segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Red Monday no exterior


Bom dia investidor!

Bolsas asiáticas fecharam sem direção única.

China +0,44% e Japão -1,29%.

O minério de ferro subiu 0,9% na China, fechando cotado a US$ 80,8 a tonelada seca.

O forte desempenho macroeconômico da China segue sendo um importante fator de força para os ratings do país, mas a continuidade de políticas que têm como prioridade metas de crescimento no curto prazo está se tornando um risco significativo para a estabilidade macroeconômica no médio prazo, segundo avaliação da Fitch.

O Produto Interno Bruto (PIB) chinês teve ligeira aceleração no quarto trimestre, com expansão anual de 6,8%, confirmando que medidas de estímulo adotadas por Pequim conseguiram manter o crescimento dentro da meta oficial de 2016, que era de 6,5% a 7%, nota a agência de classificação de risco.

De acordo com a Fitch, a expansão fiscal e estímulos fornecidos por meio de estatais foram fundamentais para estabilizar o crescimento em 2016 e a economia chinesa também foi sustentada por uma política monetária acomodatícia e pelo relaxamento de regras para compras de moradias no início do ano passado.

Europa trabalha com baixa generalizada.

Londres -0,39%; Frankfurt -0,38%; Paris -0,29%.

Petróleo Brent cai 0,96%, a US$ 54,96 por barril, na ICE, enquanto o WTI recua 1,16%, a US$ 52,60 por barril, na Nymex.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem uma agenda recheada de reuniões nesta segunda-feira, seu primeiro dia na Casa Branca.

O republicano toma café da manhã com líderes empresariais na primeira parte do dia, depois se reúne com líderes sindicais e trabalhadores durante a tarde. À noite, ele recebe congressistas para discutir as mudanças no serviço de saúde pública norte-americano, entre eles o presidente da Câmara, Paul Ryan.

Os encontros sugerem que o novo presidente quer se manter aberto a sugestões e acontecem após um final de semana tumultuado, em que ele foi alvo de protestos massivos em Washington e outras cidades do país e voltou a criticar a imprensa por relatar corretamente o número de presentes em sua cerimônia de posse.

Em meio à avaliação do Banco Central de que a atividade segue "aquém do esperado", o Relatório de Mercado Focus indicou manutenção nas projeções de atividade para 2017 e 2018. Pelo documento divulgado hoje, a mediana para o Produto Interno Bruto (PIB) deste ano seguiu com alta de 0,50%. Há um mês, a perspectiva também era de avanço de 0,50%.

Para 2018, o mercado manteve a previsão de alta de 2,20%. Quatro semanas atrás, a expectativa estava em 2,25%.

No dia 11, o Banco Central reduziu a taxa básica de juros, Selic, de 13,75% para 13,00% ao ano. Uma das principais justificativas para o corte de 0,75 ponto porcentual foi justamente a fraqueza da atividade econômica.

No último Relatório Trimestral de Inflação (RTI), divulgado no fim de dezembro, o BC projetou recuo de 3,3% do PIB em 2016 e avanço de 0,8% para 2017. Já o Ministério da Fazenda trabalha com estimativa de crescimento de 1,0% para este ano. Esta projeção deve ser revisada, conforme o ministro Henrique Meirelles, nos próximos dias.

No relatório Focus de hoje, as projeções para a produção industrial indicaram um cenário de leve recuperação neste e no próximo ano. O avanço projetado para 2017 seguiu em 1,00%. Há um mês, estava em 0,88%. No caso de 2018, a estimativa de crescimento da produção industrial permaneceu em 2,10%, mesmo porcentual de quatro semanas antes.

Já a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2017 seguiu em 50,82% no Focus. Há um mês, estava em 50,74%. Para 2018, as expectativas no boletim Focus permaneceram em 54,75% ante projeção apontada um mês atrás de 55,00%.

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O gráfico diário do Ibovespa mostra o terceiro teste em quatro pregões da região de 64.770, importante topo marcado em novembro.

A região sugere correção de preços, pelo menos até 62.935.

Bons negócios!


Wagner Caetano
TopTraders
Cartezyan

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