%.

China registrou um inesperado déficit em sua balança comercial em fevereiro, no valor de US$ 9,15 bilhões, uma vez que as importações subiram com força após o feriado do ano novo lunar e as exportações recuaram, segundo dados publicados hoje pela Administração Geral de Alfândega do país.

O déficit comercial chinês foi o primeiro desde 2014 e frustrou as expectativas de analistas consultados pelo Wall Street Journal, que previam superávit de US$ 26,55 bilhões no mês passado. Em janeiro, a China apresentou superávit comercial de US$ 51,35 bilhões.

As importações chinesas medidas em dólares saltaram 38,1% na comparação anual de fevereiro, após avançarem 16,7% em janeiro. O resultado superou de longe a projeção do mercado, que era de ganho de 21%.

Por outro lado, as exportações mostraram queda anual de 1,3% em fevereiro, contrastando com o acréscimo de 7,9% de janeiro. Neste caso, a previsão dos analistas era de alta de 14,1% nas exportações.

Segundo economistas, os números da balança comercial da China tendem a ser voláteis no primeiro bimestre em função do feriado do ano novo lunar, que se estende por uma semana.

Europa opera em queda moderada, com sinal de topo nos gráficos diários.

Londres -0,25%; Frankfurt 0,20%; Paris -0,16%.

A produção industrial da Alemanha subiu com vigor em janeiro, superando as expectativas, graças a um salto no resultado de bens de capital.

Dados da agência de estatísticas alemã, a Destatis, mostram que a indústria da maior economia da zona do euro produziu 2,8% mais em janeiro do que em dezembro, considerando-se ajustes sazonais.

Apenas a produção de bens de capital avançou 6,1% no período, após registrar forte queda em dezembro. O setor de construção, por outro lado, se contraiu pelo segundo mês consecutivo em janeiro, possivelmente afetado pelo tempo frio. Já a manufatura teve alta de 3,7% na produção.

No confronto anual, a produção geral da indústria alemã ficou estável em janeiro, também no cálculo com ajustes, mas cresceu 6,6% em termos nominais.

O minério de ferro com pureza de 62% cotado no Porto de Tianjin, na China, caiu 2,6% no mercado à vista, chegando a US$ 85,3 a tonelada seca, de acordo com dados do The Steel Índex.

O insumo com teor de concentração de 62% de ferro e com 2% de alumínio também recuou 2,6% no Porto de Qingdao, atingindo US$ 85,6 a tonelada seca.

Petróleo WTI recua 1,07%, a US$ 52,57 por barril, na Nymex, enquanto o Brent cai 1,00%, a US$ 55,36 por barril, na Comex.

(clique para ampliar)

O gráfico diário do Ibovespa revela pressão vendedora, na região de resistência formada pelas médias móveis exponenciais de 5 e 21 períodos (já se cruzaram para baixo), em conjunto com o topo anterior em 66.600.

Isso projeta um teste do decisivo 65.593, mínima da semana passada, cuja perda abriria espaço para teste de 65.300 e posteriormente 64.770.

Bons negócios!

Wagner Caetano 
Diretor Top Traders
para o Cartezyan

segunda-feira, 6 de março de 2017

Deutsche Bank no radar


Bom dia investidor!

Bolsas asiáticas fecharam sem direção única.

China +0,48% e Japão -0,46%.

A Bolsa de Tóquio fechou em baixa nesta segunda-feira, após a Coreia do Norte lançar mísseis que caíram em área próxima ao litoral do Japão.

Europa tem a venda dominante.

Londres -0,35%; Frankfurt -0,42%; Paris -0,41%.

A defesa do presidente Michel Temer estuda com sua equipe jurídica a possibilidade de pedir a impugnação de todos os depoimentos de delatores da empreiteira Odebrecht ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O argumento é o de que tanto a convocação de Marcelo Odebrecht como a de outros empresários pelo ministro do TSE Herman Benjamin, relator do processo que pede a cassação da chapa Dilma Rousseff-Temer, baseou-se em ato ilegal.

Para os advogados de Temer, o relator não poderia ter pedido o depoimento tendo como ponto de partida uma “prova ilícita”, que foi o vazamento da delação premiada do ex-diretor da Odebrecht Cláudio Melo Filho. A delação estava sob sigilo e veio a público em dezembro do ano passado.

Deutsche Bank confirmou ontem que promoverá um aumento de capital de aproximadamente 8 bilhões de euros, por meio da emissão de 687,5 milhões de novas ações com direito de subscrição para os atuais acionistas.

Além disso, a instituição anunciou uma série de outras medidas para reforçar sua posição de mercado e revelou novas metas financeiras.

A emissão das ações está sendo coordenada por um grupo de bancos, que inclui Credit Suisse, Barclays, Goldman Sachs, BNP Paribas, Commerzbank, HSBC, Morgan Stanley e UniCredit.

O próprio Deutsche Bank atuará como coordenador global da operação e o período de subscrição deve ir até 6 de abril.

Os economistas do mercado financeiro melhoraram ligeiramente as projeções para o crescimento da economia. De acordo com a pesquisa Focus, a mediana das expectativas para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano subiu marginalmente, de 0,48% para 0,49%. Há um mês, a perspectiva já era de um avanço de 0,49%.

Para 2018, o mercado também alterou ligeiramente a previsão de alta, de 2,37% para 2,39%. Quatro semanas atrás, a expectativa estava em 2,25%.

No relatório Focus de hoje, as projeções para a produção industrial indicaram um cenário de leve recuperação neste e no próximo ano. O avanço projetado para 2017 permaneceu em 1,09%. Há um mês, estava em 1,00%. No caso de 2018, a estimativa de crescimento da produção industrial foi na direção contrária e caiu de 2,28% para 2,19%, ante 2,05% de quatro semanas antes.

Já a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2017 passou de 51,60% para 51,50% no Focus. Há um mês, estava em 51,05%. Para 2018, as expectativas no boletim Focus seguiram em 55,00%, mesma projeção repetida há cinco semanas.

IBOVESPA luta para manter o nível de sexta-feira (10h30)
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O gráfico diário do Ibovespa revela uma reação importante no pregão de sexta-feira.

O desafio será o benchmark superar uma região de forte resistência, formadas pelas médias móveis, topo anterior em 66.600 e pala LTA perdida recentemente.

A minha interpretação é que esse movimento é um pull-back, para continuidade da baixa ao longo da semana, testando os antigos os suportes anteriores como resistência, segundo a inversão de polaridade da análise técnica.

Bons negócios!

Wagner Caetano 
Diretor da Top Traders, para o Cartezyan